Entre receber um milhão de dólares hoje ou um cêntimo que duplicasse todos os dias, durante um mês, qual deles escolheria? Provavelmente, a resposta mais óbvia seria o cheque com um milhão. No entanto, para os super-ricos, a resposta está nos cêntimos.
Vamos a contas:
1×2=2×2=4×2=8×2=16×2=32×2=64×2=128×2=256×2=512×2=1.024 cêntimos… nos primeiros 10 dias.
Continuando:
1.024×2=2.048×2=4.096×2=8.192×2=16.384×2=32.768×2=65.536×2=131.072
131.072×2=262.144×2=524288×2=1.048.576 cêntimos.
A dez dias do fim do prazo:
1.048.576×2=2.097.152×2=4.194.304×2=8.338.608×2=16.777.7216
16.777.7216×2=33.554.432×2=67.108.864×2=134.217.728
134.217.728×2=268.435.456×2=536.870.912
Assim, 536.870.912 cêntimos, o que perfaz 5,338 milhões de euros em 30 dias.
Não é por acaso que o conceito seja frequentemente descrito como uma bola de neve a descer uma encosta, que vai aumentando de traalho e aceleração conforme avança: Warren Buffett tem sido um dos protagonistas deste conceito de juros compostos.
Pelo exemplo da duplicação dos cêntimos, para compreendê-lo não é preciso saber muito mais do que matemática elementar – ainda que a demonstração com as sucessivas multiplicações seja trabalhosa.
O cálculo em si, contudo, não é difícil: a equação usa como parâmetros o montante inicial, a taxa de juros e o período de incidência da taxa.
De acordo com o site ‘Investopedia’, os juros compostos são aqueles que aumentam exponencialmente ao longo do tempo e não de forma linear.
Talvez seja difícil entender o que é o crescimento exponencial ou composto – mas significa que tanto pode ajudar alguns a aumentar o património quanto evitar que outros amarguem prejuízos.
E isso é justamente porque o “milagre” da capitalização é uma faca de dois gumes. Veja neste exemplo:
Se investir ou pedir emprestado uma quantia em dinheiro com juros compostos a uma taxa de 10% ao ano, após 5 anos, mantido o dinheiro investido ou não paga a dívida, terá multiplicado a sua riqueza ou a dívida por 1,6 vezes.
Considerando os mesmos parâmetros, mas aumentando o período de tempo em dez vezes, o valor final não será multiplicado por 16, mas por 117.
O conceito dos juros compostos é simples: o total de juros calculado para um determinado período de incidência (um mês, um ano, a depender se a taxa de juros é ao mês ou ao ano, por exemplo) é adicionado ao valor principal e, no próximo período, os juros são calculados sobre todo esse montante, e assim por diante.
Uma das chaves desse conceito, claro, é o tempo, não só porque quanto mais paciente alguém for, mais dinheiro vai acumular – mas também para ilustrar a importânica de se começar a economizar cedo.













