Henrique de Barros, especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, referiu esta quarta-feira na reunião do Infarmed, em Lisboa, que o vírus “está, objetivamente, endémico”.
No entanto, alertou, isso “não quer dizer que não haja gravidade. A malária e a tuberculose são endémicas e são doenças muito graves”, sublinhou adiantando que “a endemia tem a ver “com a forma de circulação da doença” e não “com os seus riscos”
“Vivemos uma infeção sazonal”, assegurou o especialista, frisando as diferenças de gravidade trazidas pelo vírus da covid-19, consoante a época do ano. Contudo, ressalvou, é necessário que Portugal continue “muito atento” às eventuais mudanças pandémicas que possam vir a surgir.
Henrique de Barros adiantou ainda que “as pandemias não duram eternamente, elas mudam”, afirmou. Prova disso é que as medidas já começaram a ser tomadas “em função da gravidade da doença e não em função do número de casos”, concluiu.



