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O que disse Emmanuel Macron para enfurecer os muçulmanos?

Uma onda de violência abalou França durante o dia de ontem, com pelo menos três ataques registados (dois deles no país e outro no consulado francês da Arábia Saudita). Os incidentes estão a ser classificados como terroristas com motivações religiosas, uma vez que se assinalava o nascimento do profeta Maomé.

Na origem dos ataques estarão palavras de Emamnuel Macron. O presidente francês garantiu que o país não cederá a pressões e que continuará a lutar pela liberdade de expressão – e isso inclui a possibilidade de publicar e divulgar cartoons satíricos.

No início de Outubro, em Paris, Emmanuel Macron discursou perante os cidadãos e apresentou um plano para combater o chamado “separatismo”. Segundo indica a Euronews, o presidente afirmou que «o Islão é uma religião que experiencia hoje uma crise, em todo o Mundo», sublinhando que existe a necessidade de «libertar o Islão em França de influências exteriores».

Reduzir o ensino em casa, pôr fim ao sistema que permite aos imãs ter formação além-fronteiras e, ainda, controlar o financiamento religioso foram algumas das medidas anunciadas pelo governante. Além disso, as associações terão de assinar um contrato em que garantem respeitar os valores da República caso queiram obter subsídios.

Emmanuel Macron propôs ainda melhorias nos serviços educacionais, culturais e desportivos e uma nova lei sobre laicismo e liberdade (que deverá chegar em Dezembro). É preciso um «Islão des Lumières», indicou o presidente, fazendo referência ao movimento iluminista.

Além de sugerir um caminho para resolver aquele que considera ser um problema em França, Emmanuel Macron aproveitou para deixar claro que o facto de o país ser um estado laico garante a liberdade de religião, em vez do contrário tal como apontam os grupos radicais que acusam França de estigmatizar os muçulmanos.

«O nosso desafio é combater o desvio de alguns em nome da religião, ao garantir que aqueles que acreditam no Islão e que são cidadãos plenos da nossa República não sejam transformados em alvos», disse ainda.

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