O que vai acontecer com as taxas de juro? BCE reúne hoje para tomar a última decisão do ano

 O Banco Central Europeu (BCE) reúne-se hoje naquela que será a última reunião de política monetária do ano 2025. Em cima da mesa estão várias hipóteses para o rumo das taxas de juro, mas há uma que ganha mais força entre os especialistas.

André Manuel Mendes

O Banco Central Europeu (BCE) reúne-se hoje naquela que será a última reunião de política monetária do ano 2025. Em cima da mesa estão várias hipóteses para o rumo das taxas de juro, mas há uma que ganha mais força entre os especialistas.

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Na última reunião, o BCE decidiu manter as taxas de juro diretoras, incluindo a taxa de depósitos em 2,00%, considerada neutra para a zona euro, por não estimular ou travar o crescimento económico.

Numa nota divulgada no seu portal, referiu que as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez manter-se-ão, assim, em 2,00%, 2,15% e 2,40%.

E agora? Roman Ziruk, Senior Market Analyst da Ebury acredita que o BCE irá, “sem dúvida”, manter as taxas inalteradas pela quarta reunião consecutiva. “Não acreditamos que a presidente Lagarde se afaste muito da sua mensagem de outubro, reiterando que a política está numa “boa posição”. A atenção estará voltada para o outlook económico atualizado, com Lagarde dando fortes indícios de uma revisão em alta das previsões de crescimento”.

De acordo com o especialista, os dados da atividade económica sugerem que a economia da zona euro virou a página, com 2026 a preparar-se para ser um ano de recuperação económica e inflação contida. “Agora, acreditamos que o próximo movimento nas taxas do BCE será para cima, em vez de para baixo, mas podemos ter de esperar um pouco. Também parece muito cedo para o Conselho do BCE, que está dividido, dar qualquer indício direto sobre aumentos futuros, embora as projeções atualizadas e a retórica sobre as perspetivas económicas sejam vistas nesta ótica”.

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Por sua vez, o Diretor de Investimento Global (CIO) de Mercados Públicos da Allianz Global Investors (Allianz GI), Michael Krautzberger, sublinha que “se não surgirem novos choques externos, como alterações significativas na política comercial dos EUA ou episódios de volatilidade financeira, a janela para um novo corte nos juros poderá fechar-se rapidamente, reduzindo a probabilidade de uma redução das taxas em 2026.”

Os especialistas da AllianzGi acreditam que a recuperação do crescimento e da inflação, muito próxima do objetivo, coloca atualmente a política monetária do BCE numa posição adequada.

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