O artista português Bordalo II criou a peça “Young Black Panther” com o propósito de ser leiloada para apoiar a campanha de angariação de fundos da associação Humans Before Borders – A Solidariedade Não Faz Quarentena.
O montante da venda reverterá integralmente para as cinco Organizações Não Governamentais médicas que se encontram a trabalhar nos campos de refugiados em Lesbos e Samos.
O leilão está em curso em www.cml.pt, até às 21h00 da próxima segunda-feira, 27 de abril, conduzido pela Cabral Moncada Leilões que se associou a esta iniciativa prescindindo da sua comissão, podendo a peça ser vista hoje (23 de abril) e amanhã, entre as 10h00 e as 14h00, individualmente e por marcação.
A peça “Young Black Panther” pertence à série de trabalhos “Small Trash Animals”, na qual Bordalo II utiliza lixo como matéria-prima. O objetivo, transversal à sua obra, é criar imagens de animais utilizando para os representar aquilo que os mata: o desperdício, a contaminação, a poluição, o “lixo” no geral.
Bordalo II associa-se assim à Humans Before Borders nesta campanha de angariação de fundos numa altura em que esta e outras ONGs aguardam que o Governo português efetive a intenção de acolher refugiados menores não acompanhados, que se encontram atualmente em campos de acolhimento sobrelotados na Grécia.
Com a eclosão da pandemia da covid-19 este apelo tornou-se premente e foi reforçado numa audição parlamentar na Comissão de Assuntos Europeus.
Artur Bordalo, nascido em 1987 em Lisboa, é cada vez mais um artista do mundo. De Bora Bora a Miami, de Las Vegas a Pattaya, passando por Moorea, Heidelberg, São Paulo ou Santiago do Chile, Artur Bordalo viaja pelo mundo para realizar as suas peças que denunciam a devastação exercida pela nossa sociedade de consumo sobre a natureza. Cria esculturas de dimensões, por vezes, monumentais, trazendo os animais de volta à vida, usando o que os mata: o plástico. A sua assinatura, Bordalo II, é uma homenagem ao avô, o pintor Real Bordalo, que o introduziu à pintura. A partir dos 11 anos, Artur Bordalo dedica-se ao grafitti mas são os oito anos passados na Faculdade de Belas Artes de Lisboa que lhe permitem descobrir a escultura.














