pub

O que acontece se Trump não sair da Casa Branca? Militares chamados a intervir

Donald Trump ainda não está preparado para assumir a derrota, fazendo justiça àquilo que foi anunciando durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos da América. Acredita que houve fraude eleitoral e que é impossível Joe Biden ter vencido, não se poupando a esforços para tentar alterar o resultado – mesmo que isso implique tentar desviar votos.

Mas o que acontece se o actual presidente se recusar a deixar a Casa Branca? Segundo a BBC, a constituição norte-americana é clara neste ponto: o mandato presidencial corrente termina ao meio-dia de 20 de Janeiro.

Nos 244 anos de História do país, não há registo de um presidente que se tenha recusado a deixar a Sala Oval depois de perder uma eleição. Donald Trump será incluído nas manuais escolares como o primeiro a desafiar a decisão democrática da população – confirmada pelos 270 votos no Colégio Eleitoral conquistados por Joe Biden.

Em entrevista a Trevor Noah, no passado dia 11 de Junho, o presidente eleito admitiu já ter pensado na possibilidade de Donald Trump não aceitar uma potencial derrota. Na altura, adiantou que o cenário mais provável, nessas circunstâncias, seria a intervenção do exército: os militares serão chamados a expulsar Donald Trump.

É necessário, porém, avaliar a lealdade das forças de segurança – incluindo os Serviços Secretos – ao actual presidente e ao presidente eleito. «Para um presidente abusar dos poderes da presidência para permanecer no cargo depois de aparentemente perder a eleição, seria difícil e destruiria as normas vitais. Mas não é inconcebível», garante o professor Dakota Rudesill, especialista em política e legislação de segurança nacional da Ohio State University.

Citado pela BBC, indica que isso prejudicaria muito o país e as perspectivas globais da democracia, mas que é uma possibilidade. Contudo, Donald Trump não deverá ter sucesso nessa estratégia mesmo que equacione ir por aí.

«Os militares juram fidelidade à Constituição, não ao político actualmente no cargo. E quem é o militar de mais alto escalão no país no momento, o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, disse repetidamente que os militares não terão nenhum papel nesta eleição», acrescenta Dakota Rudesill.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...