«O que inalamos é lixo perigoso». Cientistas encontram evidências de químicos tóxicos em máscaras

Um grupo de cientistas encontrou evidências de que algumas máscaras faciais, que estão à venda e são usadas pelo público em geral, contêm produtos químicos tóxicos.

Simone Silva

Um grupo de cientistas encontrou evidências de que algumas máscaras faciais, que estão à venda e são usadas pelo público em geral, contêm produtos químicos tóxicos.

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As conclusões obtidas pela Ecotextile News revelam que, embora as máscaras faciais devam atender a padrões específicos, nem todas o fazem. Regra geral, as máscaras usadas pela população não são regulamentadas e não cumprem os mesmos critérios dos equipamentos de proteção individual (EPI) usados pelos profissionais de saúde.

Michael Braungart, diretor do Instituto Ambiental de Hamburgo, conduziu testes em máscaras que causaram erupções cutâneas nos seus utilizadores. «O que inalamos pela boca e pelo nariz é, na verdade, lixo perigoso», afirmou citado pela mesma publicação.

Os testes preliminares revelaram traços de uma variedade de compostos que são fortemente restritos por razões de saúde e ambientais. Isto inclui o formaldeído, um produto químico conhecido por fazer os olhos lacrimejar, causando uma sensação de ardor, não só nos olhos mas também no nariz e garganta, para além de tosse, respiração ofegante e náuseas.

Os especialistas estão preocupados com o facto de que a presença destes produtos químicos em máscaras, que são usadas por períodos prolongados de tempo, possa originar problemas de saúde indesejados.

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«Detetámos formaldeído e até anilina (substância cancerígena) e notámos que fragrâncias artificiais desconhecidas estavam a ser aplicadas para cobrir qualquer odor químico desagradável da máscara», explicou Braungart. «No caso das máscaras cirúrgicas de cor azul, encontrámos cobalto, uma outra substância que lhe dá cor.

Isto significa, resume o especialista, que «temos um cocktail químico mesmo à frente do nosso nariz e boca que nunca foi testado para toxicidade ou quaisquer efeitos de longo prazo na saúde», concluiu.

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