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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 13:38:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Near is beautiful</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:38:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Luís Gil, Membro Conselheiro e Especialista em Energia da Ordem dos Engenheiros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Luís Gil, Membro Conselheiro e Especialista em Energia da Ordem dos Engenheiros</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E já estamos em julho! Um mês de férias para muita gente&#8230; o que me deu mote para o tema de hoje:  as viagens! E a confusão associada. E tudo isto associado à poupança de energia e sustentabilidade energética (e não só).</p>
<p>Somos quase todos os dias bombardeados com imagens e notícias sobre problemas em aeroportos apinhados e tempos de espera inimagináveis, problemas com cruzeiros marítimos, filas de viaturas e acidentes. Parece que um vírus atacou a maioria da população que pretende viajar sem parar, sem descanso, sem local nenhum do mundo que venha a ser deixado de “carimbar” com o próprio pé, sem nenhum período de férias dedicado ao descanso propriamente dito, mas sim e antes ao frenesim da viagem, para tudo o que é sítio e de preferência o mais longínquo possível. Não há “ponte” ou fim de semana alargado que não seja aproveitado para esta correria. Até as os <em>very short breaks </em>de ir e vir no mesmo dia ou no dia seguinte, apenas para fazer um jantar num local especial, ir a um espetáculo ou participar num evento, começam a ser moda.</p>
<p>E ultimamente também somos confrontados noticiosamente com as ondas de calor devidas às alterações climáticas, com temperaturas recorde em períodos prolongados, nomeadamente em locais do globo onde não era hábito este tipo de fenómenos ocorrerem, tanta vez e com tanta intensidade. Com os turistas a queixarem-se de estadias insuportáveis e a impossibilidade de usufruírem adequadamente do seu período de lazer&#8230; coitados!</p>
<p>Paralelamente, instala-se o turismo de massas, proporcionado sobretudo pelas viagens <em>low cost, </em>que tem um grande impacto positivo nas economias das regiões, mas tem também um impacto negativo a nível da sobrecarga de vários sistemas regionais, e provoca até alguma desvirtuação cultural e social local.</p>
<p>Ora, tudo isto nos deverá levar a pensar um pouco. Não será a altura de abrandarmos?</p>
<p>Menos viagens terão impacto em termos do consumo energético, diminuindo-o. O que também terá impacto no aquecimento global. Viajar, viajar, viajar, muitas vezes sem critério, só porque sim, só porque ainda não fui ali, só porque o meu amigo ou familiar já lá foi e eu não, só porque há uma promoção, só porque parece mal não viajar e não marcar no mapa-mundo mais este destino&#8230; OK, é interessante, mas será isso sustentável?</p>
<p>Não será agora a altura de adotar um novo conceito, o conceito de <em>near is beautiful</em>? E o que é isto? Basicamente é o de fazer turismo próximo. Indo um pouco ao encontro da campanha “vá para fora cá dentro”. Quantas vezes nos gabamos de conhecer este monumento, esta cidade, este parque, aquela montanha, aquela praia, aquele lago, o tal restaurante numa qualquer zona do planeta? E o quanto gostamos de contar as nossas peripécias dessas viagens a quem nos rodeia? Sim, também podemos fazer tudo isso, mas mais perto de nós, eventualmente com um <em>glamour</em> diferente. Mas é o preço que temos de pagar se quisermos deixar um mundo menos mau para os nossos descendentes. É uma proposta controversa, mas os tempos são difíceis. Afinal de contas muitos conhecem muita coisa no estrangeiro, mas, por vezes, não conhecem bem o que está à sua volta.</p>
<p>Já aqui abordei o conceito de <em>small is beautiful</em> num artigo anterior (<a href="https://executivedigest.sapo.pt/small-is-beautiful/">https://executivedigest.sapo.pt/small-is-beautiful/</a> 24 agosto 2023) relacionado com a diminuição do tamanho dos veículos automóveis, que teve início na altura da primeira crise petrolífera nos anos 70 do século passado e a com a poupança de matérias-primas relacionada. Notícias de há poucos dias referem um estudo  &#8211; da responsabilidade da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente e da Clean Cities Campaign, organizações de promoção da mobilidade sustentável &#8211; que concluiu que automóveis cada vez maiores colocam em risco pessoas e desperdiçam milhões, trazendo novos riscos para o espaço público e segurança rodoviária, colocando em causa a eficiência energética e comportando custos adicionais. É interessante como muitos conceitos voltam a ter atualidade, passados uns anos, embora eventualmente “empurrados” por motivos diferentes.</p>
<p>Assim, porque não pensar também neste conceito de <em>near is beautiful</em>? E, paralelamente, apostar em viagens menos espontâneas e mais bem preparadas, menos frequentes e frenéticas? Naturalmente que não se propõe que as pessoas deixem de viajar, mas sim que o façam de forma mais sustentável a todos os níveis.</p>
<p>Uma das hipóteses, seria a de propor que os bilhetes de avião de barco, de comboio, de autocarro, tivessem uma informação sobre a pegada de carbono de cada viagem por pessoa. O mesmo se poderia pensar para os pacotes de férias, os cruzeiros, as excursões etc.</p>
<p>Viajante esclarecido é viajante comprometido (com o ambiente e a sociedade)!</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Luís Gil, Membro Conselheiro e Especialista em Energia da Ordem dos Engenheiros]]></sapo:autor>
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		<title>NATO/Cimeira: PM estima 3,1% do PIB entre despesas de Defesa e infraestruturas até final do ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nato-cimeira-pm-estima-31-do-pib-entre-despesas-de-defesa-e-infraestruturas-ate-final-do-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:31:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal pretende alcançar até ao final do ano 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas de Defesa e relacionadas com segurança, como infraestruturas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal pretende alcançar até ao final do ano 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas de Defesa e relacionadas com segurança, como infraestruturas.</p>
<p>&#8220;Temos desenhado já para este ano de 2026 o reforço precisamente desse investimento, quer na componente exclusivamente dedicada à Defesa, quer na componente de utilização dual, que vai fazer com que, de acordo com aquilo que é a nossa estimativa e expectativa, no final deste ano o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso PIB já em 2026&#8221;, anunciou o chefe do executivo, em Ancara, capital da Turquia.</p>
<p>Luís Montenegro falava à imprensa portuguesa no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica.</p>
<p>O chefe do executivo explicou que além dos 2,1% que a NATO já prevê que Portugal invista em matérias exclusivamente dedicadas à Defesa (como Forças Armadas ou material militar), prevê-se um reforço adicional noutras vertentes para chegar ao valor de 3,1% do PIB.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de investimentos em infraestruturas de energia, de comunicações, de várias áreas setoriais do Governo. Investimentos que também são contabilizados para podermos atingir o objetivo que está determinado desde a Cimeira de Haia dos 5%. Como sabem, são 3,5% no investimento exclusivo em capacidades militares e 1,5% nas demais&#8221;, disse o primeiro-ministro.</p>
<p>Interrogado sobre exemplos, Luís Montenegro respondeu que &#8220;a rede de energia do país&#8221; ou &#8220;a rede de grandes infraestruturas que permitem maior mobilidade, são exemplos disso mesmo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu diria até que o programa de transformação, recuperação e resiliência que Portugal está hoje já a executar, que visa dar maior resistência e resiliência às nossas infraestruturas, incluindo as infraestruturas críticas, é um plano que naturalmente contribui para que este volume cresça e cresça já em 2026, porque estamos a falar de vários desses investimentos&#8221;, completou.</p>
<p>O chefe do executivo realçou ainda que Portugal conseguiu superar a meta dos 2% do PIB pela primeira vez desde que a meta foi assumida, em 2014, atingindo 2,01%.</p>
<p>ARL/TA // SF</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786888]]></sapo:autor>
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		<title>Trump dá a trégua com o Irão como “acabada”. E agora há cinco caminhos possíveis para a crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Escalada surge depois de ataques a embarcações comerciais perto do estreito de Ormuz, uma das passagens mais importantes para o comércio mundial de energia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump declarou praticamente morto o cessar-fogo com o Irão, depois de novos ataques a navios no estreito de Ormuz terem desencadeado uma vaga de ataques de retaliação dos EUA. A frase, dita à margem da cimeira da NATO em Ancara, reabre a incerteza sobre uma guerra que deveria estar em pausa, mas que voltou a pressionar os mercados, o petróleo e os aliados de Washington.</p>
<p>“Para mim, acho que acabou. Não quero lidar mais com eles”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, referindo-se ao memorando de entendimento que sustentava a trégua com Teerão. Trump chamou ainda os dirigentes iranianos de “pessoas doentes”, “violentas” e “cruéis”, acrescentando que, se tivessem uma arma nuclear, “usá-la-iam”.</p>
<p>A escalada surge depois de ataques a embarcações comerciais perto do estreito de Ormuz, uma das passagens mais importantes para o comércio mundial de energia. Os EUA responderam com ataques contra sistemas de defesa aérea, instalações portuárias, sistemas de vigilância costeira e locais de lançamento de mísseis antinavio e drones em torno de Ormuz. O Irão respondeu com ataques contra instalações militares dos EUA no Bahrain e no Kuwait.</p>
<p>O primeiro cenário é o regresso de uma guerra limitada. Não necessariamente uma ofensiva total, mas uma troca de golpes centrada em navios, bases, portos, defesas aéreas e infraestruturas militares costeiras. Washington pode dizer que está a restaurar a dissuasão; Teerão pode afirmar que respondeu à força com força. O problema é que uma guerra limitada nem sempre é uma guerra controlável.</p>
<p>Os mercados já deram o primeiro sinal de nervosismo. O petróleo subiu depois das declarações de Trump e dos ataques, com o Brent a aproximar-se dos 78 dólares por barril, enquanto as bolsas recuaram. A Associated Press noticiou que os futuros de Wall Street caíram e o crude avançou mais de 5% após o presidente dos EUA declarar o cessar-fogo “acabado”.</p>
<p>O segundo cenário é que a rutura sirva de pressão para uma nova negociação. Trump deixou claro que considera inútil lidar com os iranianos, mas não fechou completamente a porta aos negociadores. A postura é familiar: rutura pública, margem privada para uma saída. Para a Casa Branca, uma pausa renovada teria vantagens, sobretudo se a insegurança em Ormuz continuar a puxar pelo preço da energia e a alimentar o descontentamento dos eleitores.</p>
<p>O Irão também tem incentivos para negociar, mesmo enquanto responde militarmente. O alívio económico, a circulação em Ormuz, o levantamento de sanções e a sobrevivência política do regime continuam a pesar. O cessar-fogo pode estar morto como documento, mas a troca que o sustentava — segurança na passagem marítima em troca de limites, reconhecimento ou alívio económico — pode continuar a ser necessária.</p>
<p>O terceiro cenário é o mais perigoso: uma guerra regional mais ampla, iniciada não por uma decisão formal, mas por erro, excesso ou reação em cadeia. Um ataque de um grupo aliado do Irão pode atingir o alvo errado, uma resposta dos EUA pode causar mais vítimas do que o previsto, um navio pode ser afundado em vez de apenas danificado, ou Israel pode avançar numa linha própria.</p>
<p>A região já tem demasiados pontos de entrada para uma escalada. O Irão atingiu instalações associadas aos EUA no Bahrain e no Kuwait, o Qatar condenou um ataque a um navio de gás natural liquefeito e a crise atravessa diretamente os aliados reunidos na cimeira da NATO. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou novos ataques dos EUA contra alvos iranianos e a revogação da licença que permitia a Teerão vender petróleo, depois de ataques a petroleiros em Ormuz.</p>
<p>O quarto cenário é que os mercados imponham uma travagem mais rápida do que a diplomacia. Ormuz é o motivo pelo qual esta crise se propaga tão depressa: qualquer ameaça ao tráfego marítimo naquela passagem afeta petróleo, seguros, fretes, inflação e expectativas económicas. Trump pode suportar aplausos dos setores mais duros, mas terá mais dificuldade em gerir uma subida prolongada dos combustíveis antes das eleições intercalares.</p>
<p>Teerão enfrenta uma pressão semelhante. Pode proclamar resistência, mas uma crise prolongada no transporte marítimo, combinada com sanções e bloqueios comerciais, reduz receitas e limita a capacidade de financiar salários, subsídios e aliados regionais. Neste cenário, não haveria propriamente paz: haveria uma pausa discreta, menos ataques, mais intermediários e insultos públicos a acompanhar negociações de bastidores.</p>
<p>O quinto cenário é Trump transformar o Irão num teste de lealdade para aliados e adversários internos. O presidente dos EUA pode usar o colapso da trégua para exigir alinhamento dos parceiros da NATO, dos países do Golfo e do próprio Partido Republicano. A pergunta deixaria de ser apenas militar — quem ajuda a proteger Ormuz? — e passaria a ser política: quem acompanha Washington quando a dissuasão está em causa?</p>
<p>Esse caminho poderia não produzir a maior guerra, mas poderia provocar a maior divisão diplomática. Os governos europeus tendem a apoiar a segurança marítima, mas resistem a uma escalada sem prazo. Os países do Golfo querem proteção dos EUA, mas não querem tornar-se alvos diretos. E dentro da base de Trump há setores que apoiam a pressão sobre o Irão, mas rejeitam uma nova guerra no Médio Oriente.</p>
<p>No fundo, o teste real não está apenas nas palavras de Trump, mas no controlo da próxima fase. A escolha dos alvos, os canais discretos de negociação, a pressão dos mercados, a contenção dos aliados e a leitura que Teerão fizer da escalada vão pesar mais do que qualquer declaração isolada.</p>
<p>Os cinco cenários também não se excluem. A crise pode começar com ataques limitados, forçar uma nova tentativa diplomática, abalar os mercados energéticos e testar a NATO antes de Washington ou Teerão decidirem se querem subir mais um degrau. A trégua pode estar politicamente ferida; os próximos dias mostrarão se morreu de facto ou se ainda serve como base para uma nova pausa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786884]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ormuz volta a incendiar o petróleo: 63 milhões de barris iranianos ficam presos no mar após fim da trégua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:22:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[Tensão no Estreito de Ormuz voltou a disparar depois de novos ataques a navios mercantes, atribuídos pelos EUA ao Irão, terem levado Washington a declarar o fim do cessar-fogo e a revogar a licença que permitia vender petróleo durante um período limitado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tensão no Estreito de Ormuz voltou a disparar depois de novos ataques a navios mercantes, atribuídos pelos Estados Unidos ao Irão, terem levado Washington a declarar o fim do cessar-fogo e a revogar a licença que permitia a Teerão vender petróleo durante um período limitado. O efeito foi imediato nos mercados: o preço do crude voltou a subir, com o Brent perto dos 79 dólares por barril, enquanto aumentam os receios de uma nova perturbação numa das passagens marítimas mais importantes do mundo.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a escalada abriu um novo problema para Teerão: dezenas de milhões de barris de petróleo iraniano, já carregados em petroleiros, ficaram agora numa situação incerta depois de os EUA terem cancelado a isenção que permitia a venda desse crude sem aplicação de sanções americanas.</p>
<p>De acordo com cálculos da &#8216;Bloomberg&#8217; citados pelo jornal espanhol, com base em dados da Vortexa, existem atualmente cerca de 63 milhões de barris de petróleo iraniano em trânsito ou parados no mar, sobretudo em navios no Golfo Pérsico e em águas asiáticas. Muitos desses petroleiros não indicam destino claro ou aparecem como disponíveis para novas ordens, sinal de que ainda não terão comprador definido.</p>
<p>A licença americana tinha sido concedida no final de junho, no âmbito do acordo provisório entre Washington e Teerão, e dava ao Irão uma janela de 60 dias para vender petróleo sem ficar sujeito às sanções dos EUA. Essa autorização foi agora revogada em retaliação pelos ataques a navios no Estreito de Ormuz, o que complica a venda do crude já carregado e ameaça cortar uma fonte essencial de receita para a República Islâmica.</p>
<p>A reviravolta mostra a volatilidade do mercado petrolífero desde o início da crise em Ormuz. Durante as semanas mais tensas, quando o risco de bloqueio do estreito aumentou, o crude chegou a superar os 100 dólares por barril. Depois, com a reabertura parcial da passagem e o alívio de algumas restrições, os preços recuaram para perto dos 72 dólares. Agora, o mercado volta a procurar um ponto de equilíbrio entre risco geopolítico, oferta disponível e crude iraniano difícil de escoar.</p>
<p>Antes da revogação da licença, o Irão já enfrentava dificuldades para vender petróleo. A chegada de grandes volumes de crude não iraniano proveniente do Golfo Pérsico reduziu a vantagem dos descontos oferecidos por Teerão, enquanto muitos compradores continuavam cautelosos perante o risco de mudanças súbitas na política dos Estados Unidos.</p>
<p>Segundo operadores citados pelo &#8216;El Economista&#8217;, a petrolífera estatal iraniana e intermediários que comercializam o crude do país vinham a tentar vender reservas nos últimos dias. Refinarias no Japão, Taiwan e Coreia do Sul terão recebido ofertas, enquanto processadores indianos estariam disponíveis para avançar apenas se Washington prolongasse a isenção para lá de agosto.</p>
<p>Até agora, não terão sido registadas compras de crude iraniano por refinarias asiáticas fora da China desde a concessão da licença, embora algumas operações possam não ser públicas devido à sensibilidade do tema. As sanções europeias e britânicas continuam a dificultar seguros e logística, e alguns portos poderão manter reservas em relação a navios ligados à chamada frota paralela iraniana.</p>
<p>A China continua a ser um dos poucos destinos possíveis para o petróleo de Teerão. As refinarias independentes chinesas, conhecidas como “teapots”, eram os principais clientes do crude iraniano antes da guerra no Médio Oriente. Ainda assim, o Irão poderá ter de oferecer descontos agressivos para recuperar o interesse desses compradores, que no início do mês adquiriram petróleo saudita e iraquiano.</p>
<p>A United Against Nuclear Iran afirmou ter identificado dezenas de navios com petróleo ou combustíveis iranianos na região, reforçando a leitura de que Teerão continua a tentar colocar o crude nos mercados apesar das restrições. A organização já tinha sinalizado, em junho, uma elevada concentração de petroleiros carregados com petróleo iraniano no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.</p>
<p>A nova tensão em Ormuz torna o cenário ainda mais incerto. O estreito é uma artéria essencial para o comércio global de energia e qualquer ameaça ao tráfego marítimo tende a refletir-se nos preços, nos seguros, nos fretes e nas decisões das refinarias. Para o Irão, o problema é duplo: o país arrisca perder receitas num momento crítico e pode ver milhões de barris ficarem parados no mar, sem comprador imediato e com risco crescente de novas sanções.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786879]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>NATO/Cimeira: Aliados reafirmam &#8220;compromisso inabalável&#8221; com artigo 5.º</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:15:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo 5º]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje, em Ancara, o seu "compromisso inabalável" com o artigo 5.º da Aliança Atlântica, afirmando que um ataque a um aliado "é um ataque a todos".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje, em Ancara, o seu &#8220;compromisso inabalável&#8221; com o artigo 5.º da Aliança Atlântica, afirmando que um ataque a um aliado &#8220;é um ataque a todos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós, chefes de Estado e de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte, juntámo-nos em Ancara para reafirmar o nosso compromisso inabalável com a nossa defesa coletiva ao abrigo do Artigo 5.º do Tratado de Washington&#8221;, lê-se na declaração final da cimeira de Ancara.</p>
<p>Os líderes da NATO reiteram que um ataque a um aliado é um &#8220;ataque a todos&#8221;.</p>
<p>&#8220;A nossa unidade, solidariedade e força coletiva continuam a ser o alicerce da paz, da segurança e da prosperidade para os mil milhões de cidadãos da nossa Aliança de nações livres e democráticas. Mantemos o nosso compromisso com a abordagem de 360 graus em matéria de dissuasão e Defesa&#8221;, refere o mesmo texto.</p>
<p>Esta reafirmação do compromisso com o artigo 5.º surge após um ano de tensões entre os Estados Unidos e a Europa, designadamente devido à Gronelândia &#8212; que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou anexar à força &#8212; e à guerra no Irão, com vários países europeus, como Espanha, Itália, Reino Unido ou França, a recusarem-se a ceder bases militares.</p>
<p>Devido a esta postura dos europeus, em particular na guerra do Irão, Trump tinha admitido em abril estar a ponderar sair da NATO.</p>
<p>Nesta declaração final, os líderes indicam ainda que, para contrariar a &#8220;ameaça de longo prazo da Rússia à segurança e estabilidade euro-atlântica, assim como a ameaça persistente do terrorismo&#8221;, estão a cumprir a meta assumida na última cimeira, em Haia (Países Baixos), de atingir 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa até 2035.</p>
<p>Em 2025, &#8220;os aliados europeus e o Canadá aumentaram os seus investimentos em requisitos essenciais de Defesa em mais de 139 mil milhões de dólares&#8221;, menciona o documento.</p>
<p>&#8220;Hoje, em Ancara, anunciamos mais 50 mil milhões de dólares em novas aquisições e comprometemo-nos a aumentar a capacidade coletiva de produção e a colaborar com a indústria para acelerar a inovação&#8221;, destaca ainda o texto.</p>
<p>Os aliados afirmam ainda que estão a &#8220;construir o futuro&#8221;, com uma &#8220;Aliança modernizada&#8221; e uma &#8220;Europa mais forte numa NATO mais forte&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os aliados europeus e o Canadá, em trabalho conjunto com os Estados Unidos, estão a assumir mais responsabilidades pela defesa da Aliança&#8221;, referem, acrescentando que a dissuasão e defesa da Aliança assentam &#8220;numa combinação adequada de capacidades nucleares, convencionais e defesa antimíssil, complementadas por capacidades espaciais e cibernéticas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos empenhados em manter a superioridade em combate&#8221;, asseguram na declaração final da cimeira na capital turca.</p>
<p>TA/ARL // SCA</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786862]]></sapo:autor>
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		<title>FMI prevê crescimento global de 3% em 2026 e 3,4% em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:13:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê agora que o crescimento global seja de 3% em 2026 e de 3,4% em 2027, com os efeitos contrários da guerra e do "choque tecnológico", segundo as previsões atualizadas divulgadas hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê agora que o crescimento global seja de 3% em 2026 e de 3,4% em 2027, com os efeitos contrários da guerra e do &#8220;choque tecnológico&#8221;, segundo as previsões atualizadas divulgadas hoje.</p>
<p>A estimativa para 2026 é uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face à previsão de abril, enquanto a projeção para 2027 foi revista em alta em 0,2 p.p.</p>
<p>Esta projeção representa uma redução em relação à média de 3,5% observada no período 2024&#8211;2025, e praticamente inalterada em termos acumulados na comparação com as previsões do relatório World Economic Outlook (WEO) de abril de 2026.</p>
<p>Essa desaceleração moderada &#8220;reflete os efeitos da guerra no Médio Oriente, que são parcialmente compensados pelo ímpeto acelerado, impulsionado pela procura, no ciclo global de tecnologia, graças aos avanços na inteligência artificial (IA) e à sua adoção&#8221;, lê-se no relatório.</p>
<p>O impacto entre os países é variado, dependendo da exposição à guerra e da sua posição na cadeia de valor da tecnologia, sendo que &#8220;exportadores de energia situados fora da zona de conflito beneficiam de termos de troca favoráveis, enquanto economias integradas na expansão impulsionada pela tecnologia registam maior dinamismo, mesmo sendo importadoras de energia&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, a atividade económica enfraquece para os importadores de energia com participação limitada na cadeia de valor da tecnologia.</p>
<p>Quanto à inflação global, a previsão é de uma aceleração de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, antes de recuar para 3,9% em 2027, o que se traduz numa ligeira revisão em alta em relação às estimativas de abril.</p>
<p>Segundo o FMI, a atividade económica global e as perspetivas para o futuro estão a ser moldadas por &#8220;duas grandes forças que atuam em direções opostas, com efeitos assimétricos entre os países&#8221;.</p>
<p>Por um lado, há o choque negativo de oferta provocado pela guerra no Médio Oriente, enquanto por outro verifica-se um &#8220;choque tecnológico positivo em curso, que se manifesta na aceleração do ciclo tecnológico global, impulsionado, em grande medida, pelos avanços e pela implementação de ferramentas de IA&#8221;.</p>
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		<title>FMI revê em baixa crescimento da zona euro para 0,9% este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:11:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje. </P><br />
<P>A previsão para 2026 é 0,2 pontos percentuais (p.p.) inferior à do relatório de abril, refletindo um efeito de &#8216;carry-over&#8217; [de arrastamento] negativo expressivo vindo do primeiro trimestre, lê-se no World Economic Outlook divulgado hoje.</P><br />
<P>Este efeito foi &#8220;impulsionado em grande parte pela Irlanda, mas também indicativo de um ritmo de atividade fraco em outras regiões, bem como o impacto negativo dos preços mais elevados da energia (apesar de algumas medidas de amortecimento orçamental) e a baixa confiança do consumidor&#8221;, indica o FMI.</P><br />
<P>Este relatório tem previsões apenas para as principais economias europeias, projetando que a Alemanha irá registar um crescimento de 0,7% este ano, uma revisão em baixa de 0,1 p.p., e de 1% em 2027, menos 0,2 p.p. do que estimado em abril.</P><br />
<P>Já a previsão para a economia francesa foi revista em baixa em 0,3 p.p. para 0,6% este ano, enquanto para a economia espanhola e italiana as projeções para o crescimento se mantêm inalteradas em 2,1% e 0,5% este ano, respetivamente.</P></p>
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		<title>Governo anuncia instalação de mais radares de controlo de velocidade nas estradas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:11:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo vai instalar 12 novos radares de velocidade média nas estradas portuguesas, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna, e a proposta do novo Código da Estrada será entregue ao executivo em setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai instalar 12 novos radares de velocidade média nas estradas portuguesas, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna, e a proposta do novo Código da Estrada será entregue ao executivo em setembro.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, no final da apresentação da campanha de segurança rodoviária &#8220;Este Verão tu escolhes como chegar&#8230; Escolhe chegar bem!&#8221;, uma iniciativa da ABC &#8212; Associação Bênção dos Capacetes que visa alertar os utilizadores de motociclos para a adoção de comportamentos responsáveis.</p>
<p>Rui Rocha precisou que a equipa multidisciplinar criada pelo Governo para desenvolver uma proposta sobre um novo Código da Estrada deverá entregar as conclusões ao Ministério da Administração Interna (MAI) em setembro.</p>
<p>O novo Código da Estrada está entre as várias medidas anunciadas em abril pelo Governo para reduzir a sinistralidade rodoviária, além da reativação da Brigada de Trânsito da GNR quase 20 anos depois e de mais fiscalização nas estradas.</p>
<p>O secretário de Estado disse também que está a ser ultimado um concurso público para a instalação nas estradas de mais radares de velocidade média.</p>
<p>Segundo o MAI, vão ser 12 os radares de velocidade média que vão ser instalados nas estradas portuguesas.</p>
<p>&#8220;Estamos também numa profunda transformação digital na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e até ao final de agosto, início de setembro iremos começar a implementar uma interoperacionalidade com as forças de segurança numa dimensão de fiscalização, de formação e sensibilização&#8221;, referiu.</p>
<p>O governante falou ainda da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR), que está em consulta pública até 18 de julho, destacando que este documento tem como objetivo reduzir em 50% as vítimas mortais até 2030 em relação a 2019.</p>
<p>Rui Rocha indicou que a ENSR estava parada há vários anos e considerou que se trata &#8220;de um avanço significativo&#8221; para combater a sinistralidade rodoviária.</p>
<p>Também presente na cerimónia, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, alertou para a necessidade da adoção de comportamentos responsáveis e seguros na estrada, de promover uma cultura de segurança, respeito e cidadania.</p>
<p>O ministro indicou ainda que até 06 de julho foram registadas 250 vítimas mortais em acidentes rodoviários, mais 33 do que no mesmo período do ano passado.</p>
<p>A campanha hoje apresenta no MAI, que tem como parceiros o Ministério da Administração Interna, Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Autoridade nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), visa sensibilizar a sociedade para a importância da &#8220;prudência, da responsabilidade e da valorização da vida humana na estrada, em particular, da comunidade motociclista durante o verão&#8221;.</p>
<p>Os alvos da campanha são os motociclistas de todas as idades e níveis de experiência, condutores de ciclomotores, &#8216;scooters&#8217; e motociclos de pequena e grande cilindrada, motoclubes, associações de motociclistas e grupos informais, jovens recém-encartados e novos utilizadores de motociclos.</p>
<p>A campanha dirige-se igualmente a empresas e profissionais que utilizam motociclos como ferramenta de trabalho, famílias e acompanhantes de motociclistas e todos os utilizadores das estradas.</p>
<p>Na cerimónia foi também assinado um protocolo de colaboração interinstitucional entre a ABC, a GNR, a PSP e a ANSR, o Santuário de Fátima e a Câmara Municipal de Ourém, para a XI Peregrinação da Bênção dos Capacetes em Fátima, a realizar em setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786874]]></sapo:autor>
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		<title>NATO/Cimeira: Aliados reiteram apoio à Ucrânia e anunciam pacote de 70 mil M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje o seu "apoio inabalável" à Ucrânia e anunciaram um financiamento de 70 mil milhões de euros este ano, comprometendo-se a manter níveis "pelo menos equivalentes" em 2027.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os chefes de Estado e de Governo da NATO reiteraram hoje o seu &#8220;apoio inabalável&#8221; à Ucrânia e anunciaram um financiamento de 70 mil milhões de euros este ano, comprometendo-se a manter níveis &#8220;pelo menos equivalentes&#8221; em 2027.</P><br />
<P>&#8220;A Ucrânia contribui para a segurança transatlântica e os aliados permanecem unidos no nosso compromisso inabalável para a Ucrânia nos seus esforços para defender a sua liberdade, soberania e integridade territorial&#8221;, lê-se na declaração final da cimeira da NATO, que hoje termina em Ancara (Turquia) e reuniu os líderes dos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica.</P><br />
<P>Os líderes referem que os aliados europeus e o Canadá são quem está a &#8220;financiar a grande maioria da assistência em matéria de segurança prestada à Ucrânia por via bilateral e multilateral&#8221; e salientam que o apoio &#8220;deve ser equitativo, previsível e sustentável a longo prazo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Para 2026, os Aliados comprometem-se a disponibilizar 70 mil milhões de euros em equipamento militar, assistência e formação para a Ucrânia e reafirmam os seus compromissos soberanos de manter, pelo menos, níveis equivalentes de apoio em 2027&#8221;, indicam no documento final da reunião de alto nível, saudando ainda o empréstimo da União Europeia (UE) de 90 mil milhões de euros à Ucrânia.</P><br />
<P>Os chefes de Estado e de Governo da NATO abordam também a guerra no Irão nesta declaração, mas com uma breve menção numa única frase.</P><br />
<P>&#8220;Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz&#8221;, afirmam.</P><br />
<P></P><br />
<P>TA/ARL // SCA </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786866]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Deputado russo defende morte de metade da população ucraniana para “eliminar o nazismo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:31:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As declarações surgem numa entrevista em que o deputado voltou a usar a narrativa de “desnazificação” que Moscovo tem invocado para justificar a invasão da Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Alexei Zhuravlev, deputado da Duma Estatal russa, afirmou que seria aceitável exterminar até metade da população da Ucrânia para erradicar aquilo que descreveu como “nazismo”. As declarações surgem numa entrevista em que o deputado voltou a usar a narrativa de “desnazificação” que Moscovo tem invocado para justificar a invasão da Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a conversa, o blogger Ivan Mironov perguntou a Zhuravlev quantos “nazis” acreditava existirem atualmente na Ucrânia. O deputado respondeu que, no passado, seriam cerca de 2%, mas que agora poderiam representar entre 20% e 30% da população.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionado sobre se essas pessoas deveriam ser eliminadas, Zhuravlev respondeu afirmativamente. O deputado foi mais longe e disse que, mesmo que se tratasse de metade da população, todos deveriam ser exterminados para impedir que aquilo a que chamou “praga” continuasse a ameaçar a Rússia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Deputado russo diz que quem não mudar deve ser morto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Zhuravlev alegou ainda ter visto pessoalmente atrocidades que atribuiu a ucranianos, afirmando que estas pessoas teriam atacado indiscriminadamente russos e não russos. O deputado sustentou que, se essa “praga” não fosse eliminada, permaneceria para sempre.</p>
<p class="isSelectedEnd">O deputado admitiu que alguns ucranianos poderiam mudar de posição, mas defendeu que aqueles que não o fizessem deveriam ser mortos. Quando o entrevistador perguntou como distinguir um “fascista” de alguém que não o é, Zhuravlev respondeu que o critério seria a posse de uma arma.</p>
<p class="isSelectedEnd">O deputado russo disse ainda que quem recusasse mudar de ideias deveria ser expulso ou destruído, insistindo na ideia de que a eliminação dos alegados “nazis” seria necessária.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Narrativa da “desnazificação” usada por Moscovo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Rússia tem recorrido há vários anos à acusação de “nazismo” para justificar a guerra contra a Ucrânia. A “desnazificação” foi apresentada por Moscovo como um dos objetivos oficiais da invasão em larga escala lançada em 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente russo, Vladimir Putin, tem usado repetidamente a memória da vitória soviética sobre a Alemanha nazi para enquadrar a guerra contra Kiev, apresentando o Governo ucraniano como um regime que teria de ser “desnazificado”. Essa acusação é rejeitada pela Ucrânia, pelos seus aliados ocidentais e por especialistas independentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outros altos responsáveis russos também têm usado esta narrativa para pôr em causa o direito da Ucrânia a existir como Estado soberano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medvedev já questionou a existência da Ucrânia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em janeiro de 2024, Dmitri Medvedev, antigo presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, negou o direito da Ucrânia a existir como país independente. Na altura, afirmou que a continuidade da resistência ucraniana à invasão russa levaria à destruição da nação ucraniana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Medvedev defendeu que a existência da Ucrânia era perigosa para os próprios ucranianos e sugeriu que estes acabariam por perceber que viver num “grande Estado comum” com a Rússia seria melhor do que a morte.</p>
<p class="isSelectedEnd">No mesmo mês, Putin voltou a acusar Kiev de glorificar unidades SS de Adolf Hitler e prometeu erradicar o “nazismo”. As declarações foram feitas durante a inauguração de um memorial assinalando os 80 anos do fim do cerco de Leninegrado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Críticos acusam Kremlin de instrumentalizar a Segunda Guerra Mundial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Críticos do Kremlin acusam Moscovo de explorar a memória da Segunda Guerra Mundial para justificar a guerra contra a Ucrânia e reforçar a repressão política interna.</p>
<p class="isSelectedEnd">A vitória soviética sobre a Alemanha nazi ocupa um lugar central na identidade nacional promovida pela Rússia. No entanto, historiadores assinalam que o Kremlin evita abordar episódios controversos, como o pacto Molotov-Ribbentrop de 1939, através do qual a União Soviética cooperou com a Alemanha nazi na divisão da Polónia, ou o massacre de Katyn, em 1940, quando mais de 20 mil oficiais polacos foram mortos pela polícia secreta de Estaline.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O termo perdeu força na propaganda russa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de a “desnazificação” ter sido apresentada como objetivo oficial da guerra, o Kremlin terá reduzido o uso público do termo poucos meses após o início da invasão em larga escala, por se ter revelado pouco eficaz junto da população russa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em maio de 2022, o meio de investigação Proekt noticiou, com base em fontes ligadas ao Kremlin, que sondagens internas realizadas após o início da guerra mostravam que muitos russos não compreendiam nem sabiam explicar o significado de “desnazificação”.</p>
<p>Segundo essas fontes, os inquiridos tinham dificuldade em definir o conceito e até em pronunciar a palavra. O resultado terá levado responsáveis do Kremlin a procurar uma nova narrativa para substituir o termo, embora sem o abandonar por completo, já que a “desnazificação” tinha sido definida por Putin como objetivo da operação militar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786845]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Macron volta a usar os óculos de aviador que Trump transformou em piada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/macron-volta-a-usar-os-oculos-de-aviador-que-trump-transformou-em-piada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:23:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O visual, associado por muitos ao estilo “Top Gun”, voltou a gerar comentários e atenção mediática.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Emmanuel Macron voltou a surgir em público com óculos de sol de estilo aviador, um acessório que já tinha dado nas vistas no início do ano, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, e que voltou agora a marcar a imagem do presidente francês na cimeira da NATO, em Ancara, na Turquia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O chefe de Estado francês usou os óculos esta semana durante a visita oficial à Síria e voltou a utilizá-los nos atos da cimeira da Aliança Atlântica, incluindo na fotografia de família dos líderes presentes. O visual, associado por muitos ao estilo “Top Gun”, voltou a gerar comentários e atenção mediática.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Problema ocular estará na origem dos óculos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A utilização dos óculos de sol estará relacionada com um problema ocular ligeiro, mas recorrente. Em janeiro, antes da presença em Davos, Macron tinha aparecido num ato com as forças armadas francesas com uma mancha vermelha no olho, que desvalorizou publicamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na altura, foi referido que o presidente francês sofria de uma hemorragia subconjuntival, uma situação que ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe sob a membrana do olho. Apesar do aspeto visualmente marcado, trata-se de um problema geralmente inofensivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Agora, fontes do Eliseu citadas pela CNN indicaram apenas que Macron voltou a recorrer aos óculos devido a um problema ocular, sem avançar mais detalhes sobre a situação clínica.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump já tinha ironizado em Davos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os óculos de Macron já tinham sido alvo de comentários por parte de Donald Trump. Durante o Fórum de Davos, o presidente dos Estados Unidos ironizou com o acessório usado pelo homólogo francês, perguntando o que teria acontecido para Macron surgir com aqueles óculos de sol.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump fez o comentário num contexto em que também se referiu à postura do presidente francês como mais dura. A observação surgiu depois de Macron se ter mostrado reticente perante a pressão norte-americana para aumentar os preços dos medicamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Óculos voltam à ribalta em Ancara</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na atual cimeira da NATO, em Ancara, Macron voltou a usar os óculos em vários momentos públicos. A presença do presidente francês coincidiu com uma reunião marcada por declarações duras de Trump, que criticou países como Espanha, Reino Unido e Dinamarca devido ao papel assumido em relação à guerra no Irão e à questão da Gronelândia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da atenção em torno do problema ocular, não há indicação de que Macron vá alterar a sua agenda na Turquia. Até agora, o Eliseu não deu sinais de qualquer mudança no programa do presidente francês.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Acessório visto como possível símbolo político</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A repetição do uso dos óculos de aviador levou alguns analistas citados pela imprensa francesa a interpretar o acessório como mais do que uma solução médica. Há quem veja na escolha uma tentativa de transformar os óculos num símbolo político.</p>
<p class="isSelectedEnd">A associação ao imaginário de “Top Gun”, popularizado por Tom Cruise no papel de piloto de combate, ajuda a explicar a leitura simbólica. A semióloga Elodie Mielczareck considerou que o objeto evoca uma ideia de controlo, firmeza e domínio, projetando uma imagem de autoridade sem necessidade de esforço ou risco.</p>
<p>Entre a justificação médica e a leitura política, os óculos de aviador de Macron voltaram a tornar-se um dos detalhes mais comentados da cimeira da NATO.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786832]]></sapo:autor>
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		<title>Apenas 6% das empresas de tecnologia na OCDE fundadas só por mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Apenas 6% das startups digitais apoiadas por capital de risco nos países da OCDE nas últimas duas décadas foram fundadas exclusivamente por mulheres, enquanto 80% foram fundadas apenas por homens.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas 6% das startups digitais apoiadas por capital de risco nos países da OCDE nas últimas duas décadas foram fundadas exclusivamente por mulheres, enquanto 80% foram fundadas apenas por homens.</p>
<p>Estes dados foram apresentados hoje por Mathias Cormann, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que alertou para as consequências desta desigualdade num momento em que a &#8220;transformação digital oferece ferramentas poderosas para superá-la&#8221;, mas também traz o risco de replicar os atuais vieses de género.</p>
<p>Cormann, que abriu a segunda edição do Fórum sobre Igualdade de Género, a decorrer até quinta-feira na sede da organização, em Paris, enfatizou a necessidade de aproveitar o efeito &#8220;amplificador&#8221; das tecnologias da informação.</p>
<p>O objetivo é alcançar uma &#8220;transformação positiva&#8221; que exige decisões políticas para garantir que &#8220;as tecnologias digitais sejam inclusivas e implementadas de forma responsável&#8221;, caso contrário, corre-se o risco de que &#8220;os vieses atuais sejam incorporados às decisões automatizadas do futuro&#8221;.</p>
<p>O secretário-geral observou que uma rapariga tem três vezes menos probabilidade do que um rapaz de querer seguir carreira nas áreas de tecnologias da informação e comunicação, verificando-se que apenas 3% das mulheres possuem qualificações nesse setor, em comparação com 11% dos homens.</p>
<p>Além da questão específica das tecnologias de informação e comunicação, o secretário-geral observou que reduzir a desigualdade de género na economia traria resultados concretos, especificamente um crescimento 35% mais rápido até 2060 entre os chamados &#8220;clubes das nações desenvolvidas&#8221;.</p>
<p>Nesse cenário, o Produto Interno Bruto (PIB) seria pelo menos 9,2% maior.</p>
<p>Atualmente, uma mulher que trabalha em tempo integral nos países da OCDE ganha, em média, 90% do que um homem ganha.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786837]]></sapo:autor>
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		<title>NATO/Cimeira: Portugal e mais 11 países comprometem-se a reforçar segurança marítima da Aliança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:13:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal e mais onze países da NATO reforçaram hoje o seu compromisso de assumir "maior responsabilidade" pela "segurança marítima" no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Ártico, prometendo reforçar as suas capacidades na próxima década.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal e mais onze países da NATO reforçaram hoje o seu compromisso de assumir &#8220;maior responsabilidade&#8221; pela &#8220;segurança marítima&#8221; no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Ártico, prometendo reforçar as suas capacidades na próxima década.</p>
<p>De acordo com uma nota publicada no site do Governo da Noruega, este &#8220;compromisso conjunto&#8221;, firmado durante a cimeira da NATO em Ancara, inclui o Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Países Baixos, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia e o Reino Unido&#8221;.</p>
<p>Estes países reforçaram o seu compromisso de assumir &#8220;uma maior responsabilidade marítima na dissuasão e defesa no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Oceano Ártico&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os nossos países dispõem já de capacidades e plataformas marítimas modernas e têm planos para reforçar significativamente essas capacidades ao longo da próxima década, posicionando-nos como uma força coletiva apta a conduzir operações marítimas de elevada intensidade&#8221;, lê-se na nota.</p>
<p>Este conjunto de aliados compromete-se a reforçar &#8220;o treino, os exercícios e as operações em todo o espetro das operações marítimas na região euro-atlântica&#8221;.</p>
<p>Os países comprometem-se ainda a &#8220;reforçar as capacidades de comando e controlo marítimos e a dar prioridade a investimentos&#8221; que aumentem a sua &#8220;consciência situacional em todos os domínios&#8221;.</p>
<p>O grupo, no qual se inclui Portugal, compromete-se também a intensificar &#8220;a aposta na inovação para desenvolver capacidades e efeitos marítimos relevantes&#8221;.</p>
<p>De acordo com a nota, os aliados europeus e o Canadá &#8220;estão dispostos e são capazes de assumir uma parte justa dos encargos, reforçando simultaneamente a unidade e a coesão da NATO&#8221;.</p>
<p>&#8220;Este compromisso demonstra uma Europa mais forte numa NATO mais forte, com a Europa e o Canadá a assumirem maior responsabilidade pela nossa segurança euro-atlântica comum, em estreita coordenação com os Estados Unidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Perante um ambiente de segurança cada vez mais desafiante, este compromisso demonstra a nossa vontade e capacidade para dissuadir e defender-nos da ameaça de longo prazo representada pela Rússia&#8221;, lê-se no texto.</p>
<p>ARL/TA //</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786834]]></sapo:autor>
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		<title>Cancro vai afetar uma em cada cinco pessoas ao longo da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:02:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma em cada cinco pessoas pode vir a ter cancro ao longo da vida, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório sobre a doença que atingiu mais de 20 milhões de pessoas em 2024.</p>
<p>&#8220;O cancro afetará uma em cada cinco pessoas ao longo da vida e atingirá quase todos nós&#8221;, alerta o documento da Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro da OMS, que refere que 20,6 milhões de pessoas num mundo receberam um diagnóstico positivo em 2024, número que deve aumentar para os 35 milhões até 2050.</p>
<p>&#8220;Quando se considera os impactos de um diagnóstico de cancro nos familiares próximos, aproximadamente 92% de todas as pessoas no mundo serão afetadas pelo cancro pelo menos uma vez na vida&#8221;, refere a agência especializada da OMS.</p>
<p>O relatório realça ainda que, a nível global, a experiência vivida pelas pessoas com a doença é &#8220;extremamente desigual&#8221;, com as hipóteses de sobrevivência a dependerem mais do país onde o doente vive e da sua condição económica do que do estádio do cancro.</p>
<p>A OMS exemplifica com novas estimativas sobre a sobrevivência ao cancro da mama e ao cancro infantil, apontando que, nos países de rendimento elevado, onde são diagnosticados precocemente, a sobrevivência a cinco anos ultrapassa agora os 85%, enquanto nos países de baixo rendimento desce para menos de 30%.</p>
<p>Além disso, o cancro é cada vez mais um fator determinante da mortalidade prematura e apenas 12 países estão no bom caminho para atingir a meta de redução em um terço neste indicador até 2030, com 48 países a registarem mesmo taxas crescentes ligadas ao aumento da carga da doença.</p>
<p>Apesar destes dados, a OMS reconhece que foram alcançados alguns progressos na prevenção, como no controlo do tabagismo, que registou uma redução de 27% na prevalência do consumo de tabaco.</p>
<p>Quanto ao cancro do colo do útero, a introdução de esquemas de vacinação com dose única possibilitou um &#8220;progresso significativo&#8221; para se alcançar as metas para a sua eliminação, com 85% dos países a integrarem a vacina nos seus programas nacionais, realça o documento, alertando que, apesar desta evolução, ainda se verifica uma &#8220;lacuna substancial&#8221; na sua implementação.</p>
<p>Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro salienta também que, no que se refere ao cancro da mama, os resultados alcançados &#8220;variam drasticamente&#8221; a nível global, com a sobrevivência a ultrapassar os 85% nos países de rendimento elevado, mas a atingir apenas 40% em muitos países de rendimento baixo e médio.</p>
<p>O relatório indica ainda que apenas 39% dos países incluem um pacote mínimo de tratamento do cancro na cobertura universal de saúde que disponibilizam aos cidadãos, o que significa que uma grande parte da população mundial ainda não tem acesso a cuidados básicos contra a doença.</p>
<p>&#8220;Mesmo quando o tratamento está disponível, pode permanecer inacessível e fora do alcance em países de baixo e médio rendimento, onde os elevados custos diretos causam dificuldades financeiras catastróficas e contribuem para elevadas taxas de abandono do tratamento, atingindo os 90% em alguns contextos&#8221;, avisa a OMS.</p>
<p>A &#8220;renovada agenda global&#8221; da OMS, que reconhece que a maioria das pessoas diagnosticadas com cancro viverá com a doença, em vez de ser curada, faz um apelo global para que se trabalhe ativamente para promover a saúde, garantir proteções sociais e reduzir o estigma da doença.</p>
<p>Avança com sete recomendações, como reforçar o controlo do cancro na cobertura universal de saúde, robustecer as capacidades dos sistemas para a prestação de serviços oncológicos abrangentes e integrados, melhorar a promoção da saúde a nível comunitário e reforçar as medidas de proteção social.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786821]]></sapo:autor>
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		<title>Cabaz alimentar sobe 3,08 euros numa semana: brócolos, tomate e farinha lideram aumentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.</p>
<p>O cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 256,71 euros, mais 3,08 euros (mais 1,21%) que na semana anterior, refere a organização de defesa do consumidor em comunicado.</p>
<p>A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.</p>
<p>Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.</p>
<p>Entre 01 e 08 de julho, os brócolos registaram um aumento de 13%, para 3,35 euros, o tomate chucha subiu 12%, para 2,29 euros, e a farinha para bolos e a polpa de tomate subiram 9%, para 1,82 euros e 1,40 euros, respetivamente, os produtos com maiores aumentos de preço.</p>
<p>No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 14,89 euros (menos 6,16%).</p>
<p>Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 16,59 euros (menos 6,91%).</p>
<p>Já no início de 2022, era possível gastar menos 69,01 euros (uma diferença de 36,77%).</p>
<p>Em relação ao ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o robalo (28% custando atualmente 10,03 euros por quilograma), a couve-coração (25% custando atualmente 1,76 euros por quilograma), a cebola (25% custando atualmente 1,64 euros por quilograma) e os brócolos (25% custando atualmente 3,35 euros por quilograma).</p>
<p>Desde 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (127% para 13,19 euros por quilograma), os ovos (84% para 2,10 euros) e a couve-coração (77% para 1,76 euros por quilograma).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786819]]></sapo:autor>
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		<title>Calor levou mortalidade acima do limite, mas valores ficam abaixo do ano passado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:58:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[A onda de calor que atingiu Portugal na última semana provocou um excesso de mortalidade, confirmou a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A onda de calor que atingiu Portugal na última semana provocou um excesso de mortalidade, confirmou a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo. A responsável explicou que os dados finais ainda não estão fechados, mas os registos já permitem concluir que houve mais mortes do que seria esperado para este período.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em entrevista ao programa “Consulta Pública”, da RTP Antena 1, Ana Povo adiantou que será necessário aguardar cerca de dez dias para conhecer o cálculo definitivo da mortalidade associada ao período de temperaturas elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento dos óbitos começou a ser observado desde o dia 2, altura em que as temperaturas subiram e chegaram aos 40°C em algumas zonas do país. Desde então, o número de mortes diárias ficou acima da chamada linha de base.</p>
<p class="isSelectedEnd">A secretária de Estado da Saúde explicou, no entanto, que só se considera existir excesso de mortalidade quando são registados dois dias com valores acima do limite esperado. Esse critério foi atingido na segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aumento da mortalidade durante a recente onda de calor, Ana Povo indicou que os valores registados este ano ficaram abaixo dos verificados na vaga de calor do final de julho do ano passado.</p>
<p>De acordo com a responsável, os dados finais serão apurados nos próximos dias, permitindo medir com maior precisão o impacto das temperaturas extremas na mortalidade em Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786815]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Peritos alertam Seguro e Montenegro: Portugal ignora risco sísmico e “a catástrofe é inevitável” se nada mudar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:44:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sete professores universitários e investigadores das áreas da Engenharia Sísmica e das Ciências da Terra pediram audiências ao presidente da República e ao primeiro-ministro para defender medidas urgentes de prevenção contra o risco de um grande sismo em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Sete professores universitários e investigadores das áreas da Engenharia Sísmica e das Ciências da Terra pediram audiências ao presidente da República e ao primeiro-ministro para defender medidas urgentes de prevenção contra o risco de um grande sismo em Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a CNN Portugal, os especialistas querem apresentar o conhecimento científico disponível e contribuir para uma estratégia nacional que reduza a vulnerabilidade sísmica do país. O alerta é dirigido a António José Seguro e Luís Montenegro e parte de uma comparação com a Venezuela, onde, segundo os subscritores, os avisos dos cientistas sobre edifícios e infraestruturas vulneráveis não terão sido transformados em ação preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal tem estudos, mapas de risco e edifícios vulneráveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na carta enviada aos dois responsáveis políticos, os peritos defendem que Portugal não falha por ausência de conhecimento. O problema, sustentam, é a falta de tradução desse conhecimento em medidas concretas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os especialistas recordam que há décadas existem diagnósticos, estudos e mapas de risco que identificam edifícios vulneráveis, infraestruturas críticas e prioridades de intervenção. Para os autores da carta, cabe ao poder político agir antes de uma catástrofe e não apenas depois de consumados os danos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN Portugal, os subscritores avisam que Portugal voltará a sofrer grandes terramotos, embora não seja possível prever quando. A metade Sul do país é descrita como uma região de elevado risco sísmico, com a história e a ciência a apontarem para a possibilidade de sismos semelhantes aos de 1531 ou 1755, que devastaram Lisboa e o Sul.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>LNEC estima danos em 334 mil habitações na Grande Lisboa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário de risco apresentado é particularmente grave para a Grande Lisboa. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil estima que um grande terramoto possa provocar danos em 334 mil habitações, onde vivem cerca de 600 mil pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo cenário aponta para o colapso de 25 mil edifícios e para um número de mortos entre 17 mil e 27 mil. Estes dados sustentam o apelo dos especialistas a uma intervenção urgente do Estado na redução da exposição da população ao risco sísmico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Escolas, hospitais e quartéis entre as maiores preocupações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A comunidade científica manifesta especial preocupação com edifícios e serviços essenciais. Entre as estruturas referidas estão creches, escolas, hospitais, lares, quartéis de bombeiros e instalações de proteção civil, precisamente os locais que teriam de funcionar nas primeiras horas após uma catástrofe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os peritos alertam também para o parque habitacional construído antes das normas modernas de dimensionamento sísmico, bem como para fábricas e redes de água, eletricidade e gás. Uma falha prolongada destas infraestruturas poderia deixar Lisboa e outras zonas do país em condições muito difíceis durante longos períodos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Reabilitação urbana e património cultural também em risco</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A carta chama ainda a atenção para a reabilitação urbana, que, segundo os especialistas, muitas vezes se concentra na aparência exterior dos edifícios sem avaliar nem reforçar devidamente a resistência estrutural.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra preocupação está relacionada com o património cultural. Os peritos mencionam museus, igrejas, bibliotecas, arquivos, monumentos e edifícios de valor histórico, defendendo que a perda de obras e peças insubstituíveis seria irreparável para a memória coletiva do país.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Peritos dizem que não querem alarmismo, mas prevenção</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os autores da carta afirmam que o objetivo não é alimentar alarmismo nem atribuir responsabilidades pelo passado. O que defendem é a adoção de medidas de prevenção enquanto ainda há tempo para reduzir o impacto de um futuro terramoto.</p>
<p>Na mensagem enviada ao presidente da República e ao primeiro-ministro, os especialistas avisam que cada dia sem uma resposta organizada do Estado aumenta o risco. O alerta final é claro: quando a terra voltar a tremer, já será tarde para transformar conhecimento científico em proteção concreta para a população.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786808]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSP investiga possível ligação de máfia colombiana a vaga de furtos na Praia da Rocha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:32:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O inquérito continua nas mãos dos investigadores criminais da PSP, que procuram esclarecer se existe ligação direta entre a operação registada na Praia da Rocha e a célula que atuou no Rock in Rio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A PSP está a investigar uma vaga de furtos de telemóveis registada na zona de diversão noturna da Praia da Rocha, em Portimão, e não exclui a hipótese de o caso estar relacionado com uma rede criminosa colombiana. A situação levou à apresentação de mais de 50 queixas às autoridades.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Correio da Manhã, a forma de atuação dos suspeitos apresenta semelhanças com o caso detetado no festival Rock in Rio, em Lisboa, onde uma célula da máfia colombiana foi desmantelada pela PSP. Na operação realizada na capital, quatro pessoas foram detidas e ficaram em prisão preventiva.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Furtos terão aproveitado concentração de pessoas em festival</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na Praia da Rocha, os assaltantes terão aproveitado a realização de um festival de música, que atraiu dezenas de milhares de pessoas, para agir no meio da multidão. Os furtos terão ocorrido tanto no recinto do evento como na zona de bares daquela área de Portimão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, várias vítimas relataram à PSP que sentiram encontrões antes de perceberem que tinham ficado sem os telemóveis. O método coincide com o descrito no caso do Rock in Rio, onde os ladrões também terão visado equipamentos de elevado valor em zonas com grande afluência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Telemóveis desligados e cartões SIM retirados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os aparelhos furtados terão sido desligados pouco depois dos assaltos. As autoridades investigam ainda a possibilidade de os cartões SIM terem sido removidos e de os telemóveis terem sido envolvidos em papel de alumínio, uma técnica usada para dificultar a localização dos equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A PSP está também a apurar se os telemóveis retirados na Praia da Rocha foram transportados para fora do local numa viatura, à semelhança do que terá acontecido junto ao Rock in Rio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Prejuízo pode chegar aos 50 mil euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O valor dos telemóveis furtados está estimado em cerca de 50 mil euros. A investigação considera relevante a possibilidade de a vaga de furtos estar associada a uma estrutura criminosa colombiana sediada em Espanha e dedicada a este tipo de crime.</p>
<p>O inquérito continua nas mãos dos investigadores criminais da PSP, que procuram esclarecer se existe ligação direta entre a operação registada na Praia da Rocha e a célula que atuou no Rock in Rio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786800]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal tem 2 meses para reduzir obrigações de comunicação das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal tem dois meses para adotar medidas destinadas a reduzir obrigações de comunicação impostas a empresas, depois de a Comissão Europeia ter enviado ao país um parecer fundamentado no âmbito do pacote de procedimentos de infração de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem dois meses para adotar medidas destinadas a reduzir obrigações de comunicação impostas a empresas, depois de a Comissão Europeia ter enviado ao país um parecer fundamentado no âmbito do pacote de procedimentos de infração de julho.</p>
<p>Em causa está a diretiva, que pretende diminuir requisitos administrativos para os Estados-membros e operadores económicos em vários domínios, relativamente à qual Portugal &#8212; assim como Chipre, Malta, Finlândia, Croácia, Itália, Áustria e Roménia &#8211;, não &#8220;notificou a transposição para a sua legislação&#8221;.</p>
<p>Bruxelas refere que alguns Estados-membros receberam cartas de notificação formal por não terem comunicado quaisquer medidas nacionais de transposição, enquanto outros, incluindo Portugal, receberam pareceres fundamentados depois de as medidas notificadas terem sido consideradas insuficientes após avaliação.</p>
<p>Portugal tem agora dois meses para responder às preocupações levantadas pela Comissão Europeia e adotar as medidas necessárias para garantir a transposição integral da diretiva.</p>
<p>Caso a resposta não seja considerada satisfatória, Bruxelas poderá decidir avançar para o Tribunal de Justiça da União Europeia, com pedido de aplicação de sanções financeiras.</p>
<p>Segundo o executivo comunitário, a diretiva &#8220;reduz os requisitos de comunicação para os Estados-membros e operadores económicos em vários domínios&#8221; e &#8220;especifica com que obrigações de comunicação os operadores económicos deixam de ter de cumprir&#8221;.</p>
<p>No caso das empresas, as obrigações abrangidas dizem respeito às emissões sonoras de equipamentos utilizados no exterior, com as novas regras a eliminar determinados requisitos de comunicação considerados desnecessários.</p>
<p>A Comissão Europeia considera que a redução destas obrigações contribui para simplificar as regras aplicáveis às empresas e diminuir encargos administrativos no mercado europeu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786801]]></sapo:autor>
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		<title>Mota-Engil junta-se à fábrica de unicórnios de Lisboa para colocar startups a testar soluções na construção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 11:17:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A iniciativa será desenvolvida através da MEXT: Mota-Engil Next, a plataforma de inovação do grupo, e pretende aproximar startups e scaleups da realidade operacional da empresa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Mota-Engil estabeleceu uma parceria estratégica com a Unicorn Factory Lisboa para reforçar a sua ligação ao ecossistema nacional e internacional de inovação e acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas às áreas da construção, infraestruturas e sustentabilidade.</p>
<p>A iniciativa será desenvolvida através da MEXT: Mota-Engil Next, a plataforma de inovação do grupo, e pretende aproximar startups e scaleups da realidade operacional da empresa, permitindo testar e desenvolver soluções em contexto real e acelerar a sua aplicação em projetos da Mota-Engil.</p>
<p>A parceria centra-se em áreas consideradas estratégicas para o grupo, nomeadamente a construção sustentável, novos materiais e técnicas construtivas, descarbonização, circularidade de recursos, monitorização e eficiência de edifícios, digitalização de processos, segurança operacional, mobilidade inteligente e transição energética.</p>
<p>Silvia Mota, CEO da MEXT: Mota-Engil Next, afirma que a colaboração reforça o compromisso do grupo em &#8220;aproximar indústria, tecnologia e talento&#8221;, promovendo o desenvolvimento e a aplicação de soluções para responder aos desafios das infraestruturas, da sustentabilidade e do desenvolvimento urbano. A responsável acrescenta que a parceria permitirá criar condições para testar e escalar inovação com impacto prático.</p>
<p>Também Gil Azevedo, diretor-geral da Unicorn Factory Lisboa, considera que a colaboração demonstra a crescente importância da inovação e da cooperação entre grandes empresas e startups para o futuro do setor da construção e das infraestruturas. Segundo o responsável, a entrada da Mota-Engil como parceiro estratégico cria novas oportunidades para desenvolver soluções com impacto no mercado e acelerar a transformação do setor.</p>
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