O cancro é, provavelmente, uma das doenças mais graves e temidas do mundo.
Está previsto que, nos próximos 15 anos, a incidência de cancro aumente 20% em Portugal. Os dados surgiram num novo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Europeia, “EU Country Cancer Profiles 2025”.
A investigação revelou que, entre 2022 e 2040, haverá um crescimento nos casos de cancro n União Europeia (UE). Para Portugal, projeta-se um aumento de 12% até 2030, com a taxa a elevar-se para 20% na década seguinte. Os homens serão os mais afetados, com um aumento de 26%, em comparação com os 13% das mulheres. Além disso, o estudo indica que o risco de mortalidade dos indivíduos do sexo masculino é duas vezes superior ao das mulheres.
A importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é essencial para garantir a sobrevivência do doente, pelo que conhecer os sintomas pode ser crucial. Dependendo do tipo e do nível de progressão, os sintomas podem variar, incluindo fadiga generalizada, um pequeno nódulo numa zona, alterações na pele, problemas intestinais ou perda de peso, entre outros.
No entanto, há um sintoma específico que pode ser notado nos lençóis depois de dormir a noite toda. É o caso dos suores noturnos, frequentemente acompanhados de insónias, sobretudo se durarem muito tempo.
Sudorese excessiva
De acordo com o médico britânico Suhail Hussain, da ‘Cancer Research UK’, “os suores noturnos excessivos, persistentes e inexplicáveis devem ser um sinal de alerta”, uma vez que este tipo de situações estão intimamente ligados a certos tipos de cancro, como o linfoma ou a leucemia.
“Não são apenas gotas na testa, mas o suor excessivo que deixa os lençóis e os pijamas encharcados ao acordar, mesmo que o quarto esteja frio”, alertou Hussain, citado pelo jornal espanhol ‘El Economista’. Em alguns casos, esta transpiração é provocada pelo aumento da temperatura corporal, frequentemente acompanhado de fadiga intensa.
De salientar que a transpiração excessiva à noite pode ser muito comum e “inofensiva”, especialmente em zonas ou períodos com temperaturas elevadas. Ainda assim, e sobretudo se acompanhada de outros sintomas, é melhor consultar o seu médico se tiver alguma suspeita.













