Óbito/Gorbachev: Presidente dos EUA lembra um homem de “visão extraordinária”

Joe Biden garantiu que antigo líder da União Soviética era raro, com a imaginação de vislumbrar a possibilidade de um futuro diferente e coragem de arriscar toda a sua carreira para o conseguir

Executive Digest com Lusa

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na terça-feira que o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, que morreu aos 91 anos de idade, era um homem de “visão extraordinária”.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Em comunicado, Biden escreveu que Gorbachev era um líder raro, com a imaginação de vislumbrar a possibilidade de um futuro diferente e coragem de arriscar toda a sua carreira para o conseguir.

“O resultado foi um mundo mais seguro e mais liberdade para milhões de pessoas”, lembrou.

Biden recordou a conversa com o ex-líder soviético durante a sua visita à Casa Branca em 2009, quando era vice-Presidente, na qual discutiram os esforços dos EUA e da Rússia para reduzir os arsenais nucleares.

O ex-líder da União Soviética Mikhail Gorbachev morreu esta terça-feira aos 91 anos.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Segundo as informações iniciais, Mikhail Gorbachev será enterrado no cemitério Novodevichy, em Moscovo, onde se encontram os restos mortais de figuras importantes da história russa, assim como o túmulo da sua mulher, Raísa.

O último presidente da União Soviética vivia longe dos holofotes dos ‘media’ há anos, devido a problemas de saúde.

Como último líder da União Soviética, travou uma batalha perdida para salvar um império fragilizado, mas produziu reformas extraordinárias que levaram ao fim da Guerra Fria.

O antigo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), entre 1985 e 1991, desencadeou uma série de mudança que resultaram no colapso do Estado soviético autoritário, na libertação das nações do Leste Europeu do domínio russo e no fim de décadas de confronto nuclear Leste-Oeste.

Gorbachev ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1990 pelo seu papel no fim da Guerra Fria e passou os seus últimos anos a colecionar elogios e honras em todo o mundo, contrariando a visão da Rússia, onde era desprezado.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.