Ocupação de escritórios com um “arranque de ano brando”, mas “não há sinais de um abrandamento de procura”, diz JLL

A ocupação de escritórios em janeiro sinalizou “um arranque de ano brando para este mercado”. Em Lisboa ascendeu a 4.100 m2 e 3.100 m2 no Porto, no entanto, não se verifica um abrandamento na procura.

André Manuel Mendes

A ocupação de escritórios em janeiro sinalizou “um arranque de ano brando para este mercado”. Em Lisboa ascendeu a 4.100 m2 e 3.100 m2 no Porto, no entanto, não se verifica um abrandamento na procura.

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“Já se antecipava um início de ano com menor ritmo. Desde logo porque, especialmente em Lisboa, 2022 foi um ano excecional em termos de ocupação e com muitas operações de pré-arrendamento, pelo que naturalmente 2023 deverá trazer algum abrandamento à atividade”, explica Sofia Tavares, Head of Office Leasing da JLL.

Para além disso, sublinha, este é um período tipicamente de maior expetativa das empresas em relação ao desenvolvimento do ano, agravado agora pelas projeções económicas negativas. “Nos dois primeiros meses do ano é natural assistirmos a um maior tempo de decisão das empresas em relação à mudança ou expansão das suas instalações.”

Em Lisboa, assistiu-se à realização de 11 operações, todas com áreas abaixo dos 1.000 m2 e todas para ocupação imediata. Já no Porto, o cenário foi um pouco diferente, com 4 operações e em que apenas uma das quais gerou quase 80% da área ocupada.

“Não há, contudo, sinais de um abrandamento de procura. As empresas continuam muito ativas na pesquisa de espaços, sendo um dos grandes drivers a busca por um escritório que acolha as novas tendências de trabalho e que seja mais amigo do ambiente e das pessoas.

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Sofia Tavares sublinhou ainda a falta de oferta qualificada e imediatamente disponível, que continua a ser um problema.

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