Vivemos semanas marcadas por uma tempestade nos mares da banca internacional, com casos como o do Sillicon Valley Bank, Signature Bank, ou a venda do Credit Suisse ao seu concorrente direto, o UBS.
“O colapso do Silicon Valley Bank (SVB) ainda está a enviar ondas de choque para todo o mundo – e, ao mesmo tempo, a teoria monetária moderna (MMT) está a tornar-se uma quimera”, afirma Hans-Jörg Naumer, Director Global Capital Markets & Thematic Research da Allianz Global Investor (AllianzGI), em comentário enviado à Executive Digest.
O especialista explica que a MMT assume que os governos não precisam de restringir a sua política fiscal porque nunca podem ficar sem dinheiro, podendo, se necessário, imprimir novo. No entanto, a criação irrestrita de dinheiro novo terá consequências, que podem ser bastante terríveis.
“O ‘preço do dinheiro’, ou seja, o juro, desempenha um papel crucial em qualquer economia. Ele fornece informações e estabelece incentivos. Se estiver distorcido, todos os outros preços também fornecerão sinais errados. O capital será mal alocado, podem surgir bolhas de preços de ativos e os riscos serão desconsiderados… No final, os mercados entrarão numa ‘especulação de taxas de juros’”, sublinha.
Hans-Jörg Naumer sublinha que o dinheiro não é um recurso ilimitado, e os recentes acontecimentos no setor bancário mostraram isso mais uma vez. O especialista alerta ainda que a liquidez está mais limitada, e que a banca está mais vulnerável.
Como tal, a Reserva Federal norte-americana continua com o combate à inflação, tendo elevado a sua principal taxa de juro em 25 pontos-base, mas tornou-se muito mais cauteloso em suas perspetivas.







