O fumo dos incêndios florestais pode representar um risco para a saúde mesmo quando as pessoas estão longe das chamas. O alerta é deixado por pneumologistas, que recordam que as partículas poluentes libertadas pelos fogos conseguem viajar longas distâncias e agravar doenças respiratórias e cardiovasculares.
Segundo o ’20 Minutos’, o fumo contém partículas finas, conhecidas como PM2,5, além de monóxido de carbono, óxidos de nitrogénio e compostos orgânicos voláteis. Estas substâncias podem penetrar profundamente nos pulmões e, em alguns casos, atingir a corrente sanguínea.
A exposição a este tipo de poluição pode causar inflamação das vias respiratórias e aumentar o risco de complicações em pessoas com problemas de saúde prévios. Entre os sintomas mais frequentes estão irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse, sensação de aperto no peito, pieira e falta de ar.
Os especialistas alertam que o fumo pode desencadear crises de asma, agravar doenças respiratórias crónicas, reduzir a função pulmonar e aumentar o risco de complicações cardiovasculares. Por isso, o problema não deve ser desvalorizado apenas porque o incêndio está distante.
As pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crónica ou outras doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis. Crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças cardiovasculares também devem ter cuidados adicionais durante períodos de maior concentração de fumo no ar.
A principal recomendação é evitar a exposição sempre que a qualidade do ar esteja degradada. Sempre que possível, deve permanecer-se em espaços fechados, manter portas e janelas fechadas e reduzir atividades físicas ao ar livre, sobretudo nas horas em que o cheiro a fumo ou a presença de partículas seja mais evidente.
Quem tem doença respiratória diagnosticada deve manter a medicação habitual e seguir o plano definido pelo médico. Caso surjam sintomas novos, ou se tosse, falta de ar, aperto no peito ou pieira se agravarem, deve ser procurado aconselhamento médico.
O alerta é particularmente relevante em períodos de calor e de maior risco de incêndio, quando o fumo pode afetar zonas afastadas da frente de fogo. Mesmo invisíveis a olho nu, as partículas finas libertadas pelos incêndios podem ter impacto real na saúde respiratória e cardiovascular.














