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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 13:22:59 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Produção mundial de azeite está a recuperar mas preço depende do mercado, indicam especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:23:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Jaime Lillo]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional disse à Lusa que a produção mundial de azeite está a recuperar, tal como o consumo, mas depende do tempo, e sublinhou que o preço é da responsabilidade dos intervenientes no mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional disse à Lusa que a produção mundial de azeite está a recuperar, tal como o consumo, mas depende do tempo, e sublinhou que o preço é da responsabilidade dos intervenientes no mercado.</p>
<p>&#8220;As alterações climáticas estão a afetar a produção e, assim, temos assistido uma variação crescente de ano para ano. É difícil prever o que vai acontecer porque depende muito das condições meteorológicas&#8221;, assinalou o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), Jaime Lillo, que falava à Lusa, em Lisboa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa, até sexta-feira.</p>
<p>Conforme recordou, há dois anos, e pela primeira vez, houve uma descida na produção mundial de azeite, com repercussões no preço.</p>
<p>Desde aí, o mercado tem estado a recuperar a sua capacidade de produção.</p>
<p>Na campanha de 2024/2025, a produção mundial de azeite atingiu um recorde de 3,5 milhões de toneladas.</p>
<p>Contudo, Lillo defendeu que este é um número ainda &#8220;moderado&#8221;, tendo em conta o potencial de crescimento deste mercado, uma vez que o azeite representa 2% dos óleos consumidos.</p>
<p>Por sua vez, o consumo está a crescer, sobretudo, em mercados como EUA, Brasil e China.</p>
<p>&#8220;Estamos numa fase de recuperação da nossa capacidade de produção. Consideramos que este vai ser um ano normal e estamos ansiosos por ver como vai ser a colheita e as condições meteorológicas para a próxima época&#8221;, insistiu.</p>
<p>Questionado sobre se os preços para o consumidor vão aumentar este ano, o diretor executivo do COI sublinhou que o mercado do azeite é livre e que a decisão depende dos seus intervenientes.</p>
<p>Ainda assim, sublinhou que existe uma &#8220;forte procura internacional&#8221; e que o preço estará dependente da produção registada este ano.</p>
<p>O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor português entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório de Preços.</p>
<p>Em 26 de janeiro, um litro de azeite virgem extra, na fase de consumo, custava 6,52 euros, enquanto em 20 de abril já estava nos 6,77 euros.</p>
<p>No entanto, em comparação com o final de 2025, houve uma descida de 0,05 euros por litro, segundo dados consultados pela Lusa no Observatório de Preços.</p>
<p>Já na fase de produção, também nos primeiros quatro meses do ano, o preço do azeite encareceu 0,10 euros por litro, passando de 6,36 euros para 6,46 euros, quase em linha com o valor registado em 29 de dezembro de 2025 (6,47 euros).</p>
<p>Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.</p>
<p>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, tem lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.</p>
<p>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</p>
<p>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784674]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 79 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:19:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[diáspora portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>De acordo com o MNE, entre os 79 mortos, 69 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 14 crianças e 65 adultos.</P><br />
<P>O anterior balanço dava conta de 75 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho.</P><br />
<P>O número de mortos no país devido a estes sismos subiu esta quarta-feira 2.295, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 11.267 feridos.</P><br />
<P>O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho, durante a atualização do balanço de vítimas, que era anteriormente de 1.943 mortos e 10.571 feridos.</P><br />
<P>Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.</P><br />
<P>Para ajudar o país, onde estão já socorristas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, anunciou quarta-feira que dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P><br />
<P>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784666]]></sapo:autor>
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		<title>Céu vermelho-sangue assusta Caracas dias depois dos sismos na Venezuela: veja as imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Caracas]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[ Venezuela foi atingida por dois sismos consecutivos em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por menos de um minuto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dias depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, deixando milhares de mortos e um cenário de destruição em várias zonas do país, os habitantes de Caracas foram surpreendidos por uma imagem invulgar: o céu ficou vermelho-sangue ao pôr do sol, cobrindo a capital venezuelana com uma luz intensa que rapidamente se tornou viral nas redes sociais.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">🇻🇪 An eerie orange-red sky lit up Caracas, Venezuela</p>
<p>While many called it mysterious, experts say the phenomenon has a simple explanation: Saharan dust interacting with the atmosphere, combined with the scattering of sunlight at sunset.</p>
<p>But it still looks like the opening scene… <a href="https://t.co/U2L2L8B40z">https://t.co/U2L2L8B40z</a> <a href="https://t.co/ZegJG1EqgU">pic.twitter.com/ZegJG1EqgU</a></p>
<p>&mdash; NEXTA (@nexta_tv) <a href="https://x.com/nexta_tv/status/2072179640706494569?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Os vídeos, partilhados por moradores e replicados em várias plataformas, mostravam o horizonte de Caracas tingido de vermelho profundo. A coincidência temporal com os sismos levou muitos utilizadores a especular que o fenómeno poderia estar ligado à atividade sísmica recente, a mais grave registada no país em mais de um século, segundo o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>A Venezuela foi atingida por dois sismos consecutivos em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por menos de um minuto. De acordo com o &#8216;The Guardian&#8217;, o Serviço Geológico dos Estados Unidos identificou o primeiro abalo como um “foreshock” e o segundo como o sismo principal, com epicentro a oeste de Morón, na costa caribenha venezuelana.</p>
<p>O balanço humano continua a ser atualizado à medida que prosseguem as operações de busca e salvamento. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou esta quinta-feira que os sismos já provocaram pelo menos 2.295 mortos e deixaram mais de 40 mil pessoas desaparecidas, enquanto jovens voluntários têm assumido parte da gestão de abrigos para desalojados.</p>
<p>Perante o céu vermelho visto em Caracas, alguns utilizadores associaram o fenómeno às chamadas “luzes de terramoto”, uma ocorrência rara e ainda debatida pela comunidade científica, descrita por alguns relatos como clarões ou luminosidades anómalas observadas antes, durante ou depois de sismos. Mas os cientistas apontam para uma explicação muito mais simples.</p>
<p>O fenómeno é conhecido localmente como “candilazo” e ocorre quando a luz solar atravessa uma camada mais espessa da atmosfera ao pôr do sol. Nesse percurso, os comprimentos de onda azuis e violetas dispersam-se mais facilmente, enquanto os tons vermelhos e laranja permanecem mais visíveis, dominando o céu. É o chamado espalhamento de Rayleigh.</p>
<p>A cor pode tornar-se ainda mais intensa quando há partículas suspensas no ar, como poeiras, fumo ou humidade. No caso do norte da América do Sul, poeiras vindas do Saara podem atravessar o Atlântico transportadas pelo vento e reforçar este efeito visual, tornando os pores do sol mais vermelhos e dramáticos.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; sublinha que os próprios sismos podem ter aumentado temporariamente a quantidade de poeiras no ar, devido ao colapso de edifícios e à destruição em zonas urbanas. Ainda assim, os geofísicos rejeitam que haja prova científica de uma ligação direta entre pores do sol vermelhos e atividade sísmica.</p>
<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos também mantém uma posição cautelosa sobre as chamadas luzes de terramoto. A instituição assinala que os geofísicos divergem sobre a interpretação de relatos de luminosidades anómalas perto do momento e do epicentro de sismos: alguns duvidam que constituam prova sólida, enquanto outros admitem que parte dos relatos possa corresponder a fenómenos reais.</p>
<p>Neste caso, porém, a explicação mais provável para o céu vermelho de Caracas é atmosférica, não sísmica. Vários relatos científicos e meteorológicos publicados após o fenómeno apontam para a combinação entre o pôr do sol, partículas em suspensão e poeiras transportadas na atmosfera, afastando a ideia de que se tratasse de um aviso natural ou de uma consequência direta dos sismos.</p>
<p>A tragédia venezuelana, essa, continua longe de terminar. Equipas de socorro prosseguem as buscas entre os escombros e vários meios internacionais têm relatado dificuldades no acesso a equipamentos, abrigos e ajuda organizada. O &#8216;The Guardian&#8217; noticiou também detenções de agentes policiais suspeitos de pilhagem após os sismos, num sinal da tensão social que se instalou em algumas das zonas afetadas.</p>
<p>O céu vermelho de Caracas acabou por se transformar num símbolo visual da ansiedade que domina o país: uma imagem impressionante, registada dias depois de uma catástrofe, mas sem relação comprovada com os sismos. A explicação está no comportamento da luz na atmosfera — não em sinais vindos da terra.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">🇻🇪 Sky over Caracas turns blood-red days after the deadly Venezuela earthquakes due to dust, sand, and other microscopic particles that rose into the atmosphere. <a href="https://t.co/8oEZ2j7AGq">pic.twitter.com/8oEZ2j7AGq</a></p>
<p>&mdash; Visegrád 24 (@visegrad24) <a href="https://x.com/visegrad24/status/2072303078066262093?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">The sky over Caracas, Venezuela, turned reddish at sunset this evening. <a href="https://t.co/ATrSiXMGPE">pic.twitter.com/ATrSiXMGPE</a></p>
<p>&mdash; Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2072180203774984554?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784662]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Aguiar-Branco anuncia que Parlamento está a preparar edição da Constituição em braille</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[braile]]></category>
		<category><![CDATA[Constituição]]></category>
		<category><![CDATA[José Pedro Aguiar-Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[ José Pedro Aguiar-Branco falava após ter dado posse aos membros do Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Assembleia da República anunciou hoje que o Parlamento está a preparar o lançamento de uma edição da Constituição em braille e defendeu que os decisores políticos têm de ouvir os cidadãos com deficiência.</p>
<p>José Pedro Aguiar-Branco falava após ter dado posse aos membros do Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.</p>
<p>No seu discurso, o presidente da Assembleia da República observou que se assinalam 20 anos desde que o Canal Parlamento passou a contar com a tradução simultânea em língua gestual portuguesa.</p>
<p>&#8220;Foi uma escolha desta casa, uma escolha para tornar o Parlamento mais aberto e a democracia mais próxima de todos&#8221;, disse, antes de anunciar um novo passo.</p>
<p>&#8220;Vinte anos depois, os serviços da Assembleia da República estão também a preparar uma edição da Constituição em braille. Mais do que um símbolo, é um compromisso, o compromisso de afirmar que a Constituição pertence a todos os cidadãos. Afirmar, também, que este Parlamento é de todos e que esta democracia é para todos&#8221;, acentuou.</p>
<p>Na parte mais política do seu discurso, José Pedro Aguiar-Branco considerou estranho que &#8220;mais de 60 anos após a Declaração Universal dos Direitos Humanos tenha sido necessária aprovar uma convenção inteiramente nova&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma convenção para especificar e reafirmar os direitos das pessoas com deficiência&#8221;, quando, segundo o presidente do Parlamento, &#8220;devia ser evidente que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tudo isto devia ser evidente, tal como em matéria de acessibilidades, desde os passeios e semáforos das nossas cidades, à sinalização em braile ou à língua gestual portuguesa. As pessoas com deficiência não precisam de favores ou de paternalismo. Nem de fingir que as diferenças não existem. Precisam de respeito e de reconhecimento&#8221;, frisou.</p>
<p>José Pedro Aguiar-Branco acentuou depois a ideia de que &#8220;o respeito começa pela eliminação das barreiras, por criar condições para que todos possam participar em igualdade e por abrir as instituições ao contributo de todos&#8221;.</p>
<p>&#8220;É preciso ouvir quem vive a deficiência. As decisões políticas devem ser construídas em conjunto com todos. Devem ouvir os familiares e os cuidadores informais, ouvir as instituições sociais e as cooperativas de educação e reabilitação&#8221;, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784646]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Silverstone prepara a parada mais improvável da F1: 22 pilotos vão desfilar em carros Lego com 28 mil peças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fórmula 1]]></category>
		<category><![CDATA[Lego]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[silverstone]]></category>
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					<description><![CDATA[Em vez de carros partilhados, cada piloto terá o seu próprio veículo, decorado com as cores da respetiva equipa e com o número usado no campeonato]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fórmula 1 vai trocar, por momentos, os monolugares mais rápidos do mundo por carros feitos de Lego. Antes do Grande Prémio do Reino Unido, em Silverstone, este fim de semana, os 22 pilotos do campeonato vão participar na parada de pilotos ao volante de mini-carros construídos com mais de 28 mil peças cada um.</p>
<p>A iniciativa foi avançada pela &#8216;Top Gear&#8217; e confirmada pela &#8216;Reuters&#8217;, que dá conta de uma nova ação conjunta entre a Fórmula 1 e a Lego, depois de experiências semelhantes noutras provas. Desta vez, porém, o projeto sobe de escala: em vez de carros partilhados, cada piloto terá o seu próprio veículo, decorado com as cores da respetiva equipa e com o número usado no campeonato.</p>
<p>Os carros não são apenas modelos estáticos para fotografia. Cada mini-carro pesa cerca de 280 quilos, dos quais aproximadamente 64 a 65 quilos correspondem a peças Lego, e usa componentes que lhe permitem circular em pista, incluindo pneus de kart. A velocidade máxima ronda os 25 km/h, o suficiente para cumprir a volta de apresentação em Silverstone.</p>
<p>A construção exigiu um trabalho pouco habitual mesmo para os padrões da Lego. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, uma equipa de 20 designers, engenheiros e construtores trabalhou nas instalações da marca em Kladno, na República Checa, acumulando mais de 6.400 horas de montagem para dar forma aos 22 carros.</p>
<p>A ação dá continuidade à aproximação entre a Fórmula 1 e a Lego, duas marcas que têm procurado explorar o lado mais familiar e visual do campeonato. Em 2025, a Lego já tinha levado carros funcionais ao Grande Prémio de Miami e produzido troféus especiais para o Grande Prémio do Reino Unido, numa parceria que tem procurado aproximar a modalidade de públicos mais jovens.</p>
<p>Em Silverstone, o resultado deverá ser uma das imagens mais inesperadas deste fim de semana: pilotos habituados a conduzir carros de centenas de quilómetros por hora a desfilar em versões de Lego que parecem brinquedos, mas que foram suficientemente trabalhadas para circular numa das pistas mais emblemáticas do calendário.</p>
<p>A iniciativa surge num momento em que a Fórmula 1 aposta cada vez mais na dimensão de espetáculo para lá da corrida propriamente dita. A parada de pilotos, normalmente feita em camiões ou carros clássicos, transforma-se assim numa montra de engenharia lúdica, com cada equipa representada por um modelo próprio.</p>
<p>O contraste é evidente. No mesmo fim de semana em que os pilotos procuram décimos de segundo em máquinas de alta tecnologia, a volta mais fotografada poderá ser feita a 25 km/h, em carros construídos peça a peça. Para a Lego, é uma demonstração de escala e criatividade; para a Fórmula 1, uma forma de tornar o paddock mais acessível e partilhável.</p>
<p>A corrida continuará a ser decidida nos monolugares reais. Mas, antes da largada, Silverstone terá uma grelha paralela muito menos rápida e muito mais improvável: 22 carros Lego, cada um com 28 mil peças, prontos para transformar a parada de pilotos numa das imagens mais insólitas da temporada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784657]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump fala em “ménage à trois” com os filhos durante piada sobre a Medalha de Honra e momento torna-se viral: veja o vídeo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:56:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[ménage à trois]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Trump discursou esta quarta-feira durante a visita à biblioteca dedicada a Theodore Roosevelt quando decidiu brincar com a possibilidade de atribuir a si próprio e aos filhos a Medalha de Honra, a mais alta condecoração militar dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a tornar-se viral depois de um comentário estranho feito durante uma cerimónia na Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, em Medora, no Dakota do Norte. O momento, captado em vídeo, envolve os dois filhos mais velhos, Donald Trump Jr. e Eric Trump, e uma referência à Medalha de Honra que rapidamente gerou perplexidade nas redes sociais.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, Trump discursou esta quarta-feira durante a visita à biblioteca dedicada a Theodore Roosevelt quando decidiu brincar com a possibilidade de atribuir a si próprio e aos filhos a Medalha de Honra, a mais alta condecoração militar dos Estados Unidos.</p>
<p>“Agora, quando vejo os meus dois belos filhos ali sentados, acho que vou dar uma a mim próprio, uma a eles, e teremos um &#8216;threesome&#8217; [ménage à trois], está bem?”, disse Trump, perante risos da audiência. A frase, pela escolha da expressão, começou rapidamente a circular nas redes sociais.</p>
<p>O comentário surgiu numa cerimónia em que Trump entregou à biblioteca a Medalha de Honra atribuída postumamente a Theodore Roosevelt. A condecoração tinha sido concedida por Bill Clinton em 2001 e ficará agora exposta no espaço dedicado ao antigo presidente dos Estados Unidos, segundo a imprensa local.</p>
<p>Durante o mesmo momento, Trump disse que gostaria de receber uma medalha, mas que isso não seria permitido. “Fui ter com os meus filhos e disse: ‘Adorava dar uma destas a mim próprio. O que fiz eu para a merecer?’ Eles não se lembraram de nada”, afirmou, antes de prolongar a piada sobre Donald Trump Jr. e Eric Trump.</p>
<p>Trump acrescentou que poderia atribuir aos filhos a Medalha de Honra “por alguma coisa”, sugerindo em tom de brincadeira que poderia ser “pelo génio na caça”. Para si próprio, disse que poderia recebê-la por “enfrentar a Rússia, Rússia, Rússia, ou qualquer coisa”, numa referência recorrente às investigações sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.</p>
<p>O vídeo provocou uma onda de reações nas redes sociais. Alguns utilizadores ironizaram com a formulação usada por Trump, enquanto outros questionaram o contexto da cerimónia e a forma como a Medalha de Honra foi tratada no discurso. O &#8216;The Independent&#8217; destacou comentários de perplexidade, incluindo publicações que classificavam a frase como difícil de acreditar mesmo vendo as imagens.</p>
<p>A Medalha de Honra é a mais alta condecoração militar atribuída pelos Estados Unidos e destina-se a atos de bravura excecional em combate. Por isso, a piada de Trump foi também criticada por quem considerou inadequado associar a distinção militar a comentários sobre si próprio e sobre os filhos.</p>
<p>A visita ao Dakota do Norte fez parte da cerimónia de dedicação da Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, um projeto inaugurado em Medora e integrado nas celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos. A biblioteca deverá abrir ao público a 4 de julho e inclui exposições sobre a vida política, militar e conservacionista de Roosevelt.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Guardian&#8217;, a cerimónia teve uma forte componente simbólica, com Trump a procurar aproximar-se da imagem de Roosevelt enquanto figura de força, patriotismo e liderança. O discurso incluiu elogios ao antigo presidente dos Estados Unidos, mas acabou por ser parcialmente ofuscado pelo comentário viral envolvendo os filhos e a Medalha de Honra.</p>
<p>O episódio junta-se a outros momentos recentes em que declarações improvisadas de Trump ganham maior atenção do que o evento em si. Neste caso, a combinação entre a presença dos filhos, a referência à mais alta condecoração militar dos Estados Unidos e a escolha infeliz da palavra bastou para transformar uma cerimónia institucional em mais um vídeo viral.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784652]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalho de sonho? Empresa paga 2.630 euros por mês para viajar pela Europa e falar com desconhecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:50:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[RiseGuide]]></category>
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					<description><![CDATA[A lista de cidades previstas para o índice inclui Roma, Barcelona, Lisboa, Paris, Dublin, Atenas, Amesterdão e Berlim.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Viajar pela Europa, conversar com desconhecidos e receber um salário por isso. A aplicação de desenvolvimento pessoal RiseGuide está a contratar um “Global Charisma Scout”, uma função criada para avaliar em que cidades europeias é mais fácil iniciar uma conversa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A vaga prevê um pagamento mensal de 3.000 dólares, cerca de 2.630 euros, durante oito semanas. O objetivo é que a pessoa escolhida percorra várias cidades europeias e registe as interações com desconhecidos, avaliando fatores como simpatia, capacidade de conversa e facilidade de abordagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados recolhidos serão depois usados para criar o European Charisma Index, um índice que pretende mostrar onde é mais simples meter conversa com outras pessoas no continente europeu.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa está entre as cidades incluídas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A lista de cidades previstas para o índice inclui Roma, Barcelona, Lisboa, Paris, Dublin, Atenas, Amesterdão e Berlim.</p>
<p class="isSelectedEnd">A pessoa contratada terá de viajar pela União Europeia durante dois meses, viver com uma mala e manter registos das conversas e experiências em cada destino.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além do salário mensal, a RiseGuide irá cobrir voos, hotéis e experiências ao longo da viagem.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem pode candidatar-se</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa procura candidatos enérgicos, comunicativos, independentes e com gosto por conhecer pessoas. Também é necessário ter disponibilidade para viajar na União Europeia durante oito semanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O conhecimento de uma segunda língua será valorizado no processo de candidatura.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como funciona a candidatura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para se candidatar à vaga de Global Charisma Scout, é necessário enviar o currículo e um vídeo com três a quatro minutos a explicar por que razão o candidato seria adequado para a função.</p>
<p class="isSelectedEnd">A candidatura pede ainda ligações para perfis públicos em redes sociais, como Instagram ou TikTok.</p>
<p>O objetivo da RiseGuide é encontrar alguém capaz de testar, na prática, a abertura social de diferentes cidades europeias e transformar essas experiências num retrato comparativo sobre carisma, conversa e contacto humano na Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784648]]></sapo:autor>
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		<title>Fechadas num quarto e rodeadas de excrementos: 16 crianças resgatadas nos EUA de condições “piores do que gado”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:46:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[ohio]]></category>
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					<description><![CDATA[Pais, Gary Siders Jr. e Elizabeth Siders, e os avós das crianças, Gary Siders Sr. e Christina Siders, foram presos e acusados ​​de 17 crimes de maus-tratos a menores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de 16 crianças, todas da mesma família, foi resgatado de uma casa numa área rural do Ohio, nos Estados Unidos, onde foram encontradas em &#8220;condições deploráveis&#8221;, após ficarem confinadas a uma única divisão durante quase quatro anos, relatou esta quinta-feira o site &#8217;20 Minutos&#8217;. </p>
<p>Os pais, Gary Siders Jr. e Elizabeth Siders, e os avós das crianças, Gary Siders Sr. e Christina Siders, foram presos e acusados ​​de 17 crimes de maus-tratos a menores. O resgate das crianças,  cujas idades variavam de 1 a 18 anos, ocorreu após uma investigação sobre negligência e abuso numa casa em Hamden, uma área rural a sudeste de Columbus, Ohio.</p>
<p>Algumas das crianças nunca desenvolveram a fala e eram incapazes até mesmo de dizer os próprios nomes. Várias delas precisaram ser hospitalizadas e permanecem internadas em estado grave, segundo as autoridades. &#8220;Era inconcebível. Diante das evidências, se tivessem esperado mais 24 horas, havia uma probabilidade muito alta de estarmos a lidar com uma ou mais mortes&#8221;, referiu o procurador-geral do Ohio, Andy Wilson, citado pela &#8216;NBC&#8217;: chegou mesmo a descrever a casa como algo saído do terceiro mundo. </p>
<p><strong>O gado &#8220;é mantido em melhores condições&#8221;</strong></p>
<p>A maioria das crianças permaneceu confinada num espaço de aproximadamente 4 x 4 metros, &#8220;onde passaram a maior parte dos últimos quatro anos&#8221;, disse o xerife do condado de Vinton, Ryan Cain.</p>
<p>&#8220;A maior parte do nosso gado é mantida em melhores condições do que estas crianças. Havia uma grande presença de bactérias e excrementos; era simplesmente uma cena repugnante&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Segundo os investigadores, a família Siders residiu em vários condados do Ohio desde 2008 e, durante esse período, evitou ao máximo gerar registos médicos ou governamentais sobre as crianças. </p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784638]]></sapo:autor>
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		<title>NOS lança aplicação gratuita Guia-NOS que dá autonomia a pessoas cegas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:44:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A NOS lançou hoje o Guia-NOS, aplicação gratuita assente em IA dirigida a pessoas cegas e com baixa visão e, em parceria com a Meta, vai disponibilizar 20 óculos inteligentes durante o festival NOS Alive.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NOS lançou hoje o Guia-NOS, aplicação gratuita assente em IA dirigida a pessoas cegas e com baixa visão e, em parceria com a Meta, vai disponibilizar 20 óculos inteligentes durante o festival NOS Alive.</p>
<p>Esta aplicação &#8220;ajuda-nos realmente na nossa autonomia, na nossa independência e faz com que não se note tanto a nossa diferença&#8221;, relatou Francico Dias, 34 anos, que tem uma doença de baixa visão e é um dos que testou a aplicação desde o ano passado.</p>
<p>Até aos 17 anos tinha mais ou menos 95% de visão, mas foi perdendo a visão devido à doença degenerativa, e agora tem &#8220;mais ou menos 7% a 8% de visão&#8221;, referiu à Lusa, à margem do lançamento do Guia-NOS, que teve lugar na sede da NOS, em Lisboa.</p>
<p>&#8220;Foi há um ano, no festival NOS Alive, que testei pela primeira vez e foi isso que realmente me encantou bastante porque quiseram ouvir-nos, perceber quais eram as necessidades que tínhamos e que precisaríamos de colmatar no futuro para que esta aplicação também fosse para a nosso dia a dia, para a nossa vida profissional, para a nossa vida académica ou social&#8221;, salientou.</p>
<p>O Guia-NOS &#8220;é uma aplicação para pessoas cegas ou de baixa visão desenvolvida pela NOS&#8221; e que foi &#8220;melhorada e trabalhada&#8221; no último ano, explicou Margarida Nápoles, diretora de responsabilidade social da NOS.</p>
<p>Em 2025, &#8220;fizemos o primeiro teste piloto da utilização desta aplicação num ambiente com muitas pessoas, portanto, num ambiente festival, é uma aplicação que permite, através da câmara do smartphone e com o recurso de inteligência artificial [IA], ler o mundo que nos rodeia&#8221;, detalhou. A grande novidade é que a aplicação passa a estar disponível nos óculos inteligentes da Meta.</p>
<p>Reconhece texto, expressões faciais, cores, formas, marcas, pelo que é &#8220;uma aplicação que é muito transformadora no dia a dia e na autonomia de uma pessoa que cega e com baixa visão.</p>
<p>A aplicação pode ser descarregada a partir do &#8216;site&#8217; e é disponibilizada gratuitamente a quem dela precisa, cegos e com baixa visão, mediante o preenchimento de um formulário com o certificado multiusos.</p>
<p>Além do lançamento da aplicação, a NOS anuncia também uma parceria com a tecnológica Meta, que vai disponibilizar gratuitamente 20 óculos inteligentes que vão estar ligados ao Guia-NOS para que pessoas cegas e com baixa visão que tenham bilhete para o NOS Alive possam usar. Para o efeito, as pessoas têm de inscrever em www.nos.pt/guia-nos para experimentarem os óculos da Meta com a aplicação.</p>
<p>A abordagem com a Meta para esta parceria &#8220;foi bastante natural porque eu acho que partilhamos da mesma visão&#8221;, de desenvolver &#8216;gadgets&#8217; com um &#8220;propósito maior&#8221;, sublinha Margarida Nápoles.</p>
<p>Os óculos da Meta ainda não estão à venda em Portugal e o que a NOS fez foi &#8220;desenvolver uma aplicação que utilizada juntamente com os óculos que eles têm, que é de facto transformadora&#8221;, disse.</p>
<p>O diretor da NOS Inovação, João Ferreira, explicou que na construção da aplicação esteve envolvida &#8220;uma equipa multidisciplinar, entre 30 a 40 pessoas&#8221;.</p>
<p>Referiu ainda que é preciso ter um &#8216;smartphone&#8217; com a aplicação para usar com os óculos, os quais permitem ler, descrevem o ambiente em redor, ao seu utilizador, sem que as pessoas que estejam à volta oiçam.</p>
<p>&#8220;Todas as funcionalidades que os óculos nos permitem ter é graças à Guia-NOS&#8221; porque &#8220;tem todo o software que está desenvolvido&#8221;, &#8220;sendo complementado com os óculos&#8221;, o que faz com que &#8220;possamos ter noções de todas as descrições à nossa volta, a leitura de algum documento, o que quer que seja, alguma sinalética, no fundo é graças a isso&#8221;, salientou Francisco Dias.</p>
<p>No caso do uso dos óculos, Francisco Dias explicou que este permite mobilidade: &#8220;Andar no meu dia-a-dia, seja nos transportes, seja na rua, ou o que for, faz com que eu consiga ter uma mão livre e isso permite-me ter ainda mais leveza na forma como faço o meu dia-a-dia&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784647]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Ministra do Ambiente pede &#8220;economia de água&#8221; e admite apagões localizados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:36:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A ministra do Ambiente e Energia pediu hoje à população para tentar fazer "uma economia de água" e "usar só mesmo a essencial" por causa do aviso vermelho devido ao calor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Ambiente e Energia pediu hoje à população para tentar fazer &#8220;uma economia de água&#8221; e &#8220;usar só mesmo a essencial&#8221; por causa do aviso vermelho devido ao calor.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas na Galiza, Espanha, onde inaugurou uma nova interligação elétrica entre Portugal e Espanha, Maria da Graça Carvalho observou que há alguns concelhos onde se regista &#8220;uma utilização da água acima do normal&#8221;, pedindo à população alguma parcimónia.</p>
<p>&#8220;Não é uma questão de falta de água nos rios ou nas barragens, não é isso. É nos próprios sistemas de abastecimento porque há uma utilização acima do que é normal. Gostaria de passar essa mensagem às pessoas que tentem, o mais possível, fazer uma economia de água e usar só aquela que é mesmo essencial para a saúde e para o seu dia a dia&#8221;, afirmou a governante.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho manifestou-se ainda preocupada, tal como &#8220;todo o governo&#8221;, com os incêndios.</p>
<p>A ministra referiu ainda a possibilidade de &#8220;sobrecarga da utilização da eletricidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Alguns países da Europa que têm sofrido uma onda de calor tiveram apagões locais devido à utilização da eletricidade. Nós temos uma rede estável e a linha que entrou hoje em funcionamento vem ainda aumentar essa estabilidade da rede&#8221;, observou.</p>
<p>Maria da Graça Carvalho disse esperar &#8220;não ter&#8221; qualquer apagão, mas admitiu que é &#8220;uma possibilidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;É natural que uma sobrecarga de utilização de ar condicionado, de muita utilização elétrica, haja apagões localizados. Temos uma rede neste momento muito resiliente, mas não estamos livres disso poder acontecer, como aconteceu em França e em outros países da Europa&#8221;, disse.</p>
<p>O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, assim como em Santarém e Lisboa, sendo que os últimos dois distritos passam a laranja (o segundo nível) às 23:00 de sexta-feira.</p>
<p>Na sexta-feira, estarão também sob aviso vermelho por causa do calor outros 10 distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Em todos os casos este nível permanece ativo até às 06:00 de domingo.</p>
<p>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</p>
<p>Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</p>
<p>Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.</p>
<p>Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.</p>
<p>Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.</p>
<p>Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784645]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rússia terá usado drones para vigiar instalações nucleares europeias durante 18 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:33:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os investigadores analisaram 144 incidentes em mais de uma dezena de países desde o final de 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Rússia terá conduzido uma campanha coordenada de vigilância com drones contra instalações nucleares e bases militares na Europa ao longo de 18 meses, segundo uma análise do International Institute for Strategic Studies. Os investigadores analisaram 144 incidentes em mais de uma dezena de países desde o final de 2024 e concluíram que os serviços de informação russos terão atuado com “substancial impunidade”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A campanha terá envolvido drones lançados a partir de navios da chamada frota-sombra russa, com operações dirigidas a instalações no Reino Unido, França, Bélgica e Países Baixos. Entre os locais visados estiveram a base britânica RAF Lakenheath, em Suffolk, preparada para receber armas nucleares norte-americanas, e a base francesa de submarinos nucleares em Île Longue, na Bretanha.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório aponta para uma falha estratégica nas defesas aéreas da NATO, concebidas sobretudo para responder a ameaças militares convencionais e não a drones pequenos, de baixo custo e capazes de voar a baixa altitude.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Drones sobre bases aéreas e aeroportos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os drones foram repetidamente avistados sobre bases aéreas e aeroportos europeus, mas nenhum terá sido capturado ou abatido por forças militares ocidentais. Segundo a análise, esta incapacidade deixou várias autoridades europeias sem resposta clara perante os incidentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Charlie Edwards, investigador sénior do IISS, afirmou que todos os governos consultados acolheriam a publicação do relatório, apesar de muitos países europeus se terem mostrado relutantes em acusar publicamente a Rússia de estar por trás das incursões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os episódios analisados estão avistamentos de drones invulgares a baixa altitude sobre a RAF Lakenheath, a RAF Fairford, em Gloucestershire, e pelo menos duas outras bases da força aérea norte-americana em Inglaterra, no final de novembro de 2024. Armas nucleares dos Estados Unidos foram instaladas em Lakenheath em julho de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Navios suspeitos no mar do Norte</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os investigadores admitem que os drones possam ter sido pilotados a partir do petroleiro Seasons 1, no mar do Norte, perto de Essex, ou do cargueiro Hav Dolphin, que estava atracado em Hull na altura dos incidentes. O Hav Dolphin também foi associado a avistamentos de drones numa base de submarinos no norte da Alemanha em maio seguinte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa das ocorrências, um helicóptero da polícia tentou seguir drones que entravam no Reino Unido, mas recuou por razões de segurança. O uso de um laser anti-drone chegou a ser sugerido, mas acabou por não avançar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório indica que muitos drones terão sido lançados a partir de navios em “navegação escura”, ou seja, embarcações que operam ao largo dos países-alvo com os sistemas de transponder desligados. Outros navios poderão ter funcionado como plataformas de recuperação ou repetidores de sinal, usando técnicas de controlo de drones desenvolvidas durante a guerra na Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Base nuclear francesa também foi visada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em dezembro de 2025, cinco drones foram detetados sobre a base francesa de Île Longue, onde está instalado o arsenal de mísseis nucleares lançados a partir de submarinos. Na altura, três navios da frota-sombra ligados à Rússia encontravam-se entre 100 e 200 quilómetros da costa, enquanto o Hav Dolphin estava a cerca de 350 quilómetros, perto da ilha de Wight.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também foram registadas incursões de drones, em novembro e dezembro de 2025, sobre a base de Kleine-Brogel, na Bélgica, e Volkel, nos Países Baixos, onde estão armazenadas armas nucleares norte-americanas lançadas por via aérea. Nesses períodos, navios associados à frota-sombra russa estavam em águas internacionais no mar do Norte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o IISS, é “altamente provável” que o Kremlin tenha conduzido uma campanha coordenada de veículos aéreos não tripulados na Europa, abrangendo mais de uma dezena de países da NATO e também a Irlanda.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Sucessos táticos” para Moscovo e falha estratégica aliada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Charlie Edwards, a campanha representou “uma série de sucessos táticos para o Kremlin” e uma “falha estratégica das defesas aliadas”.</p>
<p class="isSelectedEnd">As motivações russas poderão ter passado pela vigilância nuclear, reconhecimento geral, mapeamento de logística militar e cadeias de abastecimento, bem como desgaste económico e guerra psicológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os avistamentos significativos de drones na Europa atingiram picos no ano passado, com mais de 30 incidentes em setembro e novamente em novembro. A Alemanha foi o país onde se registaram mais ocorrências. Desde que as marinhas europeias começaram a apreender navios da frota-sombra em 2026, os avistamentos parecem ter diminuído.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Incidentes na Dinamarca e na Irlanda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre outros episódios analisados estão vários avistamentos de drones na Dinamarca, em setembro de 2025, que obrigaram ao encerramento do aeroporto de Copenhaga e de outros aeroportos do país. Na altura, quatro petroleiros da frota-sombra navegavam perto da Dinamarca, incluindo o Boracay, apreendido por comandos franceses quatro dias depois.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Boracay foi libertado alguns dias mais tarde, mas a operação revelou que o petroleiro tinha um capitão chinês e dois cidadãos russos ligados ao Moran Security Group, uma empresa militar privada russa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o IISS, a identificação de dois contratados militares privados russos confirmou a militarização de petroleiros da frota-sombra como prática operacional, e não apenas como hipótese. O relatório aponta para uma campanha que se acredita ter sido orquestrada pelo GRU, o principal serviço de informações militares externo da Rússia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os investigadores também referem que quatro drones terão sido avistados a sobrevoar um navio da marinha irlandesa em direção à costa do país, em dezembro de 2025, na noite seguinte a uma visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O navio Vezhen, com bandeira de Malta, navegava a cerca de 50 quilómetros a nordeste de Dublin.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades suecas tinham detido o Vezhen em janeiro de 2025, no âmbito de danos num cabo submarino de fibra ótica, mas libertaram-no depois de o incidente ter sido considerado acidental.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Drones com alcance de centenas de quilómetros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório indica que vários modelos de drones poderão ter sido utilizados na campanha, embora nenhum tenha sido confirmado. Um dos modelos apontados é o Orlan-10, um drone de reconhecimento com alcance operacional de cerca de 480 quilómetros e autonomia de aproximadamente 12 horas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas características permitem que o aparelho seja lançado e pilotado a uma distância considerável dos alvos, dificultando a identificação imediata da origem das incursões.</p>
<p>A análise do IISS descreve, assim, uma campanha prolongada de vigilância aérea que expôs vulnerabilidades nas defesas europeias perante ameaças híbridas, num contexto de crescente tensão entre a Rússia e os países da NATO.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784642]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Ministro não antevê grande impacto na agricultura se onda for passageira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:18:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura disse hoje que a onda de calor que está a atingir Portugal não deverá ter um grande impacto na agricultura, caso seja passageira, e falou na necessidade de um sistema europeu de resseguros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Agricultura disse hoje que a onda de calor que está a atingir Portugal não deverá ter um grande impacto na agricultura, caso seja passageira, e falou na necessidade de um sistema europeu de resseguros.</P><br />
<P>O impacto em &#8220;todas as culturas vai depender da duração e isto demonstra também o risco da atividade agrícola&#8221;, afirmou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em declarações à Lusa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa, até sexta-feira. </P><br />
<P>Em particular no que diz respeito ao setor do azeite, o titular da pasta da Agricultura referiu que a azeitona já está formada e que, por isso, não se espera um grande impacto. </P><br />
<P>Conforme explicou, o calor extremo seria problemático para o olival se tivesse ocorrido em maio ou antes. </P><br />
<P>&#8220;Neste momento, não tem impacto, a não ser que [a onda de calor] se mantenha por muito tempo&#8221;, ressalvou. </P><br />
<P>José Manuel Fernandes falou também na necessidade de a União Europeia ter um sistema de resseguros para atuar em casos de eventos extremos, como tempestades ou calor extremo. </P><br />
<P>Por outro lado, defendeu a importância de melhorar o mercado nacional de seguros, de modo a responder a estas questões, vincando que &#8220;as alterações climáticas estão aí&#8221;.</P><br />
<P>O Governo declarou hoje situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.</P><br />
<P>O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), situado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou ainda para o &#8220;agravamento muito significativo das condições atmosféricas&#8221;.</P><br />
<P>Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países. </P><br />
<P>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024. </P><br />
<P>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</P><br />
<P>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784611]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: PM justifica situação de alerta com &#8220;altas temperaturas&#8221; e diz que acompanhará evolução &#8220;ao detalhe&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:15:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro justificou hoje a situação de alerta decretada pelo Governo "devido às altas temperaturas que o país enfrenta" nos próximos dias e afirmou que irá acompanhar "ao detalhe" a evolução do estado do tempo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro justificou hoje a situação de alerta decretada pelo Governo &#8220;devido às altas temperaturas que o país enfrenta&#8221; nos próximos dias e afirmou que irá acompanhar &#8220;ao detalhe&#8221; a evolução do estado do tempo.</p>
<p>&#8220;Cada um de nós tem a responsabilidade de prevenir e fazer a sua parte. Peço a todos que respeitem as indicações das autoridades. Todos somos necessários para proteger a nossa comunidade e o nosso território&#8221;, refere Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="pt" dir="ltr">Devido às altas temperaturas que o País enfrenta, decidimos decretar a situação de alerta. Acompanho a evolução da situação ao detalhe. <br />Cada um de nós tem a responsabilidade de prevenir e fazer a sua parte. Peço a todos que respeitem as indicações das autoridades. Todos somos…</p>
<p>&mdash; Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) <a href="https://x.com/LMontenegro_PT/status/2072647023291932813?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O Governo declarou hoje situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, após uma reunião com a equipa que integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), situado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde alertou ainda para o &#8220;agravamento muito significativo das condições atmosféricas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para situações de grande emergência, o Governo vai avançar com uma declaração de situação de alerta, que são medidas de exceção para momentos extraordinários e de dificuldades&#8221; e que &#8220;levam também à aplicação de diplomas de exceção&#8221;, afirmou Luís Neves, que pediu a colaboração de todos os cidadãos.</p>
<p>O Governo assinou um diploma, &#8220;com aplicação a partir da meia-noite, para a declaração de situação de alerta&#8221;, que destaca, &#8220;em primeiro lugar, a proibição de acesso e circulação a determinados ou, entre outros, espaços florestais, previamente definidos&#8221;, disse o ministro.</p>
<p>O documento proíbe a realização de queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola e a proibição de realização de &#8220;trabalhos nos espaços florestais, com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais&#8221;.</p>
<p>Luís Neves sublinhou o risco de utilização de motorroçadoras de lâmina, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá frontal, uma vez que podem provocar faíscas e iniciar um incêndio.</p>
<p>Também não é permitido o uso de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, assim como o lançamento de balões com mecha, sendo suspensas &#8220;autorizações que já tenham sido emitidas&#8221;.</p>
<p>Luís Neves anunciou ainda que, a partir de hoje, o CIPO &#8220;interrompe a atividade que vinha tendo do ponto de vista preventivo para passar a estar ao dispor do combate a este flagelo&#8221;.</p>
<p>O CIPO retomará as funções que estava a desempenhar, assim que as condições atmosféricas o permitam, disse o governante, referindo que este comando tem uma &#8220;duração ilimitada&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784627]]></sapo:autor>
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		<title>Gaza prepara primeiras “zonas livres de Hamas” — e Israel pondera nova grande operação antes das eleições</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/gaza-prepara-primeiras-zonas-livres-de-hamas-e-israel-pondera-nova-grande-operacao-antes-das-eleicoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:13:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Imprensa israelita aponta para uma probabilidade crescente de uma nova operação militar em larga escala para eliminar o Hamas antes das eleições israelitas de outubro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chamada Junta de Paz para Gaza prepara-se para lançar, nas próximas semanas, as primeiras zonas humanitárias em áreas da Faixa de Gaza que não estejam sob controlo do Hamas. O plano, impulsionado pela administração de Donald Trump, pretende criar espaços de assistência, alojamento temporário e reconstrução fora da influência do grupo islamista, mas surge num momento de elevada tensão: a imprensa israelita aponta para uma probabilidade crescente de uma nova operação militar em larga escala para eliminar o Hamas antes das eleições israelitas de outubro.</p>
<p>Segundo o &#8216;Israel Hayom&#8217;, a Junta de Paz deverá iniciar um projeto-piloto nas próximas semanas para gerir abrigos humanitários em zonas da Faixa de Gaza consideradas “livres de Hamas”. A primeira instalação deverá abrir perto de Rafah e será apoiada por uma força multinacional, que deverá chegar a Israel nas próximas semanas antes de ser mobilizada no interior do enclave.</p>
<p>A ideia é começar a aplicar o plano de governação e reconstrução de Gaza nas áreas onde o Hamas já não exerce controlo direto. A estratégia tinha sido antecipada pela &#8216;Axios&#8217; em maio, quando responsáveis ligados à Junta de Paz admitiram que o bloqueio das negociações sobre o desarmamento do Hamas obrigava os Estados Unidos e os seus parceiros a avançar com um “plano B”: reconstruir e administrar primeiro as zonas fora do alcance do grupo.</p>
<p>O projeto prevê a criação de grandes armazéns logísticos em comunidades próximas da fronteira de Gaza, destinados a apoiar a distribuição de ajuda e a organização dos abrigos. De acordo com &#8216;Israel Hayom&#8217;, estes espaços deverão funcionar em articulação com uma força multinacional equipada com meios de controlo de multidões e armamento não letal.</p>
<p>A Junta de Paz foi criada no âmbito do plano de Donald Trump para Gaza, apresentado como uma estrutura internacional de transição para supervisionar a governação, a segurança e a reconstrução do território. O plano prevê que Gaza seja administrada temporariamente por um comité palestiniano tecnocrático, com supervisão da Junta de Paz, presidida por Trump. O próprio plano admite que, caso o Hamas atrase ou rejeite a proposta, a ajuda e a reconstrução avancem em zonas “livres de terrorismo” transferidas por Israel para uma força internacional de estabilização.</p>
<p>Mas a execução do plano está longe de ser consensual. A &#8216;Al Jazeera&#8217; noticiou que reuniões discretas sobre o futuro de Gaza decorreram em Chipre, num ambiente marcado por falta de financiamento, desconfiança política e críticas de que a Junta de Paz poderá transformar-se numa autoridade externa de ocupação, em vez de um mecanismo de reconstrução.</p>
<p>As críticas aumentaram depois de o &#8216;The Guardian&#8217; revelar um projeto de resolução que concederia ampla imunidade legal à Junta de Paz, aos seus membros, forças internacionais, contratados e tecnocratas palestinianos. O documento permitiria ainda obter propriedades públicas em Gaza sem compensação. Especialistas em direito internacional alertaram para o risco de falta de responsabilização e de apropriação irregular de bens públicos.</p>
<p>O enviado da Junta de Paz para Gaza, Nickolay Mladenov, já tinha alertado no Conselho de Segurança da ONU para o risco de a atual divisão do território se tornar permanente. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, Mladenov afirmou que mais de dois milhões de palestinianos estão concentrados em menos de metade da Faixa de Gaza, enquanto Israel mantém tropas em cerca de 60% do enclave e o Hamas continua a recusar depor as armas.</p>
<p>É neste cenário que cresce a pressão militar. A imprensa israelita tem alertado para uma probabilidade elevada de Israel avançar com uma nova operação em larga escala contra o Hamas antes das eleições de outubro, caso o grupo continue a resistir ao desarmamento e a impedir que o plano de transição avance no terreno.</p>
<p>O cálculo político pesa. Israel entra nos meses que antecedem as eleições com o futuro de Gaza no centro da disputa interna. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que Gadi Eisenkot, antigo chefe militar israelita, surge como um dos principais desafios a Benjamin Netanyahu, com uma imagem de dureza securitária e uma narrativa pessoal marcada pela guerra em Gaza.</p>
<p>A pressão sobre Netanyahu é dupla. Por um lado, precisa de mostrar que não aceita a recomposição do Hamas em Gaza. Por outro, enfrenta críticas internas por não ter conseguido transformar a vantagem militar israelita numa solução política estável. A Chatham House sublinhou esta semana que as sondagens apontam dificuldades para Netanyahu formar uma coligação e que o primeiro-ministro continua condicionado pelo impacto dos ataques de 7 de outubro de 2023, pela crise dos reféns e pela ausência de uma vitória decisiva sobre o Hamas.</p>
<p>A hipótese de uma nova ofensiva não é nova. A ACLED já tinha indicado em maio que Israel ponderava uma ação militar mais ampla contra o Hamas, embora dependente da posição dos Estados Unidos. A organização avaliava então que uma operação total era improvável sem aprovação americana, mas previa um aumento de ataques seletivos para pressionar o Hamas a aceitar o desarmamento antes das eleições israelitas de outubro.</p>
<p>O &#8216;The Guardian&#8217; noticiou também que Netanyahu ordenou ao Exército israelita que avançasse para o controlo de 70% da Faixa de Gaza, acima da linha definida no cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. A medida foi apresentada como uma forma de aumentar a pressão militar sobre o Hamas, mas foi criticada por agravar a crise humanitária e por contrariar os termos do entendimento anterior.</p>
<p>A questão de fundo continua a ser o desarmamento do Hamas. O plano de Trump assenta nessa condição, mas as negociações estagnaram. O Hamas recusa entregar as armas sem garantias políticas e territoriais, enquanto Israel sustenta que nenhuma reconstrução real pode avançar enquanto o grupo mantiver capacidade militar e administrativa dentro da Faixa de Gaza.</p>
<p>A partir daqui, Gaza pode avançar para dois cenários em simultâneo: a abertura de pequenas zonas humanitárias protegidas pela Junta de Paz e, ao mesmo tempo, uma nova escalada militar israelita destinada a forçar o Hamas a ceder. A tensão entre estes dois caminhos é o ponto mais frágil do plano: a reconstrução começa precisamente quando a ameaça de nova guerra volta a crescer.</p>
<p>Se as primeiras zonas “livres de Hamas” forem abertas, serão o primeiro teste visível à capacidade da Junta de Paz para criar uma alternativa de governação dentro de Gaza. Mas também poderão cristalizar a divisão do território entre áreas sob controlo internacional e israelita e zonas onde o Hamas mantém influência. Para os críticos, esse modelo corre o risco de transformar uma solução temporária numa separação permanente.</p>
<p>O plano, por isso, nasce sob uma contradição evidente. É apresentado como o início da reconstrução de Gaza, mas depende de uma arquitetura de segurança que pode tornar a presença internacional mais militarizada e prolongada. E, se a pressão eleitoral em Israel acelerar uma nova ofensiva antes de outubro, as primeiras zonas “livres de Hamas” poderão surgir não como símbolo de paz, mas como antecâmara de uma nova fase da guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784626]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Como saber se a sua empresa pode receber financiamento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/como-saber-se-a-sua-empresa-pode-receber-financiamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 12:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Amador]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Helena Amador, Team Leader FI Group by EPSA Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Helena Amador, Team Leader FI Group by EPSA Portugal</p>
<p>A pergunta surge com frequência quando uma empresa começa a preparar um novo investimento: haverá algum apoio disponível para este projeto? A resposta nem sempre é evidente. Entre programas nacionais, fundos europeus, avisos regionais e instrumentos setoriais, o financiamento existe, mas nem sempre é fácil perceber onde está, a quem se destina e em que condições pode ser utilizado.</p>
<p>O ponto de partida deve ser a identificação das oportunidades em aberto e consulta das que estão previstas. Programas como o PRR, o PT2030 e Horizonte2030 publicam avisos em diferentes plataformas, o que obriga as empresas a acompanhar várias fontes em simultâneo. Esta dispersão pode dificultar a leitura do calendário de concursos e fazer com que oportunidades relevantes sejam identificadas tarde demais.</p>
<p>É por isso que a monitorização deve ser feita durante a fase de estruturação das necessidades de investimento, e não apenas quando a empresa procura financiamento com urgência.</p>
<p>Depois de identificado um aviso potencialmente relevante, é necessário confirmar se a empresa cumpre as condições de acesso. Alguns requisitos surgem de forma recorrente: não ter dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social, não ter salários em atraso, não estar em processo de insolvência, não ser considerada empresa em dificuldade e apresentar níveis mínimos de autonomia financeira, frequentemente entre os 15% e os 20%.</p>
<p>A elegibilidade da empresa, porém, não basta. O projeto também tem de cumprir as regras do aviso de concurso, e que o projeto está devidamente enquadrado nos objetivos do mesmo. É também necessário verificar o valor mínimo de investimento, as tipologias de despesas elegíveis e eventuais limitações associadas ao início do projeto. Em muitos concursos, por exemplo, a empresa não pode ter assumido compromissos firmes antes da submissão da candidatura, como adjudicações, encomendas ou contratos relacionados com o investimento.</p>
<p>Por fim, é fundamental avaliar a capacidade de execução. A maioria dos concursos não financia 100% do investimento a fundo perdido. Apoia apenas uma parte da despesa, o que significa que a empresa terá de assegurar a componente não financiada e gerir eventuais necessidades de tesouraria até ao recebimento do incentivo. Além da capacidade financeira, deve existir capacidade técnica e recursos humanos habilitados para implementar, acompanhar e justificar o projeto.</p>
<p>Saber se uma empresa pode receber financiamento exige, portanto, mais do que encontrar um aviso aberto, exige confirmar se a empresa é elegível, se o projeto cumpre as regras, se o investimento está em condições de ser apoiado e se existem meios para executar o que será contratualizado.</p>
<p>Sabendo que todos estes pontos podem ser difíceis de analisar, a FI Group by EPSA disponibilizou recentemente o Grantavia, uma plataforma centralizada que reúne avisos de diversos programas nacionais e europeus, abertos e previstos, permitindo uma visão mais integrada das oportunidades disponíveis.</p>
<p>Por isso, antes de procurar financiamento, a empresa deve fazer uma pergunta mais concreta: o projeto está preparado para ser financiado?</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Helena Amador, Team Leader FI Group by EPSA Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Explicador. O medo da guerra acabou no Irão: como o conflito mudou Teerão e o equilíbrio no Golfo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:52:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Tensão voltou a disparar no último fim de semana, depois de dois ataques atribuídos a Teerão contra navios que tentavam usar uma nova rota no Estreito de Ormuz, mais próxima de Omã e desenhada para evitar águas territoriais iranianas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A trégua entre Washington e Teerão voltou a sobreviver, mas o último episódio de tensão no Estreito de Ormuz deixou uma conclusão difícil de ignorar: o Irão que sai deste conflito já não é o mesmo país que foi atacado há quatro meses. Está militarmente desgastado, economicamente pressionado e politicamente mais fechado. Mas também parece menos disposto a aceitar um acordo que o deixe sem margem de negociação.</p>
<p>Segundo uma análise do &#8216;El Confidencial&#8217;, a tensão voltou a disparar no último fim de semana, depois de dois ataques atribuídos a Teerão contra navios que tentavam usar uma nova rota no Estreito de Ormuz, mais próxima de Omã e desenhada para evitar águas territoriais iranianas. Washington respondeu com ataques aéreos, o Irão retaliou e o cessar-fogo ficou indefinido durante vários dias. A &#8216;Reuters&#8217; também noticiou que a escalada elevou a tensão entre os Estados Unidos e o Irão ao ponto mais alto desde o acordo provisório de paz, com ataques a navios e acusações mútuas de violação da trégua.</p>
<p>Na passada segunda-feira, Washington e Teerão anunciaram que não haveria novos ataques. A pausa militar manteve-se, mas a crise expôs a fragilidade do entendimento e a alteração de fundo no comportamento iraniano. A tese central da análise é clara: os Estados Unidos e Israel não conseguiram alcançar o objetivo de quebrar o regime iraniano, embora isso também não signifique que Teerão tenha saído como vencedor absoluto.</p>
<p>O Irão tem as suas capacidades militares convencionais fortemente degradadas e uma economia em situação crítica. A reconstrução será longa, cara e politicamente exigente. Ainda assim, a República Islâmica demonstrou que não pretende regressar ao ponto de partida: um país contido, sob sanções pesadas e sem instrumentos de pressão regional.</p>
<p>Esse resultado contraria o cálculo inicial de Washington e Telavive. A operação conjunta lançada contra o Irão tinha como pressuposto que um regime sem liderança estável, com a economia estrangulada e uma população descontente, poderia entrar em colapso. O artigo recorda que a morte de Ali Khamenei e os golpes contra altos responsáveis, cientistas nucleares e dirigentes políticos pareciam criar condições para uma crise interna profunda.</p>
<p>Mas o efeito foi diferente. Em vez de acelerar uma mudança de regime, a guerra empurrou o país para uma estrutura mais militarizada, mais nacionalista e com menos contenções no uso da força. “A guerra contra o Irão matou o medo da guerra no Irão”, resume Sajjad Safaei, analista iraniano especializado em segurança do Médio Oriente, citado pelo &#8216;El Confidencial&#8217;.</p>
<p>A sucessão de Mojtaba Khamenei avançou com rapidez suficiente para evitar uma paralisia interna. As forças armadas mantiveram coesão, as deserções foram limitadas e o aparelho de segurança ganhou peso político. A República Islâmica que emerge deste período parece menos orientada pela defesa de uma revolução religiosa e mais próxima de um Estado de segurança nacional, liderado por homens formados na Guarda Revolucionária.</p>
<p>Essa transformação já vinha de trás. A erosão da ala mais moralista do regime, sobretudo depois da revolta de 2022 na sequência da morte de Mahsa Amini, abriu espaço a uma elite de segurança mais pragmática, menos preocupada com a retórica revolucionária e mais focada na sobrevivência do Estado. A revista &#8216;Foreign Affairs&#8217; tem defendido uma leitura semelhante, ao sublinhar que a mudança geracional dentro da estrutura de poder iraniana é hoje mais relevante do que os nomes no topo do regime.</p>
<p>O novo poder iraniano é descrito por especialistas como fervorosamente nacionalista, mas potencialmente mais pragmático. Pode admitir alguma flexibilização social se isso alargar a base nacional de apoio. Pode negociar com Washington se precisar de investimento ou alívio económico. Mas tenderá a falar menos de pureza religiosa e mais de soberania, reconstrução, infraestruturas, portos, radares, drones e defesa.</p>
<p>Esta mudança também altera a relação entre o regime e a sociedade. A repressão interna, as mortes e as detenções de manifestantes não desapareceram da memória coletiva. Mas a experiência direta dos bombardeamentos, da destruição de bairros e dos ataques a infraestruturas energéticas tornou a segurança nacional uma questão mais concreta para muitos iranianos. Sob as bombas, a linha entre oposição ao regime e defesa do país tornou-se mais difícil de traçar.</p>
<p>É nesse ponto que o Estreito de Ormuz ganha centralidade. Durante décadas, foi visto como uma via marítima internacional protegida, em última instância, pela superioridade naval dos Estados Unidos. A guerra enfraqueceu essa premissa. Segundo a leitura citada pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, Ormuz passou a ser entendido por vários atores como um ativo estratégico iraniano, e não apenas como um corredor global garantido por Washington.</p>
<p>Os ataques a navios que tentavam usar rotas alternativas não foram dirigidos apenas aos Estados Unidos. A mensagem também foi enviada às monarquias do Golfo: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrain. A guerra mostrou a estes aliados de Washington que uma base americana pode oferecer proteção, mas também pode transformar o território que a acolhe num alvo.</p>
<p>Teerão tentará agora transformar essa perceção num novo equilíbrio regional. O objetivo será garantir que qualquer acordo final reconheça a República Islâmica como parte indispensável da arquitetura de segurança do Golfo, impedindo que o país volte a ser isolado apenas através de sanções, bloqueios navais ou rotas marítimas fora do seu controlo.</p>
<p>Essa estratégia também explica por que motivo Teerão dificilmente aceitará cortar por completo o apoio a aliados regionais como o Hezbollah, as milícias iraquianas ou os Houthis. Para o Irão, estes grupos já não são apenas peças ideológicas do chamado Eixo da Resistência. São instrumentos de defesa que dificultam a concentração de pressão militar norte-americana ou israelita diretamente sobre território iraniano.</p>
<p>A perda da Síria como corredor estratégico, após a queda de Bashar al-Assad, tornou os restantes pontos de influência ainda mais valiosos. Por isso, o fim das hostilidades no Líbano surge como uma exigência central para os dirigentes iranianos. Sem essa profundidade regional, Teerão sabe que fica mais exposto.</p>
<p>A principal lição militar, segundo Safaei, é que o Irão deixará de permitir que Israel ou os Estados Unidos definam sozinhos o ritmo da escalada. A chamada paciência estratégica, usada durante anos por Teerão, é agora vista pelo novo aparelho de segurança como contraproducente. Cada hesitação iraniana teria incentivado novos ataques.</p>
<p>Daqui para a frente, as respostas militares iranianas poderão ser mais rápidas, mais diretas e mais coordenadas com forças aliadas na região. A mensagem, conclui o analista, é que uma próxima guerra dificilmente será um confronto breve e limitado. Poderá transformar-se numa guerra regional de maior escala.</p>
<p>O Irão que sai deste conflito não é, portanto, um país triunfante. Está mais pobre, mais destruído e mais militarizado. Mas também é menos previsível, menos condicionado pelo medo de uma guerra direta e mais determinado a transformar a sua capacidade de perturbação regional em poder político. Para Washington, Telavive e as capitais do Golfo, esse é o dado novo: a guerra não quebrou o regime iraniano. Tornou-o diferente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784613]]></sapo:autor>
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		<title>Trump regressou à Casa Branca — e os negócios da família dispararam entre cripto, imobiliário, bíblias e relógios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[Donald Trump construiu uma parte importante da sua imagem pública como empresário antes de chegar à política. Foi promotor imobiliário, dono de casinos, estrela de televisão e autor de livros de sucesso, entre os quais ‘A Arte da Negociação’]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump construiu uma parte importante da sua imagem pública como empresário antes de chegar à política. Foi promotor imobiliário, dono de casinos, estrela de televisão e autor de livros de sucesso, entre os quais ‘A Arte da Negociação’. Mas o império económico do presidente dos Estados Unidos já não assenta apenas no imobiliário e na marca Trump: nos últimos anos, as criptomoedas, os tokens digitais e os produtos licenciados ganharam peso crescente na fortuna da família.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, a riqueza de Trump é hoje sustentada por dois pilares tradicionais — o imobiliário e a exploração comercial do seu nome — aos quais se somou uma frente mais recente e potencialmente mais controversa: os ativos digitais. O Índice de Bilionários da Bloomberg avaliava recentemente a fortuna do presidente americano em cerca de 7,6 mil milhões de dólares, aproximadamente 7 mil milhões de euros.</p>
<p>A dimensão desta mudança ficou mais clara com a mais recente declaração financeira de Trump. De acordo com a &#8216;Reuters&#8217;, o presidente declarou mais de 1,4 mil milhões de dólares, cerca de 1,3 mil milhões de euros, em receitas ligadas a negócios de criptomoedas, incluindo quase 800 milhões de dólares provenientes da World Liberty Financial, empresa cripto associada à família. A mesma declaração inclui mais de 520 milhões de dólares em vendas de tokens e mais de 250 milhões de dólares ligados à venda de participações na empresa.</p>
<p>O negócio tradicional, porém, continua a ser central. A Organização Trump, atualmente gerida pelos filhos Eric Trump e Donald Trump Jr., controla ou administra hotéis, campos de golfe, torres residenciais e empreendimentos de luxo em vários países. Segundo o próprio grupo, o portefólio inclui hotéis em locais como Nova Iorque, Irlanda, Escócia, Omã, Vietname e Maldivas, além de campos de golfe e edifícios de luxo em diferentes mercados.</p>
<p>Nem todos esses imóveis pertencem diretamente à família Trump. Em muitos casos, o negócio passa por licenciar o nome Trump para empreendimentos de terceiros, transformando a marca num selo de luxo em troca de comissões. É um modelo que permite gerar receitas sem assumir todos os custos de construção e operação, mas que tem sido alvo de críticas por causa dos potenciais conflitos entre interesses privados e decisões políticas.</p>
<p>A OpenSecrets, organização americana que acompanha dinheiro e influência na política, tem sublinhado que Trump manteve os ativos num fundo familiar revogável, em vez de cortar completamente os laços com os seus interesses empresariais. Para os críticos, esse modelo mantém a família numa posição em que pode beneficiar de decisões tomadas durante o exercício de funções públicas.</p>
<p>A própria estratégia de Trump mudou entre os mandatos. Durante a primeira passagem pela Casa Branca, prometeu não assinar novos acordos internacionais para separar os negócios da política. No regresso ao poder, essa linha tornou-se menos rígida. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, Trump afirmou esta semana que não gere diretamente as suas finanças pessoais e que estas são administradas por fundos independentes, respondendo às críticas sobre o crescimento do seu património.</p>
<p>A expansão internacional é particularmente visível no Médio Oriente. O império Trump mantém relações empresariais com promotores e investidores do Golfo, incluindo projetos ou parcerias na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar e em Omã. A região tornou-se um dos centros de crescimento da marca, com hotéis, campos de golfe, empreendimentos residenciais e contratos de licenciamento.</p>
<p>A frente comercial também vai muito além dos imóveis. A holding da família vende produtos associados ao presidente, de polos a bonés. Segundo o &#8216;El País&#8217;, a mais recente declaração financeira indica receitas superiores a 635 milhões de dólares com moedas comemorativas da presidência de Trump, quase 5 milhões de dólares com relógios com o logótipo do presidente e 208 mil dólares com a venda de uma Bíblia associada ao seu nome.</p>
<p>A World Liberty Financial tornou-se, entretanto, uma das peças mais relevantes do novo império. A empresa foi criada antes do regresso de Trump à Casa Branca e envolve os seus filhos. Depois da viagem presidencial ao Médio Oriente, a família assegurou investimentos de grande dimensão: uma empresa com ligações a Abu Dhabi usou a criptomoeda associada à família Trump para investir 2 mil milhões de dólares na Binance, uma das maiores plataformas mundiais de negociação de criptoativos, segundo o &#8216;El País&#8217;.</p>
<p>Os negócios da família também se estendem à Europa. Ivanka Trump e Jared Kushner estão ligados a planos para um complexo residencial e hoteleiro de luxo numa zona exclusiva da Albânia, um projeto que tem gerado oposição local. Ao mesmo tempo, Eric e Donald Jr. continuam a procurar oportunidades em mercados emergentes e em setores estratégicos.</p>
<p>Uma das operações mais sensíveis envolve o Cazaquistão. De acordo com relatos noticiados nos últimos meses, empresas associadas a Donald Trump Jr. e Eric Trump investiram num projeto ligado a uma mina de tungsténio, pouco antes de o Governo americano, liderado por Trump, apoiar um acordo com autoridades cazaques para acesso a um dos maiores depósitos daquele metal crítico. O caso levantou novas dúvidas sobre a fronteira entre diplomacia económica, interesses familiares e política externa.</p>
<p>O resultado é um império mais diversificado, mas também mais exposto ao escrutínio. A fortuna de Trump continua assente no nome que construiu em hotéis, torres e campos de golfe, mas o crescimento recente veio sobretudo de ativos mais voláteis e politicamente sensíveis: criptomoedas, tokens, licenciamento, merchandising presidencial e negócios internacionais em regiões onde a política externa americana tem peso direto.</p>
<p>Para os críticos, esse cruzamento cria um problema estrutural: nunca foi tão difícil separar o presidente do empresário. Para a família Trump, pelo contrário, a expansão é apresentada como prova da força da marca. Entre imóveis, criptoativos, moedas comemorativas, relógios e Bíblias, o negócio Trump tornou-se um caso raro na política moderna norte-americana: uma presidência em que o poder político e o valor comercial do apelido avançam praticamente em paralelo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784594]]></sapo:autor>
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		<title>O que está a travar a construção em larga escala em Portugal?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[construção]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de António Falé, Diretor-Geral da RE/MAX Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por António Falé, Diretor-Geral da RE/MAX Portugal</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A crise da habitação em Portugal já não é uma questão conjuntural. É um problema estrutural que se arrasta há vários anos e cuja principal consequência é, hoje, evidente: faltam casas para responder à procura.</p>
<p>Perante esta realidade, o debate público tende frequentemente a procurar uma causa principal. Uns apontam o licenciamento urbanístico. Outros defendem que o problema está na ausência de incentivos à construção. Mas a verdade é que a dificuldade em aumentar a oferta habitacional resulta de uma combinação de fatores que se reforçam mutuamente.</p>
<p>O licenciamento continua, sem dúvida, a ser um dos maiores obstáculos. Embora existam diferenças significativas entre municípios, os prazos associados à aprovação de projetos continuam a ser, em muitos casos, incompatíveis com a urgência que o mercado exige. Entre pareceres, revisões, exigências administrativas e processos sucessivos, podem decorrer vários anos entre a aquisição de um terreno e o início efetivo da construção.</p>
<p>Este atraso tem consequências económicas diretas. O capital fica imobilizado durante mais tempo, os custos financeiros aumentam e a incerteza cresce. Naturalmente, isso reduz a atratividade de novos investimentos e acaba por refletir-se no preço final das habitações.</p>
<p>Mas seria um erro concluir que o licenciamento explica, por si só, a escassez de oferta.</p>
<p>Os custos de construção registaram aumentos muito significativos nos últimos anos. Matérias-primas, energia, transporte e mão de obra sofreram uma forte pressão inflacionista, tornando muitos projetos financeiramente mais difíceis de executar.</p>
<p>Existe igualmente uma questão relacionada com a rentabilidade dos projetos. Em determinadas localizações, os custos associados ao desenvolvimento imobiliário cresceram de tal forma que muitos empreendimentos apenas se tornam viáveis em segmentos de mercado mais elevados, dificultando a criação de oferta acessível para a classe média.</p>
<p>A fiscalidade é outro elemento que não pode ser ignorado. O setor tem defendido várias medidas que possam estimular a construção e aumentar a viabilidade económica dos projetos, incluindo a revisão de alguns custos fiscais e administrativos associados ao desenvolvimento habitacional.</p>
<p>Importa ainda considerar um fator frequentemente menos discutido: a disponibilidade de solo. Em muitas zonas onde existe maior procura habitacional, a oferta de terrenos urbanizáveis é limitada ou enfrenta restrições que dificultam a rápida expansão da construção. Sem uma estratégia clara de planeamento territorial, aumentar significativamente a oferta continuará a ser um desafio.</p>
<p>A realidade é que Portugal precisa de construir mais. E precisa de construir mais depressa. Ao longo da última década, assistimos a um crescimento consistente da procura habitacional, impulsionado por fatores como a evolução demográfica, a redução da dimensão média dos agregados familiares, a procura internacional e a crescente atratividade das principais áreas urbanas. A oferta, porém, não acompanhou este ritmo.</p>
<p>O resultado é um mercado pressionado, onde os preços continuam condicionados pela escassez de produto disponível.</p>
<p>Por isso, a solução dificilmente passará por uma única medida. Acelerar licenciamentos é importante. Criar incentivos à construção também. Mas será igualmente necessário aumentar a disponibilidade de solo, melhorar a previsibilidade regulatória, reduzir custos de contexto e promover um ambiente mais favorável ao investimento habitacional.</p>
<p>A habitação exige respostas estruturais e de longo prazo. Enquanto o país continuar a discutir apenas qual é o principal obstáculo, corre o risco de ignorar o problema central: a necessidade urgente de criar condições para aumentar significativamente a oferta.</p>
<p>Porque, no final, a questão não é apenas perceber o que está a travar a construção. É garantir que Portugal consegue voltar a construir ao ritmo que as famílias precisam.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de António Falé, Diretor-Geral da RE/MAX Portugal]]></sapo:autor>
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		<title>BCE diz que não são requisitos de capital aos bancos que limitam procura de crédito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:27:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Claudia Buch, rejeitou hoje que os requisitos de capital exigidos aos bancos estejam a restringir a procura de crédito, apontando antes para uma procura mais fraca e maior incerteza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Claudia Buch, rejeitou hoje que os requisitos de capital exigidos aos bancos estejam a restringir a procura de crédito, apontando antes para uma procura mais fraca e maior incerteza.</p>
<p>Numa audiência perante a Comissão dos Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, a responsável alemã defendeu que a manutenção de posições de capital robustas pelo setor bancário é essencial para que tenha capacidade de &#8220;absorver choques, continuar a prestar serviços à economia e, em última instância, apoiar o crescimento&#8221;.</p>
<p>&#8220;O crescimento mais fraco do crédito que observámos em algumas partes da economia reflete uma economia mais fraca e uma maior incerteza, e não restrições decorrentes dos requisitos de capital&#8221;, enfatizou a responsável junto dos deputados, citada pela Efe.</p>
<p>Nesse sentido, a presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE) defendeu que os dados &#8220;mostram que os requisitos de capital adequados não prejudicam a competitividade nem a capacidade de concessão de crédito do setor bancário&#8221;.</p>
<p>A responsável acrescentou que os requisitos para o sistema bancário estão alinhados com o enquadramento do Acordo de Basileia e são comparáveis aos aplicados por outras jurisdições.</p>
<p>Claudia Buch recordou que os requisitos atuais praticamente não sofreram alterações desde 2019 &#8212; não obstante uma redução temporária durante o período da pandemia da covid-19 &#8212; e que as subidas têm sido feitas de forma moderada para a criação de reservas &#8220;que possam ser libertadas em momentos de tensão&#8221;.</p>
<p>Ainda assim, admitiu que o atual quadro pode ser melhorado, em particular com a redução do número de reservas macroprudenciais.</p>
<p>Em termos concretos, Claudia Buch defendeu uma harmonização da implementação nacional dos requisitos para &#8220;evitar sobreposições&#8221;.</p>
<p>Sobre a guerra no Médio Oriente e outros riscos políticos, a responsável considerou ser ainda &#8220;muito cedo&#8221; para perceber o impacto nos balanços dos bancos, mas que o setor aponta para uma manutenção da solidez, forte capitalização e baixos níveis de créditos não produtivos.</p>
<p>Ainda assim, alertou que o menor crescimento &#8220;poderá demorar vários trimestres, ou mesmo anos, a traduzir-se numa menor qualidade dos ativos&#8221;, o que a levou a apelar para as instituições analisarem como os choques podem impactar os seus clientes e os seus sistemas de absorção de perdas ao longo do tempo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784601]]></sapo:autor>
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		<title>Azeite português entre melhores do mundo mas há espaço para crescer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:19:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura e Mar defendeu hoje, em Lisboa, que os azeites portugueses estão entre os melhores do mundo, mas vincou que existe espaço para crescer no mercado europeu, mas também nos EUA ou no Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar defendeu hoje, em Lisboa, que os azeites portugueses estão entre os melhores do mundo, mas vincou que existe espaço para crescer no mercado europeu, mas também nos EUA ou no Brasil.</p>
<p>&#8220;No setor do azeite há muita tecnologia, agricultura de precisão, lagares moderníssimos, conhecimento e formação. Somos dos melhores do mundo e nem sempre temos essa consciência, mas há espaço de crescimento&#8221;, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações à Lusa, à margem do Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa até sexta-feira.</p>
<p>Para o ministro, o facto deste congresso decorrer em Portugal é o reconhecimento da excelência do país e, em particular, deste setor, onde tem havido &#8220;um crescimento brutal&#8221; em termos de produção e de produtividade.</p>
<p>José Manuel Fernandes disse que Portugal tem de reforçar os mercados nos quais o azeite nacional já está presente, mas considerou existirem oportunidades de crescimento não só na Europa, mas também no Brasil e nos EUA.</p>
<p>Questionado se os problemas relacionados com a falta de mão-de-obra e com a instabilidade gerada pela guerra no Médio Oriente podem afetar este crescimento, o governante negou esta possibilidade e falou da mecanização do setor, mas também da &#8220;via verde para a imigração&#8221;, um serviço de migração laboral regulada, através do qual são submetidos pedidos de visto de trabalho para cidadãos estrangeiros, que considerou estar a correr muito bem.</p>
<p>Contudo, o titular da pasta da Agricultura assinalou que o aumento dos custos para os produtores de azeite, devido à guerra, &#8220;é uma evidência&#8221; e que, por isso, é necessário continuar a apoiar os agricultores.</p>
<p>Ainda no que diz respeito ao crescimento do setor, o antigo eurodeputado defendeu a importância da investigação para o combate às doenças que afetam o setor agroalimentar e causam estragos na produção.</p>
<p>Por outro lado, defendeu novas tecnologias de melhoramento das plantas, de modo a que estas se tornem mais resistentes à falta de água, ao vento e a doenças.</p>
<p>&#8220;A União Europeia tem a obrigação de ter soluções e de disponibilizá-las à escala global&#8221;, insistiu.</p>
<p>José Manuel Fernandes referiu ainda que Portugal deve promover-se, mostrando ao exterior as suas empresas.</p>
<p>&#8220;O azeite faz parte do nosso modo de vida, é milenar e a oliveira é uma árvore inspiradora e um símbolo universal&#8221;, rematou.</p>
<p>Portugal recebe, entre hoje e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.</p>
<p>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.</p>
<p>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</p>
<p>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</p>
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