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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 12:15:37 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Estamos a entrar numa fase feia”: novas tarifas de Trump irritam eleitores e aliados dos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:15:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora a Casa Branca insista que se trata sobretudo de uma ferramenta de negociação, vários aliados do presidente receiam que os eleitores associem automaticamente a medida a um aumento do custo de vida]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas tarifas anunciadas por Donald Trump estão a provocar inquietação dentro do próprio Partido Republicano. Embora a Casa Branca insista que se trata sobretudo de uma ferramenta de negociação, vários aliados do presidente receiam que os eleitores associem automaticamente a medida a um aumento do custo de vida, precisamente quando a inflação continua a ser uma das maiores preocupações dos americanos e as eleições intercalares se aproximam.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, alguns republicanos acreditam que o anúncio de tarifas de 50% sobre parte das importações canadianas e de 100% sobre medicamentos genéricos poderá ofuscar as restantes vitórias políticas que o partido pretende apresentar aos eleitores durante a campanha.</p>
<p>“Tudo o que não esteja focado em tornar a vida mais acessível às pessoas não ajuda. Pode não ser um problema enorme, mas continua a ser um problema”, afirmou fonte próxima da Casa Branca.</p>
<p>Outro aliado da Administração resumiu a preocupação de forma ainda mais direta: “Qualquer conversa sobre tarifas, a menos que seja para as reduzir, é uma má conversa para os republicanos.”</p>
<p><strong>Casa Branca diz que objetivo é negociar, não aumentar preços</strong></p>
<p>A Administração Trump defende que as novas tarifas devem ser vistas como um instrumento de pressão negocial e não como uma medida destinada a entrar imediatamente em vigor.</p>
<p>As taxas de 50% sobre cerca de 20 mil milhões de dólares em produtos canadianos só estão previstas para meados de agosto, enquanto as tarifas de 100% sobre medicamentos genéricos apenas deverão avançar em 2028.</p>
<p>Segundo responsáveis da Casa Branca, o objetivo passa por pressionar o Canadá a renegociar aspetos do acordo comercial entre os dois países e incentivar a indústria farmacêutica a transferir produção para os Estados Unidos.</p>
<p>Além disso, a Administração decidiu excluir alguns produtos considerados essenciais, como bens energéticos e parte dos produtos alimentares, numa tentativa de limitar o impacto junto dos consumidores.</p>
<p>O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, garantiu que “nenhuma quantidade de comentários feitos à distância impedirá o presidente de defender os trabalhadores e as indústrias americanas”.</p>
<p><strong>O problema pode ser a perceção dos eleitores</strong></p>
<p>Apesar dessas exceções, vários analistas consideram que a estratégia comporta riscos políticos significativos.</p>
<p>Chad Bown, antigo economista-chefe do Departamento de Estado durante a Administração Biden, considera existir um desfasamento entre aquilo que o público percebe e o verdadeiro alcance das medidas.</p>
<p>Na sua opinião, muitos consumidores não terão consciência de que vários produtos ficaram isentos das novas tarifas e poderão simplesmente concluir que Washington voltou a aumentar os impostos sobre as importações.</p>
<p>“Existe uma diferença entre aquilo que o público pensa que está a acontecer e aquilo que realmente está a ser aplicado. E isso pode acabar por se virar contra a Administração”, afirmou.</p>
<p><strong>Canadá avisa para uma nova escalada</strong></p>
<p>As novas ameaças tarifárias também estão a deteriorar as relações com o Canadá, um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.</p>
<p>Responsáveis canadianos alertam que as medidas poderão prejudicar economias fortemente dependentes do comércio transfronteiriço, incluindo vários estados decisivos em eleições americanas, como Michigan e Maine.</p>
<p>Peter Boehm, presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comércio Internacional do Senado canadiano, considera que o conflito entrou numa fase particularmente delicada.</p>
<p>“Estamos a entrar numa fase feia”, afirmou, acrescentando que, mesmo que alguns produtos americanos regressem às prateleiras canadianas, nada garante que os consumidores voltem a comprá-los.</p>
<p><strong>Trump prepara nova vaga de tarifas</strong></p>
<p>As medidas anunciadas esta semana poderão ser apenas o início.</p>
<p>A Administração Trump prepara uma nova ronda de tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos provenientes de 97 países, ao mesmo tempo que mantém várias investigações que poderão resultar em novas taxas sobre bens como turbinas eólicas, maquinaria industrial e outros produtos.</p>
<p>Esta estratégia surge depois de uma decisão do Supremo Tribunal, em fevereiro, ter anulado parte significativa do anterior regime tarifário implementado por Trump, obrigando a Casa Branca a reconstruir gradualmente a sua política comercial.</p>
<p><strong>Entre a pressão diplomática e o risco eleitoral</strong></p>
<p>Vários especialistas em comércio internacional próximos da Administração acreditam que o longo período entre o anúncio e a eventual entrada em vigor das tarifas demonstra que Trump pretende sobretudo aumentar o poder negocial de Washington.</p>
<p>A estratégia poderá pressionar Otava a regressar às negociações sobre a renovação do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, bem como resolver antigos diferendos relacionados com o setor dos lacticínios ou com a presença económica chinesa na América do Norte.</p>
<p>Kelly Ann Shaw, antiga conselheira comercial de Trump, considera que esse continua a ser o verdadeiro objetivo.</p>
<p>“O presidente utilizou tarifas como instrumento de pressão em inúmeras situações. No final, o objetivo é precisamente não ter de as aplicar porque os problemas de fundo acabam por ser resolvidos”, afirmou.</p>
<p>A reação inicial parece dar alguma razão à estratégia da Casa Branca. Poucas horas depois do anúncio das novas tarifas, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, confirmou que concordou em intensificar imediatamente as negociações comerciais com Washington.</p>
<p>Ainda assim, dentro do Partido Republicano cresce o receio de que os eleitores não distingam uma ameaça negocial de uma medida económica efetiva. Num contexto em que a inflação e o custo de vida continuam entre as principais preocupações dos americanos, muitos republicanos temem que qualquer anúncio de novas tarifas seja interpretado simplesmente como mais uma ameaça ao orçamento das famílias — e que essa perceção acabe por ter consequências nas urnas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793501]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames: PS avança com comissão de inquérito se ministro não esclarecer questões até setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:07:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
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		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[ Eurico Brilhante Dias disse que as questões do PS são hoje enviadas ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, e devem ser respondidas até ao início de setembro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PS avançará com uma comissão parlamentar de inquérito se o ministro da Educação não responder satisfatoriamente até ao início de setembro a um conjunto de questões sobre o processo de digitalização de exames nacionais.</p>
<p>Esta iniciativa foi referida pelo líder da bancada socialista, Eurico Brilhante Dias, em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, adiantando que essa comissão parlamentar de inquérito, se arrancar, será após a conclusão do período de candidaturas para acesso ao ensino superior.</p>
<p>Eurico Brilhante Dias disse que as questões do PS são hoje enviadas ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, e devem ser respondidas até ao início de setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793496]]></sapo:autor>
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		<title>MAI responde &#8220;ainda bem&#8221; ao anúncio do Chega de que vai forçar comissão de inquérito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:05:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Administração Interna, Luís Neves, respondeu hoje "ainda bem" ao anúncio do Chega de que vai forçar uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, respondeu hoje &#8220;ainda bem&#8221; ao anúncio do Chega de que vai forçar uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ).</P><br />
<P>&#8220;Ainda bem. Portanto, conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para se saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária&#8221;, declarou aos jornalistas Luís Neves, em Pedrógão Grande (Leiria), onde presidiu à sessão solene comemorativa do Dia do Município.</P><br />
<P>O presidente do Chega, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro.</P><br />
<P>Luís Neves reafirmou que, no seu tempo próprio, vai prestar os esclarecimentos que os portugueses merecem.</P><br />
<P>Questionado se colocou o seu lugar à disposição do primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sequência da polémica sobre as obras numa sua casa em Odemira e do atrelado encontrado na empresa do construtor que fez os trabalhos, o governante respondeu: &#8220;Eu, se sentisse que não tinha condições para estar neste lugar, não estava aqui a desempenhar o meu trabalho&#8221;.</P><br />
<P>O ministro, ex-diretor nacional da PJ, repetiu estar &#8220;muito focado, sobretudo nesta época, com a questão dos fogos florestais&#8221;, para acrescentar que &#8220;essa é uma questão que, pura e simplesmente, não se coloca&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É com a maior tranquilidade e até agradeço que aquilo que eu fiz enquanto servidor público possa ser absolutamente descortinado. Tenho o maior orgulho, a maior honra naquilo que tenho feito enquanto servidor público e continuarei a fazer, que é aquilo que é o que me motiva e que me dá alegria e que me dá força de trabalhar em prol do país, em prol das populações, em prol dos portugueses&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793499]]></sapo:autor>
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		<title>“Será um dia crítico”: incêndios sem controlo cercam Madrid e obrigam França a retirar mais de 40 mil pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:03:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[França e Espanha enfrentam esta sexta-feira uma das situações mais graves da atual época de fogos, agravada pelas temperaturas elevadas, pela vegetação extremamente seca e por rajadas de vento que deverão continuar a alimentar as chamas durante várias horas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dezenas de milhares de pessoas retiradas, casas destruídas, milhares de hectares consumidos e incêndios que avançam mais depressa do que a capacidade das equipas para os travar. França e Espanha enfrentam esta sexta-feira uma das situações mais graves da atual época de fogos, agravada pelas temperaturas elevadas, pela vegetação extremamente seca e por rajadas de vento que deverão continuar a alimentar as chamas durante várias horas.</p>
<p>A situação é particularmente dramática no sudoeste da Comunidade de Madrid, onde vários incêndios acabaram por convergir numa única frente. O Governo espanhol declarou a emergência de interesse nacional em Madrid e na província de Ávila, colocando a resposta sob coordenação do Ministério do Interior e da Unidade Militar de Emergências.</p>
<p>“Hoje será um dia crítico”, avisou o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, perante as condições meteorológicas adversas e o risco de os grandes incêndios ativos em Madrid, Toledo e Ávila se aproximarem ainda mais. A prioridade, afirmou, é impedir que o fogo de Burgohondo, em Ávila, se una à frente que já devasta o território madrileno.</p>
<p><strong>“O pior incêndio da história da Comunidade de Madrid”</strong></p>
<p>Os incêndios que começaram em Almorox, Villa del Prado e San Martín de Valdeiglesias avançaram através de áreas florestais e urbanizações, impulsionados por ventos que poderão ultrapassar os 50 ou 60 quilómetros por hora. Duas das principais frentes madrilenas acabaram por se unir, reduzindo a margem de manobra dos bombeiros e obrigando as autoridades a preparar novas retiradas.</p>
<p>A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, classificou a situação como “incomum e catastrófica” e afirmou que a região enfrenta “o pior incêndio da história” do território.</p>
<p>“É uma tempestade perfeita de temperaturas extremamente altas e ventos fortes. Um incêndio levou a outro e temos algumas horas muito difíceis pela frente”, declarou Ayuso a partir do centro de comando instalado em Cenicientos.</p>
<p>Segundo o balanço avançado pela responsável regional, cerca de 6.000 hectares já tinham sido atingidos e aproximadamente 19 mil pessoas tinham sido retiradas das suas casas. Outros balanços divulgados ao longo da manhã apontavam para mais de 10 mil retirados apenas nas zonas diretamente abrangidas pelas primeiras operações, números que continuavam a aumentar à medida que novas localidades eram incluídas nos planos de emergência.</p>
<p><strong>Fogo avança entre casas a cinco quilómetros por hora</strong></p>
<p>As chamas avançaram pelas áreas florestais e entre habitações a uma velocidade estimada entre cinco e seis quilómetros por hora. Em El Encinar del Alberche, 43 casas foram destruídas e outras 286 sofreram danos, de acordo com o balanço das autoridades regionais.</p>
<p>Moradores de Aldea del Fresno, Pelayos de la Presa, Navas del Rey, Colmenar del Arroyo e Chapinería foram retirados ou incluídos em operações preventivas. Só estas três últimas localidades têm uma população conjunta próxima das nove mil pessoas.</p>
<p>Autocarros foram mobilizados para transportar os residentes para municípios considerados seguros, incluindo Leganés, Las Rozas, Villaviciosa de Odón, Navalcarnero, Móstoles, Alcorcón, Villanueva de la Cañada e Brunete.</p>
<p>Também foram retirados residentes de lares de idosos e de instituições destinadas a pessoas com deficiência. Noutros locais, as autoridades pediram à população que permanecesse dentro de casa, com portas e janelas fechadas, devido ao fumo e à proximidade das chamas.</p>
<p><strong>“O incêndio está para lá da nossa capacidade de extinção”</strong></p>
<p>Apesar do trabalho realizado durante a noite, os fogos continuavam sem estar dominados ou controlados durante a manhã desta sexta-feira.</p>
<p>Bombeiros, agentes florestais, elementos da Proteção Civil e militares da Unidade Militar de Emergências realizaram ataques diretos às frentes de fogo e tentaram proteger localidades como Pelayos de la Presa. As condições, porém, não permitiam antecipar uma contenção rápida.</p>
<p>“O incêndio está para lá da nossa capacidade de extinção. Não conseguiremos travar o avanço das chamas até que as condições mudem”, admitiu um porta-voz dos serviços de emergência citado pela imprensa espanhola.</p>
<p>A esperança está agora depositada na descida acentuada das temperaturas prevista para o fim de semana. A Agência Estatal de Meteorologia espanhola antecipa uma melhoria das condições, sobretudo no sábado, com reduções significativas das temperaturas em grande parte do país. Até ao final desta sexta-feira, contudo, o vento continuará a representar um risco elevado.</p>
<p><strong>França pede ajuda à União Europeia</strong></p>
<p>Do outro lado dos Pirenéus, França enfrenta simultaneamente vários grandes incêndios, dois na região da Nova Aquitânia e outro no departamento mediterrânico de Var.</p>
<p>A dimensão da emergência levou o Presidente Emmanuel Macron a ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. França deverá receber dois aviões anfíbios Canadair enviados pela Croácia, dois Air Tractor disponibilizados por Portugal e dois helicópteros pesados Black Hawk fornecidos pela Chéquia e pela Eslováquia.</p>
<p>“A situação continua extremamente tensa devido aos incêndios florestais que assolam o país, particularmente na Gironda”, declarou Macron.</p>
<p>O chefe de Estado francês agradeceu a “solidariedade concreta, rápida e operacional” dos parceiros europeus e pediu à população a máxima vigilância.</p>
<p><strong>Evacuação total na península de Cap-Ferret</strong></p>
<p>Na Gironda, a norte da bacia de Arcachon, as autoridades ordenaram a retirada total da península de Cap-Ferret, uma das principais zonas turísticas da costa atlântica francesa.</p>
<p>Foram mobilizadas embarcações para transportar moradores e turistas a partir de vários cais, mantendo-se também corredores rodoviários de saída. O fogo já tinha atingido milhares de hectares e ameaçava localidades, parques de campismo, casas de férias e propriedades situadas numa região densamente ocupada durante o verão.</p>
<p>Centenas de bombeiros permanecem no terreno. Desde o início do incêndio, várias habitações foram destruídas e um bombeiro ficou ferido numa explosão que terá sido provocada por uma garrafa de gás.</p>
<p>As retiradas efetuadas nos incêndios da Gironda e de Landes já abrangem mais de 40 mil pessoas, entre residentes e turistas.</p>
<p><strong>Mais de 23 mil retirados em Biscarrosse</strong></p>
<p>Um segundo grande incêndio começou perto de Biscarrosse, no departamento de Landes, depois de um veículo se ter incendiado.</p>
<p>As chamas propagaram-se rapidamente devido ao vento e consumiram cerca de 2.500 hectares, obrigando à retirada de mais de 23 mil pessoas. Aproximadamente 600 bombeiros foram mobilizados, mas o fogo permanecia fora de controlo.</p>
<p>As autoridades chegaram a pedir ajuda aos agricultores da região, nomeadamente através da disponibilização de reservas de água e outros recursos que pudessem apoiar as operações.</p>
<p>Mais a sudeste, cerca de 800 bombeiros continuavam a combater o incêndio no departamento de Var. Apesar de terem surgido novos focos, uma melhoria temporária das condições permitiu o regresso de parte da população anteriormente retirada.</p>
<p>Na Córsega, o incêndio no vale de Restonica continuava ativo há quase duas semanas. O terreno íngreme e o fumo denso dificultavam o trabalho de mais de 200 bombeiros, apoiados por helicópteros e aviões.</p>
<p><strong>França pode caminhar para um ano recorde</strong></p>
<p>A vegetação extremamente seca e as temperaturas elevadas estão a dificultar as operações em várias regiões francesas. Segundo dados divulgados pelo Governo, tinham sido registados mais de 12.500 incêndios desde o início do ano.</p>
<p>A área ardida em 2026 já ultrapassa a registada durante todo o ano de 2022, quando o sudoeste de França foi atingido por incêndios particularmente graves. As estimativas oficiais apontam para cerca de 44 mil hectares consumidos pelas chamas desde janeiro.</p>
<p>As autoridades francesas detiveram 128 pessoas por suspeitas relacionadas com a origem de incêndios, incluindo casos resultantes de negligência e outros alegadamente provocados de forma intencional.</p>
<p>Três bombeiros morreram desde o início da atual época de incêndios. Dois perderam a vida esta semana durante o combate às chamas nas proximidades do aeroporto de Bordéus-Mérignac, enquanto um terceiro morreu no início de julho num incêndio numa localidade alpina.</p>
<p><strong>Alívio poderá chegar no fim de semana</strong></p>
<p>Em Espanha, a descida das temperaturas prevista para sábado poderá oferecer uma primeira oportunidade para estabilizar algumas das frentes. As autoridades alertam, porém, que a melhoria meteorológica não significa que os fogos fiquem imediatamente controlados.</p>
<p>Durante esta sexta-feira, as rajadas de vento, a baixa humidade e a acumulação de vegetação seca mantêm as equipas perante um cenário extremamente perigoso. O objetivo imediato continua a ser proteger as localidades ameaçadas e impedir que o incêndio de Burgohondo atravesse a fronteira regional e se una às chamas de Madrid.</p>
<p>Em França, a chegada dos meios europeus deverá reforçar as operações aéreas, mas os incêndios de Cap-Ferret e Biscarrosse continuam a exigir retiradas em grande escala.</p>
<p>França e Espanha entram, assim, nas próximas horas com a mesma esperança: resistir ao pior período meteorológico até que a descida das temperaturas permita aos bombeiros recuperar alguma vantagem sobre as chamas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793494]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Passaporte português é um dos cinco mais poderosos do mundo. Veja o novo ranking</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/passaporte-portugues-e-um-dos-cinco-mais-poderosos-do-mundo-veja-o-novo-ranking/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:47:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O passaporte português continua a figurar entre os documentos de viagem mais valiosos do mundo, de acordo com a atualização de julho de 2026 do Henley Passport Index, que coloca Portugal no quinto lugar mundial, permitindo aos seus titulares viajar para 185 destinos sem necessidade de obter previamente um visto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O passaporte português continua a figurar entre os documentos de viagem mais valiosos do mundo, de acordo com a atualização de julho de 2026 do Henley Passport Index, que coloca Portugal no quinto lugar mundial, permitindo aos seus titulares viajar para 185 destinos sem necessidade de obter previamente um visto. O resultado reforça a posição do país entre as nações com maior liberdade de circulação internacional e confirma o domínio europeu na classificação, embora o primeiro lugar continue a pertencer a Singapura pelo segundo ano consecutivo.</p>
<p>O ranking, elaborado pela consultora Henley &amp; Partners com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), avalia o número de destinos que os titulares de cada passaporte podem visitar sem necessidade de solicitar um visto antecipadamente. Na atualização divulgada em julho, Portugal integra o grupo dos países classificados na quinta posição, ao lado da Áustria, Grécia, Malta e Suíça, todos com acesso sem visto prévio a 185 destinos.</p>
<p>O destaque europeu é evidente nesta edição do índice. Ao todo, 29 países da Europa surgem entre os dez primeiros lugares da classificação, demonstrando a forte mobilidade internacional proporcionada pelos passaportes europeus. Ainda assim, o documento de viagem mais poderoso do mundo continua a ser o de Singapura, que garante entrada em 192 destinos sem necessidade de visto.</p>
<p>Na segunda posição aparecem Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, todos com acesso a 188 destinos. Logo atrás surge a Suécia, isolada no terceiro lugar, permitindo viagens para 187 países e territórios. A quarta posição é partilhada por um vasto grupo de países europeus — Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Espanha — cujos passaportes dão acesso sem visto a 186 destinos.</p>
<p>Para Portugal, a permanência no grupo dos cinco passaportes mais fortes do mundo representa a manutenção de um elevado nível de mobilidade internacional, facilitando viagens de turismo, negócios e outras deslocações sem necessidade de procedimentos prévios de obtenção de visto na maioria dos destinos.</p>
<p>O índice assinala igualmente diferenças significativas entre países europeus. Apesar do domínio do continente nos lugares cimeiros, nem todos os passaportes da Europa oferecem o mesmo grau de liberdade. A Bielorrússia ocupa a 62.ª posição, com acesso sem visto a apenas 78 destinos, enquanto o Kosovo surge no 60.º lugar, empatado com a China, permitindo viajar para 83 destinos. Ainda assim, o relatório destaca que o Kosovo subiu 35 posições desde 2016, registando uma das evoluções mais expressivas da última década.</p>
<p>A nível global, um dos maiores destaques vai para os Emirados Árabes Unidos, que protagonizam a maior subida dos últimos 20 anos. O país ascendeu 60 posições nesse período e aumentou em 153 o número de destinos acessíveis sem visto, alcançando agora o segundo lugar mundial. Esta evolução permitiu-lhe ultrapassar o Reino Unido, que desceu para a sexta posição da classificação.</p>
<p>Já os Estados Unidos permanecem na 10.ª posição, com acesso sem visto a 180 destinos, repetindo o resultado obtido em 2025, ano em que atingiram a classificação mais baixa de sempre na história do índice.</p>
<p>Para Christian H. Kaelin, presidente da Henley &amp; Partners, o valor de um passaporte vai hoje muito além da possibilidade de viajar. &#8220;Atualmente, o privilégio associado a um passaporte desempenha um papel decisivo na criação de oportunidades, na segurança e na participação económica, sendo que o aumento da mobilidade média esconde uma realidade em que as vantagens de circulação internacional estão cada vez mais concentradas nas nações economicamente mais fortes e politicamente mais estáveis&#8221;, afirmou.</p>
<p>Criado há duas décadas, o Henley Passport Index continua a ser uma das principais referências internacionais para medir a liberdade de circulação proporcionada pelos passaportes de cada país, recorrendo exclusivamente aos dados oficiais da IATA para comparar o acesso sem visto aos diferentes destinos em todo o mundo.</p>
<p>Os 20 passaportes mais poderosos do mundo em 2026</p>
<p>De acordo com a atualização de julho de 2026 do Henley Passport Index, esta é a classificação dos passaportes mais poderosos do mundo, tendo em conta o número de destinos acessíveis sem necessidade de visto prévio:</p>
<ul>
<li>Singapura – 192 destinos</li>
<li>Japão – 188 destinos (empatado)</li>
<li>Coreia do Sul – 188 destinos (empatado)</li>
<li>Emirados Árabes Unidos – 188 destinos (empatado)</li>
<li>Suécia – 187 destinos</li>
<li>Bélgica – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Dinamarca – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Finlândia – 186 destinos (empatado)</li>
<li>França – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Alemanha – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Irlanda – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Itália – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Luxemburgo – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Países Baixos – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Noruega – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Espanha – 186 destinos (empatado)</li>
<li>Áustria – 185 destinos (empatado)</li>
<li>Grécia – 185 destinos (empatado)</li>
<li>Malta – 185 destinos (empatado)</li>
<li>Portugal – 185 destinos (empatado)</li>
<li>Suíça – 185 destinos (empatado)</li>
</ul>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793485]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Arrendar casa por menos de 1.000 euros ainda é possível em 31 dos municípios mais procurados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:44:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Idealista]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Amadora liderou o ranking dos municípios mais procurados para arrendamento, seguida pela Trofa e por Vila Franca de Xira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrar uma casa para arrendar por menos de 1.000 euros mensais continua a ser possível em 31 dos 50 municípios com maior pressão de procura em Portugal. Os dados relativos ao segundo trimestre de 2026 mostram também uma presença crescente de concelhos do interior entre os destinos mais pesquisados pelos potenciais inquilinos.</p>
<p>Segundo uma análise divulgada pelo idealista, a Amadora liderou o ranking dos municípios mais procurados para arrendamento, seguida pela Trofa e por Vila Franca de Xira.</p>
<p>A plataforma imobiliária afirma que os resultados revelam um alargamento gradual da procura para além das áreas metropolitanas, com municípios do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras a registarem níveis de pesquisa suficientes para entrarem nos 50 primeiros lugares.</p>
<p><strong>Amadora lidera procura e Lisboa fica fora do ranking</strong></p>
<p>Os municípios periféricos à capital voltaram a dominar os primeiros lugares da lista. A Amadora surge na liderança nacional, enquanto Vila Franca de Xira ocupa a terceira posição.</p>
<p>Lisboa, porém, não aparece entre os 50 municípios considerados. De acordo com o idealista, a ausência poderá refletir o impacto dos preços elevados na atratividade relativa da capital junto de quem procura casa para arrendar.</p>
<p>No distrito de Lisboa, apenas Alenquer e Azambuja apresentam rendas medianas inferiores a 1.000 euros entre os concelhos incluídos no ranking. Alenquer ocupa a nona posição, com 983 euros mensais, enquanto a Azambuja aparece em 14.º lugar, com 938 euros.</p>
<p>Nos restantes municípios do distrito, os valores ultrapassam esse patamar. Sintra apresenta uma renda mediana de 1.651 euros, Arruda dos Vinhos chega aos 1.466 euros e Odivelas aos 1.397 euros mensais.</p>
<p><strong>Trofa combina forte procura com rendas abaixo dos 900 euros</strong></p>
<p>O distrito do Porto coloca oito municípios entre os 50 mais procurados. A Trofa ocupa o segundo lugar nacional, com uma renda mediana de 863 euros mensais.</p>
<p>Segundo a análise, o município destaca-se pela combinação entre um nível elevado de procura e um preço ainda inferior ao registado na maioria dos concelhos próximos das grandes cidades.</p>
<p>Marco de Canaveses apresenta uma renda mediana de 675 euros, seguido por Felgueiras, com 679 euros. Amarante surge nos 830 euros, Paredes nos 894 euros, Valongo nos 910 euros e Gondomar nos 976 euros.</p>
<p>Santo Tirso é o único dos oito municípios do distrito presentes no ranking com uma renda mediana superior a 1.000 euros, atingindo os 1.061 euros mensais.</p>
<p><strong>Interior ganha espaço entre os municípios mais procurados</strong></p>
<p>A presença crescente do interior é apontada pelo idealista como uma das principais tendências do segundo trimestre.</p>
<p>Pinhel, no distrito da Guarda, surge na décima posição nacional, com uma renda mediana de 650 euros. Moura ocupa o 15.º lugar, com 600 euros, enquanto Campo Maior aparece na 20.ª posição, com 454 euros mensais.</p>
<p>Mirandela integra também a primeira metade do ranking, ocupando o 21.º lugar, com uma renda mediana de 558 euros.</p>
<p>Miranda do Douro é o município mais barato entre os 50 analisados. A renda mediana situa-se nos 425 euros mensais, apesar de o concelho ocupar apenas a 34.ª posição em termos de procura.</p>
<p>Logo depois surgem Campo Maior, com 454 euros, e Aguiar da Beira, com 500 euros mensais.</p>
<p>Para a plataforma, estes resultados sugerem que a procura está a alargar-se gradualmente a concelhos transmontanos, alentejanos e beirões, onde os preços permanecem consideravelmente abaixo dos praticados nas áreas metropolitanas.</p>
<p><strong>Algarve mantém rendas elevadas</strong></p>
<p>No Algarve, Faro e Silves aparecem apenas na segunda metade do ranking, com rendas medianas elevadas.</p>
<p>Faro ocupa a 47.ª posição, apesar de apresentar uma renda mediana de 1.519 euros. Silves surge no 49.º lugar, com 1.313 euros mensais.</p>
<p>Monchique é a exceção entre os municípios algarvios incluídos na lista. Com uma renda mediana de 970 euros, é o único que permanece abaixo da fasquia dos 1.000 euros.</p>
<p><strong>Sintra é o município mais caro entre os mais procurados</strong></p>
<p>Sintra apresenta as rendas mais elevadas entre os 50 municípios analisados, com uma mediana de 1.651 euros mensais.</p>
<p>Apesar do valor, o concelho ocupa o sétimo lugar do ranking, mostrando que a procura continua elevada mesmo perante preços consideravelmente superiores à média de vários municípios do interior.</p>
<p>Almada surge na segunda posição entre os concelhos mais caros, com 1.589 euros mensais, seguida por Faro, com 1.519 euros, Seixal, com 1.500 euros, e Montijo, com 1.475 euros.</p>
<p>Os dados mostram, assim, um mercado dividido entre municípios periféricos às grandes cidades, onde a procura continua elevada apesar das rendas, e concelhos do interior que começam a ganhar visibilidade devido a preços mais baixos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793475]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Autoridade está a tentar resolver problemas detetados na comparticipação de medicamentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:37:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Registo Nacional de Utentes]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) está a tentar identificar a origem e resolver os constrangimentos provocados pelas novas regras do Registo Nacional de Utentes (RNU), que impediram utentes de ter comparticipação nos medicamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) está a tentar identificar a origem e resolver os constrangimentos provocados pelas novas regras do Registo Nacional de Utentes (RNU), que impediram utentes de ter comparticipação nos medicamentos.</P><br />
<P>Numa resposta enviada à Lusa, a ACSS diz que já tinham sido identificadas &#8220;situações pontuais&#8221;, tanto no caso de utentes como de instituições da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, no que se refere ao acesso à comparticipação de medicamentos e que estão a ser &#8220;acompanhadas e acauteladas&#8221;.</P><br />
<P>Algumas situações foram denunciadas pela Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC), que, em declarações à Lusa, apontou casos em que utentes internados nestas unidades, como não frequentavam o centro de saúde ou o médico de família, com as novas regras de acesso do RNU, estavam a perder a comparticipação nos medicamentos.</P><br />
<P>Segundo explicou o presidente da ANCC, José Bourdain, quando se tentava prescrever medicamentos para dispensa em farmácia comunitária, nestes casos, o sistema estava a bloquear, obrigando as unidades a pagar a totalidade da medicação.</P><br />
<P>A Lusa falou ainda com uma utente que não frequentava o centro de saúde e era seguida por uma médica no privado. Quando precisou de uma medicação que deveria tomar no dia em que lhe foi prescrita, teve de a pagar na íntegra.</P><br />
<P>A utente, cidadã portuguesa com número de utente atribuído e que sempre viu a medicação de que precisava comparticipada, deslocou-se depois ao centro de saúde, onde lhe foi dito que não estava ali registada, motivo pelo qual havia perdido o direito à comparticipação. </P><br />
<P>O caso foi na altura resolvido e a utente acabou por voltar à farmácia mais tarde, para que lhe devolvessem o valor da comparticipação que tinha suportado.</P><br />
<P>Contactada pela Lusa, a ACSS diz que está, em articulação com a Direção Executiva do SNS e com as Unidades Locais de Saúde (ULS), a trabalhar na identificação da origem dos problemas detetados e na implementação das medidas necessárias para a rápida resolução.</P><br />
<P>A ACSS diz que está a atribuir caráter prioritário à resolução das situações pontuais identificadas ao longo do processo de aplicação das regras e normas nos sistemas de gestão do RNU, minimizando o impacto nos utentes e nas instituições.</P><br />
<P>O objetivo &#8212; acrescenta &#8211; é assegurar que eventuais constrangimentos de natureza técnica ou processual sejam ultrapassados &#8220;com a maior brevidade possível, garantindo o normal acesso aos mecanismos de comparticipação previstos na legislação aplicável&#8221;.</P><br />
<P>As novas regras do RNU, que entraram em vigor em abril, implicam que os utentes, para manter possibilidade de inscrição no centro de saúde ou para médico de família, se desloquem aos centros de saúde para atualizar alguns dados.</P><br />
<P>Estão previstas agora cinco classificações no RNU, entre elas o &#8216;registo atualizado&#8217;, elegível para inscrição e atribuição de médico de família, e o &#8216;registo atualizado não residente&#8217;, para cidadãos portugueses que vivem no estrangeiro, elegíveis para inscrição no centro de saúde, mas não na lista do médico de família.</P><br />
<P>Há ainda o &#8216;registo em curso&#8217;, para situações que têm 180 dias para disponibilizar dados obrigatórios, caso contrário não serão elegíveis para inscrição nos centros de saúde, passando a estar classificados como &#8216;registo incompleto&#8217;. Finalmente, há o &#8216;registo em histórico&#8217;, que funciona como arquivo dos utentes falecidos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793469]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lucros do Santander Totta caem 13,9% para 434M€ até junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:36:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Santander Totta]]></category>
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					<description><![CDATA[O banco Santander Totta teve lucros de 434 milhões de euros no primeiro semestre, menos 13,9% do que nos primeiros seis meses de 2025, divulgou hoje o banco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O banco Santander Totta teve lucros de 434 milhões de euros no primeiro semestre, menos 13,9% do que nos primeiros seis meses de 2025, divulgou hoje o banco.</P><br />
<P>Segundo o Santander Totta, os efeitos não recorrentes foram negativos em 18,8 milhões de euros até junho (face a 27,6 milhões de euros positivos de período homólogo). </P><br />
<P>Assim, o resultado líquido recorrente (sem esses efeitos) foi de 452,8 milhões de euros, menos 4,9% em termos homólogos.</P><br />
<P>Ainda entre janeiro e junho, a margem financeira (a diferença entre juros cobrados no crédito e juros pagos nos depósitos) caiu 2,6% para 677,6 milhões de euros.</P><br />
<P>Estes resultados estão hoje a ser apresentados pela nova presidente executiva do banco, Isabel Guerreiro, em Lisboa. A gestora disse estar &#8220;orgulhosa&#8221; dos resultados e destacou que o banco &#8220;está a crescer&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793432]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aeroporto: Bastonário dos engenheiros alerta para falta de mão de obra e pede políticas de captação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Aeroporto Luís de Camões]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando de Almeida Santos]]></category>
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		<category><![CDATA[Ordem dos Engenheiros]]></category>
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					<description><![CDATA[O bastonário da Ordem dos Engenheiros alertou para a falta de mão de obra necessária às grandes infraestruturas e defendeu políticas públicas de captação de trabalhadores e talento para a construção.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O bastonário da Ordem dos Engenheiros alertou para a falta de mão de obra necessária às grandes infraestruturas e defendeu políticas públicas de captação de trabalhadores e talento para a construção.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, Fernando de Almeida Santos considerou que Portugal dispõe de capacidade empresarial instalada, mas precisa de reforçar as equipas de engenharia e, sobretudo, o número de trabalhadores intermédios e especializados para executar o novo aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo e os investimentos ferroviários previstos. </P><br />
<P>&#8220;Para fazermos isto tudo, precisamos de gente em Portugal. Gente operária, essencialmente&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo o responsável, a execução simultânea das grandes infraestruturas obrigará o país a adequar as políticas públicas às necessidades do setor e a captar trabalhadores no exterior.</P><br />
<P>&#8220;Isso vai ter que ser uma decisão também política do Estado de poder fomentar essa captação de mão de obra e de talento para a construção&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>O bastonário salientou que essa política será necessária para que Portugal consiga concretizar as obras nos calendários anunciados.</P><br />
<P>O sumário executivo do relatório técnico da ANA &#8212; Aeroportos de Portugal prevê que as obras do Aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, comecem em meados de 2030, fiquem concluídas até ao final de 2036 e que a infraestrutura entre em funcionamento em meados de 2037, estando o Governo e a ANA a trabalhar para antecipar todos os prazos, como garantiram a tutela e a concessionária à Lusa.</P><br />
<P>O bastonário defendeu que as ligações rodoviárias e ferroviárias devem estar disponíveis quando o aeroporto abrir.</P><br />
<P>Na sua perspetiva, projetos como a Terceira Travessia do Tejo e as ligações ferroviárias de alta velocidade são necessários ao país independentemente da construção do novo aeroporto.</P><br />
<P>O relatório da ANA exclui do orçamento de 7,9 mil milhões a 8,9 mil milhões de euros as ligações ferroviárias, a rede rodoviária exterior, incluindo a Terceira Travessia do Tejo, e as redes de abastecimento necessárias ao aeroporto.</P><br />
<P>Sobre a nova travessia, o bastonário considerou tecnicamente possível que esteja concluída até 2034, mas alertou para a duração dos procedimentos administrativos, ambientais e de planeamento que antecedem a construção.</P><br />
<P>&#8220;Se nós quisermos ter uma ponte a começar a ser construída em 2030, por exemplo, temos que dar à perna para que possamos ter tudo pronto&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Fernando de Almeida Santos sustentou que a execução física das obras é, muitas vezes, mais curta do que todo o processo técnico e administrativo anterior, defendendo a aceleração dos estudos e das decisões necessários.</P><br />
<P>Para sustentar que o principal obstáculo está na fase preparatória, o bastonário apontou a Ponte Vasco da Gama como exemplo de uma grande infraestrutura concretizada num prazo reduzido, recordando que decorreram cerca de cinco anos entre a decisão política e a inauguração.</P><br />
<P>&#8220;Por que razão, passados 20 ou 25 anos, não fomos capazes de fazer uma travessia?&#8221;, questionou, acrescentando que, do ponto de vista técnico e da engenharia, a construção é possível.</P><br />
<P>Relativamente ao investimento no aeroporto, o bastonário admitiu que o valor possa aumentar, tal como a ANA ressalva no relatório.</P><br />
<P>&#8220;É natural que aumente com a questão da inflação, do custo da construção e com a falta de mão de obra&#8221;, declarou.</P><br />
<P>O responsável desvalorizou, contudo, uma eventual subida do orçamento, por considerar que o investimento na infraestrutura será assumido pela concessionária e enquadrado na concessão e negociação com o Estado.</P><br />
<P>&#8220;Mais para cima ou mais para baixo, independentemente disto ter que ser feito, tem a ver com custos da concessionária que assumiu essa concessão e, portanto, só tem que adequar esses custos ao negócio. Mas o investimento do Estado português de forma direta é nulo do ponto de vista financeiro&#8221;, apontou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793457]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Ataque ucraniano contra o centro da Rússia fez seis mortos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-ataque-ucraniano-contra-o-centro-da-russia-fez-seis-mortos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos seis pessoas morreram e 26 ficaram feridas hoje em ataques ucranianos contra uma instalação na região de Kirov, no centro da Rússia, anunciou o governador regional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos seis pessoas morreram e 26 ficaram feridas hoje em ataques ucranianos contra uma instalação na região de Kirov, no centro da Rússia, anunciou o governador regional.</P><br />
<P>Alexander Sokolov disse através das redes sociais que o ataque ucraniano contra Kirov fez &#8220;32 vítimas, seis das quais morreram&#8221;.  </P><br />
<P>Pouco antes, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças de Kiev tinham atingido &#8220;uma das principais instalações militares de Kirov&#8221;.</P><br />
<P>Tratou-se de um ataque distinto do que visou hoje de manhã armazéns perto de São Petersburgo, onde projéteis ucranianos atingiram uma zona perto de São Petersburgo, no ocidente da Rússia, destruindo instalações de uma empresa russa que comercializa componentes eletrónicos, fazendo pelo menos três feridos. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793463]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação bancária da habitação bate recorde e alcança 2.228 euros/m2 em junho, revela INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Avaliação bancária]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.228 euros por metro quadrado em junho, mais 20 euros do que no mês anterior e 16,6% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.228 euros por metro quadrado em junho, mais 20 euros do que no mês anterior e 16,6% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.</P><br />
<P>Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 16,6% do valor mediano da avaliação bancária &#8211; realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação &#8211; foi inferior ao registado em maio (17,1%), enquanto a variação em cadeia fixou-se em 0,9%.</P><br />
<P>O valor mediano de avaliações bancárias cresceu 16,6% em termos homólogos, com a variação mais acentuada a verificar-se nos Açores (24,0%), não se tendo observador qualquer redução.</P><br />
<P>Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de junho de 2026 foram consideradas 33.595 avaliações (20.893 apartamentos e 12.702 moradias), mais 3,0% do que no período homólogo, enquanto face a maio foram realizadas menos 1.957 avaliações (-5,5%).</P><br />
<P>Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.613 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 18,3% do que em junho de 2025.</P><br />
<P>Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.411 euros/m2) e no Algarve (2.988 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.711 euros/m2 e 1.713 euros/m2, respetivamente).</P><br />
<P>Neste tipo de habitação, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (25,7%), não se tendo verificado qualquer descida.</P><br />
<P>Face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,3% em junho, tendo o Alentejo registado o maior aumento (8,0%), não ocorrendo qualquer descida.</P><br />
<P>O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 23 euros, para 3.302 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 53 e 24 euros, para 2.694 euros/m2 e 2.253 euros/m2, respetivamente.</P><br />
<P>No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,6% das avaliações de apartamentos realizadas no período analisado.</P><br />
<P>Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.600 euros/m2, um acréscimo homólogo de 15,2%, destacando-se a Grande Lisboa (2.900 euros/m2) e o Algarve (2.795 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.153 euros/m2 e 1.276 euros/m2, respetivamente).</P><br />
<P>A região Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais elevado (19,3%), não se tendo registado qualquer descida.</P><br />
<P>Em relação a maio, o valor de avaliação das moradias subiu 1,2%, sendo o Oeste e Vale do Tejo a região com o crescimento mais elevado (2,6%), enquanto no Alentejo se verificou a única descida (-0,2%).</P><br />
<P>O valor mediano das moradias T2 subiu 22 euros, para 1.601 euros/m2, o das T3 subiu 20 euros (1.551 euros/m2) e o das T4 13 euros, para 1.685 euros/m2.</P><br />
<P>No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,1% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.</P><br />
<P>Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em junho os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país em 50,3%, 32,0% e 23,9%, respetivamente.</P><br />
<P>Pelo contrário, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e Alto Alentejo foram as regiões com os valores mais baixos face à mediana do país (-53,0%, -52,4% e -52,3%, respetivamente).</P><br />
<P>O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793464]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Técnico preparou &#8220;plano B&#8221; para acolher caloiros mais tarde caso calendário mude</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[instituto superior tecnico]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Superior Técnico tem um "plano B" para acolher os novos estudantes caso as datas anunciadas sejam alteradas, tendo em conta os recentes problemas com os exames nacionais do secundário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Instituto Superior Técnico tem um &#8220;plano B&#8221; para acolher os novos estudantes caso as datas anunciadas sejam alteradas, tendo em conta os recentes problemas com os exames nacionais do secundário.</P><br />
<P>Em comunicado, a escola diz que a semana de acolhimento a novos estudantes está marcada para a primeira semana de setembro, mas a instituição &#8220;já tem um plano B&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ainda reina alguma incerteza sobre se os acontecimentos recentes terão impacto no calendário académico. Mas já temos vários planos alternativos que podem passar pelo adiamento das datas de receção ou pela condensação de dias de receção&#8221;, revelou o presidente da instituição, Rogério Colaço.</P><br />
<P>Se não for possível realizar as atividades entre 1 e 4 de setembro, &#8220;o Técnico está preparado para reagendar todo o calendário&#8221;.</P><br />
<P>O presidente explica que se trata de &#8220;uma logística enorme, que envolve centenas de novos e atuais estudantes e toda a estrutura da Escola&#8221; e por isso os serviços estão já &#8220;preparados para ter de mudar os planos, ajustar datas e flexibilizar a estrutura&#8221;.</P><br />
<P>As falhas no processo de digitalização de quase 300 mil exames nacionais obrigaram a tutela a alterar este ano o calendário dos exames nacionais.</P><br />
<P>A segunda fase dos exames nacionais estava inicialmente agendada para decorrer entre 16 e 22 de julho, mas foi adiada e termina apenas hoje.</P><br />
<P>Além disso, os alunos terão, no início de setembro, outra oportunidade para melhorar as notas numa época especial criada para minimizar o impacto dos problemas registados com o modelo digital de classificação, que impediu muitos alunos de ter acesso atempado às suas notas e provas.</P><br />
<P>No caso dos alunos que realizem exames na segunda fase e na época especial, será considerada a melhor classificação obtida, sendo a prova realizada em setembro equiparada, para todos os efeitos, à segunda fase.</P><br />
<P>Apesar dos problemas reconhecidos pelo ministro Fernando Alexandre, o Governo manteve os calendários da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, mas a abertura de uma época especial obrigou a adiar a segunda fase do concurso.</P><br />
<P>A segunda fase do concurso decorrerá entre 24 de agosto e 20 de setembro, em vez de terminar em 02 de setembro, como inicialmente previsto.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793476]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Luís Neves diz estar disponível para prestar esclarecimentos e desafia comissão de inquérito a avaliar o seu legado na PJ</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/luis-neves-diz-estar-disponivel-para-prestar-esclarecimentos-e-desafia-comissao-de-inquerito-a-avaliar-o-seu-legado-na-pj/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta sexta-feira estar totalmente disponível para prestar esclarecimentos sobre a sua atuação enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), reagindo ao anúncio do Chega de que vai avançar com uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos à frente daquela polícia criminal. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta sexta-feira estar totalmente disponível para prestar esclarecimentos sobre a sua atuação enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), reagindo ao anúncio do Chega de que vai avançar com uma comissão parlamentar de inquérito aos seus mandatos à frente daquela polícia criminal. O governante sustentou que encara essa iniciativa como uma oportunidade para que seja analisado o trabalho desenvolvido durante os anos em que liderou a instituição.</p>
<p>À margem de uma iniciativa pública, Luís Neves declarou que não vê qualquer problema em responder às questões que lhe venham a ser colocadas no âmbito de uma eventual comissão parlamentar de inquérito. &#8220;Ainda bem. Conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para, em todos os fóruns, prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária&#8221;, afirmou. O ministro acrescentou que, &#8220;no tempo próprio&#8221;, prestará todos os esclarecimentos necessários.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas sobre se continua a reunir condições para permanecer no cargo e se alguma vez sentiu que deveria abandonar funções, Luís Neves rejeitou esse cenário. &#8220;Já disse ontem. Eu respondi isso ontem. Não, não. Eu não senti isso. Se sentisse que não tinha condições para estar neste lugar, não estava aqui a desempenhar o meu trabalho&#8221;, afirmou, afastando qualquer intenção de deixar o Governo.</p>
<p>O governante sublinhou ainda que, neste momento, a sua prioridade está centrada nas responsabilidades do Ministério da Administração Interna, em particular no período crítico de incêndios rurais. &#8220;Estou muito focado, sobretudo nesta época, com a questão dos fogos florestais. Portanto, essa é uma questão que, pura e simplesmente, não se coloca&#8221;, declarou, referindo-se à hipótese de uma eventual demissão.</p>
<p>As declarações surgem horas depois de o presidente do Chega, André Ventura, anunciar que o partido vai utilizar o direito potestativo para criar uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor nacional da Polícia Judiciária, no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro. O líder do Chega indicou, contudo, que não pretende avançar, para já, com uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, defendendo que não é o momento para provocar uma crise política.</p>
<p>O futuro inquérito parlamentar incidirá sobre o período em que Luís Neves liderou a PJ, entre 2018 e 2026. O ministro tem estado envolvido numa polémica relacionada com obras realizadas numa propriedade sua, em Odemira, pela empresa Construbarcelos — que anteriormente executou trabalhos para a Polícia Judiciária quando Luís Neves era diretor nacional — e também com um atrelado apreendido numa investigação ao tráfico de droga que viria posteriormente a ser encontrado nas instalações da mesma empresa.</p>
<p>Com 60 deputados eleitos, o Chega dispõe do número de parlamentares necessário para impor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito. Nos termos do Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares, basta o requerimento de um quinto dos deputados em efetividade de funções, correspondente a 46 parlamentares, para que a comissão seja obrigatoriamente constituída pela Assembleia da República.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793472]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Os sete pecados mortais de Trump no Médio Oriente”: especialista explica porque os Estados Unidos estão a perder o tabuleiro global</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/os-sete-pecados-mortais-de-trump-no-medio-oriente-especialista-explica-porque-os-estados-unidos-estao-a-perder-o-tabuleiro-global/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[mário vaz]]></category>
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					<description><![CDATA[Médio Oriente permanece no centro da instabilidade mundial, mas a resposta de Washington parece oscilar entre ultimatos, recuos diplomáticos e acordos ditados por interesses económicos imediatos: Mário Vaz, analista de Política Internacional, explica o cenário com metáfora particularmente eficaz]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Guerras prolongadas, ameaças de escalada militar, alianças cada vez mais frágeis e uma China pronta a ocupar todos os espaços deixados vagos. O Médio Oriente permanece no centro da instabilidade mundial, mas a resposta de Washington parece oscilar entre ultimatos, recuos diplomáticos e acordos ditados por interesses económicos imediatos.</p>
<p>Donald Trump prometeu reduzir o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos externos, concentrar recursos na contenção da China e recuperar a influência americana através de uma política assente no princípio “America First”. Na prática, porém, a Casa Branca continua presa às crises do Médio Oriente, ao apoio militar a Israel, ao confronto com o Irão e à necessidade de conservar alianças estratégicas no Golfo.</p>
<p>Para Mário Vaz, analista de Política Internacional e assistente de ensino no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, esta sucessão de movimentos contraditórios revela um problema mais profundo: a política externa americana para a região deixou de responder a uma grande estratégia e passou a ser conduzida por uma teia de decisões táticas, muitas vezes incompatíveis entre si.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, o especialista resume essa realidade através de uma metáfora particularmente eficaz: os sete pecados mortais. Mário Vaz explica como, da soberba da incoerência tática à preguiça estratégica, passando pela gula, luxúria, ira, avareza e inveja, Washington está a perder influência na região e, paradoxalmente, a abrir caminho à afirmação da China.</p>
<p><strong>Donald Trump e uma política sem grande estratégia</strong></p>
<p>Para compreender a encruzilhada em que Washington se encontra, Mário Vaz defende que é necessário olhar para a atuação de Donald Trump não através dos discursos triunfantes da Casa Branca, mas a partir das suas incoerências estruturais.</p>
<p>“A política externa dos Estados Unidos para o Médio Oriente deixou de responder a uma Grande Estratégia e passou a ser governada por uma teia de contradições táticas”, considera o analista.</p>
<p>Na sua leitura, as decisões da Administração Trump revelam sete falhas fundamentais, organizadas segundo a imagem dos sete pecados mortais. A metáfora permite identificar não apenas erros isolados, mas um padrão de atuação que atravessa as relações com o Irão, Israel, a Arábia Saudita e as restantes monarquias do Golfo.</p>
<p><strong>Soberba: a incoerência tática de Washington</strong></p>
<p>O primeiro pecado é a “soberba da incoerência tática”, visível na oscilação entre três fases dificilmente conciliáveis.</p>
<p>“A Administração começou com um maximalismo absoluto, exigindo a capitulação do programa nuclear iraniano e o desmantelamento das suas redes regionais”, explica Mário Vaz.</p>
<p>A ameaça de um choque inflacionista, acompanhada pelo risco de perturbação das rotas energéticas, obrigou depois a Casa Branca a moderar a posição. Washington entrou numa segunda fase, marcada por incentivos financeiros e por tentativas de alcançar cessar-fogos através da diplomacia.</p>
<p>Contudo, perante a recusa de Teerão em aceitar aquilo que o analista descreve como uma “submissão negociada”, a Administração Trump voltou a aproximar-se de uma estratégia de reescalada militar.</p>
<p>“Esta dança entre a coerção brutal e o recuo mercantilista revela a ausência de uma visão de longo prazo”, sustenta.</p>
<p><strong>Gula: dois pesos e duas medidas no nuclear</strong></p>
<p>O segundo pecado é aquilo a que Mário Vaz chama a “gula do duplo critério nuclear”.</p>
<p>A Administração Trump aprovou um acordo de cooperação civil de 30 anos com a Arábia Saudita, procurando reforçar a presença americana no mercado nuclear do Golfo e travar a influência da China e da Rússia junto de Riade.</p>
<p>No entanto, o especialista considera que Washington comprometeu a própria posição ao admitir que a Arábia Saudita possa enriquecer urânio em território nacional, afastando-se do chamado Gold Standard, o modelo mais restritivo dos acordos de cooperação nuclear.</p>
<p>“É a esquizofrenia no seu estado puro: bombardeiam-se infraestruturas no Irão sob o pretexto de travar o enriquecimento de urânio e, na mesma semana, entrega-se essa exata capacidade à Arábia Saudita”, afirma.</p>
<p>Para Mário Vaz, esta contradição destrói a autoridade diplomática de Washington em matéria de não-proliferação nuclear. Ao aplicar regras distintas a adversários e aliados, os Estados Unidos tornam mais difícil justificar futuras exigências dirigidas a Teerão.</p>
<p><strong>Luxúria: o compromisso absoluto com Israel</strong></p>
<p>O terceiro pecado é a “luxúria do comprometimento absoluto com Israel”, marcada por uma diferença profunda entre a retórica pública de Trump e a realidade institucional.</p>
<p>Em público, o presidente procura ocasionalmente demonstrar impaciência com Benjamin Netanyahu, sobretudo perante o desgaste político provocado pela crise humanitária em Gaza. Mas, no plano legislativo e militar, o apoio americano permanece praticamente inalterado.</p>
<p>Mário Vaz aponta a aprovação do National Defense Authorization Act como demonstração dessa ligação estrutural.</p>
<p>“Os Estados Unidos mantêm o apoio incondicional à máquina de guerra israelita, ignorando a tragédia palestiniana e alienando definitivamente o chamado Sul Global”, afirma.</p>
<p>Na perspetiva do analista, grande parte dos países emergentes interpreta o alinhamento entre Washington e Israel como prova de um duplo critério ocidental: os princípios do direito internacional são invocados contra adversários, mas relativizados quando estão em causa aliados estratégicos.</p>
<p><strong>Ira: quando a ameaça embate na geografia</strong></p>
<p>O quarto pecado é a ira, traduzida na utilização constante de ameaças de destruição contra o Irão.</p>
<p>Ao prometer consequências existenciais e ao sugerir que poderia “varrer” o país do mapa, a Casa Branca reduziu o espaço disponível para qualquer solução diplomática. O problema, observa Mário Vaz, é que a retórica política acaba por embater nos limites físicos do poder militar.</p>
<p>O especialista dá como exemplo instalações nucleares iranianas construídas a grande profundidade e protegidas por camadas de granito, tornando extremamente difícil a sua destruição através de armamento convencional.</p>
<p>“Ao prometer uma destruição total que não pode cumprir sem recorrer a meios não convencionais, a Casa Branca ficou refém da sua própria retórica inflacionada”, argumenta.</p>
<p>Washington enfrenta, assim, uma escolha particularmente arriscada: recuar depois de sucessivos ultimatos, perdendo credibilidade, ou avançar para uma escalada cujas consequências seriam difíceis de controlar.</p>
<p><strong>Avareza: aliados transformados em clientes</strong></p>
<p>A “avareza da relação transacional” constitui o quinto pecado identificado pelo analista.</p>
<p>Durante décadas, as relações dos Estados Unidos com as monarquias árabes assentaram numa combinação de segurança, energia e interesses geopolíticos. Trump, porém, passou a tratar essas alianças como contratos comerciais de prestação de serviços.</p>
<p>“Ao tratar parceiros de décadas como meros clientes a quem se exige pagamento pela proteção militar, os Estados Unidos corroeram a confiança de Riade e Abu Dhabi”, considera Mário Vaz.</p>
<p>As lideranças do Golfo perceberam que a proteção americana pode ser condicional, temporária e dependente das prioridades políticas de cada Administração. Essa incerteza está a levar países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos a diversificarem as suas relações internacionais.</p>
<p>Pequim surge como alternativa económica e diplomática, enquanto o bloco dos BRICS oferece uma plataforma através da qual as monarquias podem reduzir a dependência exclusiva de Washington.</p>
<p><strong>Inveja: a política externa ao serviço das eleições</strong></p>
<p>O sexto pecado é a “inveja politizada”, expressão utilizada por Mário Vaz para descrever a subordinação da política externa às necessidades eleitorais internas.</p>
<p>Na sua análise, cada ultimato, ataque ou ameaça é pensado também em função da narrativa do “America First” e do impacto junto do eleitorado decisivo dos chamados swing states.</p>
<p>“Cada míssil disparado e cada ultimato lançado são calibrados para alimentar a narrativa eleitoral”, afirma.</p>
<p>O resultado é uma política em que a estabilidade do Médio Oriente fica subordinada às necessidades partidárias em Washington. Decisões com consequências globais são avaliadas a partir do benefício político imediato, em vez de obedecerem a uma estratégia duradoura.</p>
<p>“A estabilidade do Médio Oriente foi sacrificada no altar da sobrevivência partidária, transformando a geopolítica global num joguete de campanha eleitoral”, acrescenta.</p>
<p><strong>Preguiça: o paradoxo da contenção da China</strong></p>
<p>O último pecado é a “preguiça estratégica” e está ligado ao grande objetivo declarado da política externa americana: concentrar recursos no Pacífico para travar a ascensão da China.</p>
<p>A Casa Branca prometeu reduzir o papel dos Estados Unidos como “polícia do mundo” e executar definitivamente o chamado Pivot to Asia. Contudo, Mário Vaz considera ilusória a ideia de que Washington pode abandonar o Médio Oriente sem sofrer consequências estratégicas.</p>
<p>“É impossível fazer o pivô para a Ásia quando o Médio Oriente consome diariamente a atenção do Pentágono e a estabilidade da economia mundial”, afirma.</p>
<p>As crises na região continuam a exigir presença militar, recursos diplomáticos e capacidade de resposta. Qualquer perturbação nas rotas marítimas ou no fornecimento de energia tem efeitos imediatos sobre a economia mundial e obriga Washington a regressar ao centro do conflito.</p>
<p>Para o especialista, esta é uma das maiores contradições da estratégia de Trump: os Estados Unidos pretendem libertar meios para conter a China, mas as decisões tomadas no Médio Oriente acabam por criar mais instabilidade e exigir um envolvimento ainda maior.</p>
<p><strong>Washington dispara, Pequim negoceia</strong></p>
<p>A consequência mais profunda poderá ser a abertura de um vazio de poder que a China está pronta a preencher.</p>
<p>Ao abandonar progressivamente o papel de garante da estabilidade e adotar uma postura mais mercantilista e punitiva, Washington está a fragilizar relações construídas ao longo de décadas. Pequim, pelo contrário, apresenta-se como parceiro económico previsível, comprador de energia e mediador diplomático.</p>
<p>“Enquanto os americanos disparam mísseis e isolam aliados, Pequim negoceia compras de petróleo, apresenta-se como o mediador pacificador e expande a sua rota de navegação comercial”, observa Mário Vaz.</p>
<p>A China não precisa de substituir imediatamente os Estados Unidos como potência militar dominante no Médio Oriente. Basta-lhe aumentar a dependência económica dos países da região, consolidar corredores comerciais e apresentar-se como uma alternativa menos imprevisível.</p>
<p>É aqui que os sete pecados convergem. A incoerência tática, os duplos critérios, a dependência de Israel, a retórica militar, o tratamento comercial dos aliados, os cálculos eleitorais e a ausência de uma estratégia de longo prazo acabam por produzir o mesmo resultado: a perda gradual de influência americana.</p>
<p><strong>Um tabuleiro global cada vez mais favorável à China</strong></p>
<p>O futuro da região dependerá da capacidade dos Estados Unidos para recuperar coerência, reconstruir a confiança dos aliados e conciliar a contenção da China com a gestão das crises do Médio Oriente.</p>
<p>Caso Washington mantenha a atual trajetória, Mário Vaz antevê uma ordem regional mais fragmentada, na qual as monarquias do Golfo procurarão equilibrar as relações com os Estados Unidos, a China e a Rússia, evitando depender exclusivamente de qualquer uma das grandes potências.</p>
<p>Pequim deverá continuar a explorar essa transformação através do investimento, do comércio energético e da diplomacia, mantendo uma presença militar mais discreta do que a americana. A estratégia chinesa poderá revelar-se especialmente eficaz precisamente por contrastar com a volatilidade das decisões de Washington.</p>
<p>“Mais grave ainda: ao retirar-se do papel de fiador da estabilidade para assumir uma postura puramente mercantilista e punitiva, Washington criou um vácuo de poder. Quem está a preencher esse espaço é precisamente a China.”</p>
<p>No final, o paradoxo é difícil de ignorar: ao tentar poupar recursos no Médio Oriente para combater a China no Pacífico, os Estados Unidos podem estar a facilitar a expansão chinesa numa região determinante para o comércio, a energia e o equilíbrio mundial.</p>
<p>“Os Estados Unidos estão, tragicamente, a entregar o tabuleiro global de bandeja a Pequim”, conclui Mário Vaz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793453]]></sapo:autor>
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		<title>Notas de euro vão mudar: Conheça os desenhos finalistas e saiba como votar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As notas de euro deverão ganhar uma imagem completamente renovada nos próximos anos e, pela primeira vez desde a entrada em circulação da moeda única, em 2002, o Banco Central Europeu (BCE) prepara um redesenho integral da série.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As notas de euro deverão ganhar uma imagem completamente renovada nos próximos anos e, pela primeira vez desde a entrada em circulação da moeda única, em 2002, o Banco Central Europeu (BCE) prepara um redesenho integral da série. A instituição já revelou os dez desenhos finalistas que poderão dar origem às futuras notas e abriu uma consulta pública para que os cidadãos da União Europeia, incluindo os portugueses, possam indicar as suas propostas favoritas através de um <a href="https://surveys.ecb.europa.eu/lng/pt/pageTag/SurveyCampaign/cId/lnQrjWQVXegm5TVV/" target="_blank" rel="noopener">inquérito online disponível</a> até 21 de setembro.</p>
<p>O processo de renovação contempla duas grandes linhas temáticas. A primeira, intitulada &#8220;Cultura europeia&#8221;, presta homenagem a algumas das figuras mais marcantes da história do continente, incluindo Miguel de Cervantes, Marie Curie, Leonardo da Vinci, Ludwig van Beethoven, Maria Callas e Bertha von Suttner. A segunda proposta, designada &#8220;Rios e aves&#8221;, aposta em elementos da natureza europeia, combinando paisagens fluviais com diferentes espécies de aves presentes em várias regiões da Europa. O objetivo é que os cidadãos possam pronunciar-se sobre qual destes conceitos consideram mais representativo da identidade europeia.</p>
<p>Os dez projetos finalistas resultam de um concurso que reuniu mais de 1.200 candidaturas apresentadas por designers gráficos de toda a União Europeia. A seleção ficou a cargo de um júri independente composto por 21 especialistas de diferentes áreas, entre as quais design, comunicação, neurociências e história. Para a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, as notas de euro representam muito mais do que um instrumento financeiro. &#8220;As notas de euro são mais do que um meio de pagamento – são uma das expressões mais tangíveis da Europa. Com desenhos que combinam beleza e significado, reforçarão a nossa identidade comum&#8221;, afirmou durante a apresentação das propostas finalistas.</p>
<p>A escolha definitiva do novo design caberá ao Conselho do Banco Central Europeu, que deverá tomar uma decisão até ao final de 2026. No entanto, a aprovação do desenho não significará uma entrada imediata das novas notas em circulação. Após essa decisão será ainda necessário desenvolver os modelos finais, realizar testes técnicos e proceder à produção da nova série, um processo que deverá prolongar-se durante vários anos antes de as novas notas chegarem ao público.</p>
<p>Além da renovação estética, o BCE pretende aproveitar este processo para reforçar as características técnicas das futuras notas de euro. A nova série incluirá elementos de segurança mais avançados para combater a contrafação, melhorias em termos de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão e a utilização de materiais mais sustentáveis, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental associado à produção das notas. O projeto marcará assim a primeira grande transformação visual da moeda europeia desde a sua introdução, há mais de duas décadas, envolvendo diretamente os cidadãos na escolha da imagem que acompanhará o euro nas próximas gerações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793460]]></sapo:autor>
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		<title>Chega vai forçar inquérito parlamentar a mandatos de Luís Neves à frente da PJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Chega anunciou hoje que o seu partido vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Chega anunciou hoje que o seu partido vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) no arranque da próxima sessão legislativa, em setembro.</p>
<p>Este anúncio foi feito na sede nacional do Chega por André Ventura que rejeitou também para já avançar com uma moção de censura ao Governo liderado por Luís Montenegro por entender que não deve, &#8220;neste momento, provocar um cenário de crise política&#8221;.</p>
<p>&#8220;Dei hoje indicações à liderança parlamentar para avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito potestativa a partir da próxima sessão legislativa aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária&#8221;, anunciou o líder do Chega, que rejeitou que este inquérito parlamentar seja &#8220;contra a PJ&#8221;.</p>
<p>O ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi diretor nacional da PJ entre 2018 e 2026 e tem estado envolto numa polémica relacionada com obras realizadas numa propriedade sua em Odemira pela empresa Construbarcelos, &#8211; anteriormente responsável por obras na PJ, quando era diretor nacional &#8211; e com um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, posteriormente encontrado nas instalações da mesma empresa.</p>
<p>O Chega tem 60 deputados eleitos, número suficiente para impor a criação de uma comissão parlamentar de inquérito &#8211; segundo o Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares, é necessário um quinto dos parlamentares em efetividade de funções, ou seja, 46.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793461]]></sapo:autor>
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		<title>Caso Luís Neves: PJ não encontrou qualquer ordem para entrega de atrelado apreendido, revela investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) não encontrou qualquer documento, despacho ou ordem que comprove a deslocação de um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga para as instalações da empresa Construbarcelos, pertencente ao empreiteiro João Carvalho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária (PJ) não encontrou qualquer documento, despacho ou ordem que comprove a deslocação de um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga para as instalações da empresa Construbarcelos, pertencente ao empreiteiro João Carvalho, amigo de Luís Neves, então diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna. A ausência de registos documentais surge no âmbito da investigação interna realizada entre os dias 14 e 17 de julho para apurar de que forma o veículo saiu de um parque da Autoridade Marítima e acabou na posse do empresário.</p>
<p>Segundo o <a href="https://expresso.pt/sociedade/2026-07-23-caso-luis-neves-pj-nao-encontrou-ordem-para-deslocar-atrelado-13f7657d" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, que cita fontes judiciais, a informação transmitida pela Polícia Judiciária ao Ministério Público não inclui qualquer comprovativo oficial que documente a retirada do atrelado do parque onde se encontrava apreendido nem a sua entrega a João Carvalho. O veículo, tecnicamente designado por &#8220;galera&#8221;, tinha sido apreendido em 2024 durante a Operação Pacoba, investigação que desmantelou uma fábrica de droga sintética na região Oeste. O atrelado transportava milhares de litros de um produto químico utilizado na produção de droga sintética e permaneceu sob guarda da PJ. No processo judicial, entretanto distribuído ao Tribunal Central Criminal de Lisboa, não existe qualquer registo da sua deslocação, tendo também o advogado do principal arguido, Armando Caixeirinho, confirmado que nunca foi notificado dessa movimentação.</p>
<p>Perante estes elementos, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, determinou a abertura imediata de um inquérito criminal, conduzido por um magistrado do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa. Em causa poderão estar os crimes de abuso de poder e descaminho, sendo Luís Neves apontado como suspeito. De acordo com várias fontes judiciais citadas pelo Expresso, o magistrado ainda não realizou diligências nem decidiu qual será o órgão de polícia criminal que o apoiará na investigação, sendo considerada improvável a escolha da própria Polícia Judiciária, embora a lei não o impeça. O jornal acrescenta ainda que a investigação preliminar afastou a hipótese de João Carvalho ter furtado o atrelado, centrando agora as averiguações na forma como o veículo foi movimentado.</p>
<p>Especialistas ouvidos pelo jornal explicam que a legislação obriga à existência de um registo de localização de qualquer bem apreendido num processo-crime, informação que deve igualmente constar da plataforma informática partilhada entre o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e o Gabinete de Administração de Bens (GAB). Sempre que um bem apreendido muda de localização, essa alteração deve ser autorizada através de despacho e comunicada ao procurador titular do processo, ficando registada nos autos. A utilização temporária de veículos apreendidos pelo Estado é admitida quando exista um despacho fundamentado do diretor nacional da PJ que reconheça a utilidade operacional do bem. Contudo, segundo vários magistrados e o advogado Paulo Graça, ouvido pelo Expresso, não existe qualquer previsão legal que permita a entrega de bens apreendidos a terceiros privados que não sejam os seus proprietários. &#8220;Se alguém fez isso, é crime&#8221;, afirmou o especialista em Direito Administrativo, acrescentando que &#8220;não há nada na lei que justifique a entrega de bens apreendidos a terceiros&#8221;.</p>
<p>Contactado pelo Expresso, o gabinete de Luís Neves recusou comentar o caso, limitando-se a assegurar que &#8220;tudo será esclarecido&#8221;. Esta semana, depois de ter sido conhecida a existência de uma investigação do Ministério Público, o ministro afirmou que está a reunir documentação para esclarecer &#8220;ponto por ponto&#8221; todas as dúvidas relacionadas com o caso. Segundo o Diário de Notícias, Luís Neves sustenta que todo o processo está &#8220;documentado&#8221; e que terá enviado um e-mail ao diretor financeiro da PJ com a ordem para a movimentação do atrelado. No entanto, Álvaro Pires, que continua a desempenhar essas funções, afirmou ao Nascer do Sol tratar-se de um assunto da direção nacional, enquanto a atual liderança da Polícia Judiciária, presidida por Carlos Cabreiro, garante que apenas tomou conhecimento da deslocação do atrelado no passado dia 14 de julho, contrariando a versão apresentada pelo atual ministro. Luís Neves, que integrou o Governo em fevereiro deste ano após cerca de 30 anos na Polícia Judiciária e oito anos como diretor nacional da instituição, está agora no centro da investigação relacionada com este caso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793456]]></sapo:autor>
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		<title>Trump volta a aumentar as tarifas: o que muda, quem paga e porque é que o mundo está novamente em alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão representa mais um capítulo da estratégia protecionista do presidente dos Estados Unidos, mas também uma tentativa de contornar os sucessivos obstáculos colocados pelos tribunais americanos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a colocar o comércio internacional sob pressão ao impor uma nova ronda de tarifas sobre produtos importados de mais de 80 países. As taxas, entre 10% e 12,5%, entram em vigor esta sexta-feira e substituem o regime temporário que expirava no mesmo dia.</p>
<p>A decisão representa mais um capítulo da estratégia protecionista do presidente dos Estados Unidos, mas também uma tentativa de contornar os sucessivos obstáculos colocados pelos tribunais americanos.</p>
<p><strong>O que são, afinal, as tarifas?</strong></p>
<p>As tarifas são impostos cobrados sobre produtos importados.</p>
<p>Na prática, quando um produto entra nos Estados Unidos proveniente de outro país, paga uma taxa alfandegária. Esse custo pode ser absorvido pelo importador, mas frequentemente acaba por ser repercutido no preço final pago pelos consumidores e pelas empresas.</p>
<p>É por isso que muitos economistas consideram que, apesar de incidirem sobre produtos estrangeiros, uma parte significativa das tarifas acaba por ser suportada pelos próprios consumidores americanos.</p>
<p><strong>Porque voltou Trump a impor tarifas?</strong></p>
<p>Trump defende há anos que os Estados Unidos foram prejudicados por décadas de comércio internacional e que muitos parceiros comerciais beneficiaram de condições mais favoráveis.</p>
<p>O presidente acredita que aumentar as tarifas protege a indústria americana, incentiva as empresas a produzir dentro dos EUA, cria emprego e reduz o défice comercial.</p>
<p>Para a Casa Branca, trata-se de uma estratégia de &#8220;reindustrialização&#8221; da economia americana.</p>
<p><strong>Porque mudou agora o sistema?</strong></p>
<p>As tarifas anunciadas anteriormente por Trump foram travadas pela justiça.</p>
<p>O Supremo Tribunal dos Estados Unidos concluiu que o presidente utilizou uma lei destinada a situações de emergência internacional para impor tarifas de forma demasiado abrangente, ultrapassando os poderes atribuídos ao poder executivo.</p>
<p>Depois dessa decisão, Trump recorreu temporariamente a outra disposição legal que lhe permitiu manter uma tarifa universal de 10%, mas apenas durante 150 dias.</p>
<p>Esse prazo terminou esta sexta-feira.</p>
<p><strong>Como conseguiu manter as tarifas?</strong></p>
<p>A Administração Trump encontrou uma nova base legal.</p>
<p>Em vez de recorrer às leis de emergência, utilizou agora a Secção 301 da Lei do Comércio de 1974, que permite impor tarifas a países acusados de manter práticas comerciais consideradas injustas para os Estados Unidos.</p>
<p>A Casa Branca justificou esta opção alegando que dezenas de países não combatem eficazmente a utilização de trabalho forçado nas cadeias de produção, prejudicando empresas americanas que cumprem regras mais exigentes.</p>
<p>Vários especialistas em direito comercial consideram, porém, que esta fundamentação poderá voltar a ser contestada nos tribunais.</p>
<p><strong>Que países são afetados?</strong></p>
<p>A medida atinge praticamente todos os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos.</p>
<p>Entre eles encontram-se:</p>
<p>União Europeia (incluindo Portugal);<br />
Canadá;<br />
México;<br />
China;<br />
Japão;<br />
Coreia do Sul;<br />
Reino Unido;<br />
Índia;<br />
Brasil;<br />
Austrália;<br />
África do Sul;<br />
Vietname.</p>
<p>No total, são abrangidas mais de 80 economias, representando praticamente todo o comércio externo americano.</p>
<p><strong>Quanto vão pagar?</strong></p>
<p>Existem dois escalões.</p>
<p>10% para países que, segundo Washington, já possuem legislação ou assumiram compromissos para combater produtos fabricados com recurso a trabalho forçado.</p>
<p>12,5% para os restantes países que, na avaliação da Administração Trump, não dispõem de mecanismos suficientes.</p>
<p>As tarifas aplicam-se a uma vasta gama de bens importados.</p>
<p><strong>A União Europeia também paga?</strong></p>
<p>Sim.</p>
<p>A União Europeia fica sujeita à taxa de 10%.</p>
<p>Contudo, Bruxelas beneficia de algumas exceções previstas nos acordos comerciais já existentes, pelo que nem todos os produtos europeus verão automaticamente aumentar os direitos aduaneiros.</p>
<p>Ainda assim, Trump já ameaçou impor tarifas muito mais elevadas sobre determinados produtos europeus, sobretudo em resposta aos impostos digitais aplicados por alguns países.</p>
<p><strong>Trump pode aumentar ainda mais as tarifas?</strong></p>
<p>Pode.</p>
<p>Ao contrário do regime temporário anterior, esta base legal não estabelece um limite máximo para as tarifas.</p>
<p>Além disso, a administração americana já conduz novas investigações comerciais que poderão resultar em direitos aduaneiros bastante superiores para alguns setores considerados estratégicos.</p>
<p><strong>Há obstáculos legais?</strong></p>
<p>Sim, e são significativos.</p>
<p>A Constituição dos Estados Unidos atribui ao Congresso o poder de regular o comércio internacional, embora várias leis permitam ao presidente atuar em determinadas circunstâncias.</p>
<p>Diversos especialistas defendem que Trump está novamente a interpretar essas leis de forma muito mais ampla do que o previsto.</p>
<p>Por isso, é provável que este novo pacote tarifário volte a ser contestado em tribunal.</p>
<p><strong>Quem acaba por pagar estas tarifas?</strong></p>
<p>Embora sejam cobradas sobre produtos importados, vários estudos indicam que grande parte do custo acaba por ser suportado pelos consumidores e empresas americanos.</p>
<p>Uma análise da Reserva Federal de Nova Iorque concluiu que cerca de 90% do impacto económico das tarifas anteriores foi transferido para consumidores e empresas dos Estados Unidos, através de preços mais elevados.</p>
<p><strong>O que muda para as relações entre os Estados Unidos e o resto do mundo?</strong></p>
<p>A nova ronda de tarifas aumenta a pressão sobre parceiros comerciais tradicionais e poderá reacender disputas com países aliados e rivais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, reforça a estratégia de Trump de transformar a política comercial num instrumento permanente de política económica e industrial.</p>
<p>Contudo, essa estratégia continua dependente dos tribunais. Se a justiça voltar a considerar que o presidente ultrapassou os seus poderes, esta nova arquitetura tarifária poderá enfrentar o mesmo destino das anteriores: ser parcialmente anulada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793439]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O cliente mudou. A reabilitação urbana também tem de mudar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:37:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cliente]]></category>
		<category><![CDATA[reabilitação]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Vasco Magalhães, Diretor-Geral da MELOM]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-89428f" class="brxe-block">
<div id="brxe-2f6978" class="brxe-post-excerpt">
<p><em><strong>Por Vasco Magalhães, Diretor-Geral da MELOM</strong></em></p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante muito tempo, o sucesso de uma obra media-se quase exclusivamente pelo resultado final. Se o projeto era entregue dentro do orçamento e correspondia às expectativas do cliente, considerava-se um trabalho bem conseguido. Hoje, essa realidade mudou.</p>
<p>O consumidor atual não avalia apenas a qualidade da obra. Avalia toda a experiência. Desde o primeiro contacto até à entrega da chave, cada interação contribui para a confiança que deposita na empresa e influencia a forma como recomenda, ou não, os serviços prestados.</p>
<p>Vivemos numa época em que as pessoas estão mais informadas, comparam soluções, consultam avaliações online e procuram empresas que comuniquem de forma clara, cumpram o que prometem e demonstrem profissionalismo em todas as fases do processo.</p>
<p>Na reabilitação urbana, esta transformação é particularmente evidente. Remodelar uma casa representa, para muitas famílias, um investimento significativo, mas também uma enorme carga emocional. Durante semanas ou meses, os clientes convivem com alterações profundas na sua rotina, expectativas elevadas e, muitas vezes, alguma ansiedade relativamente ao resultado.</p>
<p>É precisamente por isso que fatores como a transparência, a comunicação e o cumprimento de prazos deixaram de ser elementos diferenciadores para passarem a ser requisitos básicos.</p>
<p>Os clientes querem compreender o que está a ser feito, porque está a ser feito e qual o impacto que cada decisão terá no orçamento e no calendário da obra. Esperam respostas rápidas, informação clara e acompanhamento permanente. Não procuram apenas um empreiteiro, procuram um parceiro em quem possam confiar. Esta mudança obriga também as empresas do setor a evoluírem.</p>
<p>Já não basta apresentar um bom orçamento ou reunir equipas tecnicamente competentes. É necessário investir em processos mais organizados, ferramentas de acompanhamento, planeamento rigoroso e uma comunicação consistente ao longo de toda a intervenção.</p>
<p>A profissionalização do setor passa precisamente por esta capacidade de transformar uma obra num serviço completo, onde a componente técnica e a experiência do cliente têm exatamente a mesma importância.</p>
<p>Outro aspeto que assume hoje um peso crescente é a personalização. Cada habitação reflete o estilo de vida, as necessidades e os objetivos de quem nela vive. Os projetos deixaram de seguir soluções padronizadas para responderem a exigências muito específicas, desde a eficiência energética à funcionalidade dos espaços, passando pela escolha dos materiais, da iluminação ou dos acabamentos. Esta maior exigência, longe de representar um obstáculo, constitui uma oportunidade para elevar a qualidade da reabilitação urbana em Portugal.</p>
<p>Quanto maior for a capacidade das empresas para responder com profissionalismo, transparência e proximidade, maior será a confiança dos consumidores e mais valorizado será todo o setor.</p>
<p>A reabilitação urbana desempenha hoje um papel essencial na resposta aos desafios da habitação, na regeneração das cidades e na valorização do património existente. Mas para continuar a crescer de forma sustentada, precisa de acompanhar a evolução das expectativas de quem procura estes serviços.</p>
<p>Na MELOM, acreditamos que uma obra bem executada começa muito antes da construção e termina muito depois da sua conclusão. Começa na confiança, desenvolve-se através da comunicação e consolida-se no cumprimento daquilo que foi prometido. Porque, no final, o verdadeiro valor de uma reabilitação não se mede apenas pelo resultado que se vê, mas também pela experiência que o cliente vive ao longo de todo o processo.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Vasco Magalhães, Diretor-Geral da MELOM]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Problemas nos exames nacionais fazem disparar pedidos de revisão e ameaçam arranque das aulas em setembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/problemas-nos-exames-nacionais-fazem-disparar-pedidos-de-revisao-e-ameacam-arranque-das-aulas-em-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:34:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais continuam a ter impacto nas escolas e nos alunos, com o número de pedidos de reapreciação a aumentar significativamente devido às dúvidas sobre a fiabilidade das classificações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais continuam a ter impacto nas escolas e nos alunos, com o número de pedidos de reapreciação a aumentar significativamente devido às dúvidas sobre a fiabilidade das classificações. Ao mesmo tempo, os estudantes continuam sem conseguir consultar as provas originais em papel, uma vez que os exames da primeira fase permanecem retidos num armazém da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, em Mem Martins, situação que está a gerar crescente preocupação entre diretores, professores e famílias.</p>
<p>Segundo o <a href="https://expresso.pt/educacao/2026-07-23-alunos-nao-conseguem-ter-acesso-as-provas-originais-em-papel-e-escolas-entopem-com-pedidos-de-reapreciacao-da-nota-179406de" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, a sucessão de falhas detetadas durante o processo de classificação alimentou a desconfiança em torno dos resultados. Ricardo Frias, diretor da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, resumiu a situação afirmando que &#8220;cada vez que a pá vai à terra, descobrimos mais alguma coisa&#8221;, referindo-se aos sucessivos problemas identificados. Entre as irregularidades apontadas estão perguntas de escolha múltipla classificadas incorretamente devido a grelhas de resposta erradas, respostas que não ficaram visíveis nas cópias digitalizadas e, por isso, receberam zero valores, dificuldades na leitura de exames de Matemática realizados em folhas quadriculadas, provas incompletas, ilegíveis e até exames que alguns alunos dizem não reconhecer como sendo os seus. Este cenário está a provocar uma forte subida dos pedidos de reapreciação. No Agrupamento de Escolas da Portela e Moscavide já tinham sido apresentados, até quinta-feira, 127 pedidos, mais 112 do que no período homólogo do ano passado. Na Escola Secundária de Camões deram entrada cerca de 60 pedidos, quando no ano anterior eram pouco mais de dez, enquanto o Agrupamento de Miraflores contabiliza 66 reclamações e pedidos de reapreciação, face aos 16 registados no mesmo período do último ano letivo. Ainda assim, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) considera que, numa perspetiva global, não existe uma subida tão abrupta como inicialmente se previa.</p>
<p>A situação é agravada pelo facto de os alunos não conseguirem consultar os exames originais em papel, apesar de esse ser um direito previsto. Muitos estudantes pretendem verificar diretamente as provas depois de encontrarem falhas nas versões digitalizadas, nomeadamente respostas que não aparecem nos ficheiros PDF e que acabaram classificadas com zero valores. No entanto, as cerca de 290 mil provas da primeira fase continuam armazenadas nas instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, em Mem Martins, quando, de acordo com o calendário definido para o processo, deveriam já ter regressado às escolas antes da divulgação das classificações. Questionado sobre quando os exames serão devolvidos, o Ministério da Educação não apresentou qualquer previsão. Através do EduQA, limitou-se a explicar que a manutenção temporária das provas no centro de digitalização permite proceder a verificações sempre que existam dúvidas sobre a qualidade da digitalização e o eventual impacto na avaliação das provas. O ministério também não respondeu às questões colocadas sobre o número total de pedidos de reapreciação, reclamações, classificações suspensas, PDFs em falta ou inscrições na segunda fase.</p>
<p>Outra das preocupações manifestadas pelas escolas prende-se com o elevado número de classificações de 9,4 valores, nota que impede o acesso ao ensino superior por ficar abaixo do mínimo de 9,5 exigido para candidatura. Segundo o relato de vários responsáveis escolares, no modelo anterior era frequente que os professores procedessem a uma reavaliação global das provas quando a classificação ficava nesse limiar. Com o novo sistema de classificação digital, em que cada docente corrige apenas determinados itens de diferentes exames, a nota final resulta exclusivamente da soma das classificações parcelares, deixando de existir margem para esse tipo de reapreciação global da prova.</p>
<p>A pressão criada pelo elevado volume de pedidos de reapreciação, somada à classificação dos exames da segunda fase e à realização da época especial marcada para os dias 3 a 8 de setembro, poderá ainda ter reflexos no arranque do próximo ano letivo. Alice Simões, diretora do Agrupamento de Miraflores, alerta que muitas tarefas habitualmente realizadas antes do início das aulas, como reuniões, jornadas pedagógicas e integração de novos professores, poderão ficar comprometidas. Também Filinto Lima, presidente da ANDAEP, admite que será difícil cumprir o calendário previsto para o início das aulas, entre 11 e 15 de setembro, tendo em conta o prolongamento do trabalho associado aos exames e as férias que muitos docentes ainda terão de gozar.</p>
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