O potencial da Grande Lisboa para as multinacionais

Por Henrique Rodrigues da Silva, COO da Norfin

 

Lisboa reinventou-se e assumiu-se, nos últimos anos, aos olhos do mercado, turistas e investidores nacionais e internacionais, como a cidade para se estar e apostar. O clima, as pessoas, a segurança, o custo de vida acessível – quando comparado com outras capitais europeias, a proximidade aos vários mercados do novo e velho continente, ou mesmo as políticas ambientais e de mobilidade, são alguns dos fatores que têm vindo a colocar Portugal e Lisboa como um destino atrativo e inegável para viver, estudar e trabalhar.

Considerada como uma das cidades mais atrativas do mundo, o que se comprova pelos vários prémios e distinções que tem recebido, Lisboa é ainda reconhecida pelas oportunidades de negócio que oferece aos aqueles que aqui investem, não só pelo seu potencial estratégico, como também pelo ambiente social e estabilidade política que proporciona, ocupando um impressionante 6º lugar no Índice Global da Paz de 2022 e colocando Portugal como um dos países que mais valoriza a paz.

Para o setor imobiliário, Lisboa é claramente um destino privilegiado para investidores internacionais, onde o preço médio por metro quadrado é ainda um fator distintivo, quando comparado com outras capitais europeias, como Londres, Madrid ou Paris, e apresentando incentivos que vão desde vantagens fiscais, programas de investimento, ou mercados dinâmicos.

Com uma cidade em franco crescimento e expansão, Lisboa tornou-se uma rampa de desenvolvimento do setor tecnológico e de empresas de primeira linha, que escolhem a capital para centro das suas operações ou que procuram encontrar aqui as oportunidades necessárias para se afirmarem. O mercado de escritórios está em processo de transformação e, cada vez mais, as empresas procuram mudar alicerçadas nestas oportunidades. As empresas procuram ter espaços de qualidade à sua medida, com princípios de sustentabilidade e com condições diferenciadoras e únicas, como espaços exteriores, que lhes permitam – mais do que mero escritório, proporcionar um ambiente de bem-estar para os seus colaboradores. Edifícios que respondam aos seus princípios e necessidades, que aportem valor e que sejam eficientes e orientados para os desafios do futuro, e que simultaneamente tirem partido do que Lisboa tem de melhor: a sua luz, a sua traça única, a sua cultura e a sua identidade.

A descentralização do CBD, através de opções alternativas, seja em termos de espaço, como de infraestruturas que vão ao encontro destes princípios. A cidade tende a expandir-se e crescer para as zonas envolventes do tradicional centro, aproveitando o potencial estratégico da menor escala territorial. Desta forma, Lisboa continua a oferecer proximidade, acessibilidade e posicionamento estratégico, ao mesmo tempo que revitaliza e potencia o desenvolvimento e crescimento económico de zonas até então desvalorizadas da cidade.

A zona Norte de Lisboa é um claro exemplo disso. Moscavide, colado ao Parque das Nações, ao rio Tejo e à ponte Vasco da Gama, oferece todas as condições para se tornar num polo empresarial único, permitindo a instalação de edifícios e obras que estão na vanguarda do investimento imobiliário internacional em escritórios. A proximidade às principais vias de acesso à cidade, assim como uma boa rede de opções em termos de transportes públicos – autocarro, metro e comboio – fazem de Moscavide uma zona privilegiada, tornando-se um polo atrativo com enorme potencial para a relocalização de empresas, ajudando a consolidar toda a envolvente do Parque das Nações. O novo edifício Oriente Green Campus é um claro exemplo disso. O edifício será um dos mais inovadores e modernos complexos de escritórios da área metropolitana de Lisboa, com uma área total de escritórios de 41,100 m2, distribuído por 3 pisos e habilitado a albergar mais de 3.500 utilizadores. Será ainda o primeiro edifício LEED Platinum no mercado da grande Lisboa, garantindo o mais alto nível de certificação da construção sustentável, com grande foco na redução da pegada carbónica ou pela presença de 1,000m2 de painéis fotovoltaicos, assim como o selo Well Gold, que visa a saúde, segurança e bem-estar dos seus utilizadores, através do conjunto diverso de amenities disponíveis.

Construções mais sustentáveis, que visam as necessidades dos seus utilizadores e que fazem o elo de ligação entre o que de melhor Lisboa tem para oferecer e a sua cultura e identidade, trazem um novo fôlego e vitalidade a áreas de enorme potencial. Torná-las visíveis, apelativas e reconhecer-lhes o valor deverá ser o nosso objetivo comum, dinamizando a economia local e tornando-as um polo atrativo para trabalhar e viver.

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