A ocupação de escritórios em janeiro sinalizou “um arranque de ano brando para este mercado”. Em Lisboa ascendeu a 4.100 m2 e 3.100 m2 no Porto, no entanto, não se verifica um abrandamento na procura.
“Já se antecipava um início de ano com menor ritmo. Desde logo porque, especialmente em Lisboa, 2022 foi um ano excecional em termos de ocupação e com muitas operações de pré-arrendamento, pelo que naturalmente 2023 deverá trazer algum abrandamento à atividade”, explica Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL.
Para além disso, sublinha, este é um período tipicamente de maior expetativa das empresas em relação ao desenvolvimento do ano, agravado agora pelas projeções económicas negativas. “Nos dois primeiros meses do ano é natural assistirmos a um maior tempo de decisão das empresas em relação à mudança ou expansão das suas instalações.”
Em Lisboa, assistiu-se à realização de 11 operações, todas com áreas abaixo dos 1.000 m2 e todas para ocupação imediata. Já no Porto, o cenário foi um pouco diferente, com 4 operações e em que apenas uma das quais gerou quase 80% da área ocupada.
“Não há, contudo, sinais de um abrandamento de procura. As empresas continuam muito ativas na pesquisa de espaços, sendo um dos grandes drivers a busca por um escritório que acolha as novas tendências de trabalho e que seja mais amigo do ambiente e das pessoas.
Sofia Tavares sublinhou ainda a falta de oferta qualificada e imediatamente disponível, que continua a ser um problema.














