O princípio de Petin (Peter + Putin)

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

Este artigo alia conceitos de gestão e políticos. Daí o interesse para este meio que é relevante na gestão. Para além das implicações catastróficas para as pessoas e para a economia que gerou a posição de um dos intervenientes. Putin é para a Rússia o que a religião é para António Damásio (um dos melhores neuroscientistas do mundo): uma das “maiores” invenções do ser humano (aqui referiria “piores”). Neste caso de muitos oligarcas e políticos, assim como de muitos milhões de cidadãos da federação Russa, de Boris Ieltsin, mas também da conivência da Alemanha de Schröder, da China de Xi, dos EUA de Bush e Trump ou da Índia de Modi. Putin não é um líder mas um chefe. Não aplica os princípios de “apaixonar” as pessoas pelos seus princípios, valores e ideias para o seguirem. “Empurra-os” com a ameaça do “gulag”, “suicídio” ou “novichock” e cumpre com exactidão o Princípio de Peter. Este princípio refere que num sistema hierárquico como o do Kremlin, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência e eu acrescentaria que no Kremlin, de acordo com a sua graduação de perversidade. E ele foi! Como o exemplo referido por Peter, o autor desta teoria, que relacionou a sua teoria com exemplos práticos como Macbeth, que ele considerou um eficaz chefe militar, mas um rei incompetente para o seu povo e o seu país. Putin foi um eficaz e discreto elemento do KGB e um governante incompetente para o seu povo, como a realidade está a demonstrar. Estratégia que Putin sustenta em mentiras de “desnazificação” ou da criação “da grande Rússia”. Na realidade a Rússia nasceu em Kiev, cujo estado sucessor deste estado feudal, a Moscóvia, serviu como a principal força no processo de reunificação da Rússia e na luta de independência contra os mongóis. A Moscóvia gradualmente reunificou os principados russos e passou a dominar o legado cultural e político da Rússia de Kiev. Portanto a afirmação de que a Ucrânia nunca existiu como estado independente é falsa, pois a história prova que a Rússia afinal nasceu em Kiev. Portanto temos aqui o princípio de Peter transformado em “Petin” dada a dimensão da tragédia que a incompetência, maldade, arrogância e perversidade deste homem está a provocar no mundo (incluindo na Rússia e na vida de muitos milhões de russos) em geral e na Ucrânia em particular. Espero que o termo “Petin” vingue, para que as consequências drásticas provocadas pela vontade deste ditador para sempre sejam lembradas e não repetidas!


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