Os países ocidentais podem não ter capacidade de detetar um ataque nuclear russo a tempo, alertou o chefe dos serviços de inteligência do Reino Unido.
“Gostaria de pensar que, com os nossos aliados, teríamos uma boa ocasião para detetá-lo mas é claro que nunca há garantias neste espaço”, avisou Jeremy Fleming, em declarações ao jornal britânico ‘The Telegraph’.
Para o diretor da Sede de Comunicações do Governo (GCHQ, na sigla em inglês), a Rússia é “a única nação” que fala sobre o uso de armas nucleares, um facto que descreveu como “extremamente perigoso”, lembrando que as “ameaças nucleares veladas” do presidente russo, Vladimir Putin, foram “perigosas e irresponsáveis”, enquanto sustenta que o Kremlin está ciente de que uma guerra nuclear “não pode ser vencida”.
A resposta do Ocidente a um ataque nuclear da Rússia tem sido alvo de debate no Reino Unido. Tobias Ellwood, presidente do Comité de Defesa da Câmara dos Comuns britânica, referiu que “a clareza pode ser o impedimento para ajudar a evitar essa ação hostil”. No entanto, Alec Shelbrooke, secretário da Defesa britânico, sustentou que não seria “taticamente inteligente”. “Não foi e nunca foi taticamente inteligente delinear exatamente quais seriam as respostas a uma situação potencial. Vamos continuar na linha que este Governo traçou e o delineado pelo secretário-geral na NATO (Jens Stoltenberg).
“O presidente Putin deve saber de forma clara que, para o Reino Unido e os nossos aliados, qualquer uso de armas nucleares quebraria um tabu sobre o uso nuclear que existe desde 1945 e teria sérias consequências para a Rússia”, referiu, no Parlamento britânico.



