Emily Murphy, uma administradora nomeada por Donald Trump está a recusar assinar uma carta que permite à equipa de Joe Biden iniciar formalmente a transição de poder esta semana, de acordo com o The Washington Post.
Sempre que é eleito um novo presidente nos Estados Unidos, o responsável pela Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla em inglês) deve assinar uns documentos que garantem o início da transição do poder de um líder para o outro. Os documentos também desbloqueiam fundos e infraestruturas, milhões de dólares, entre outros recursos.
“Agora que a eleição de Joe Biden foi declarada de forma independente, esperamos que a administradora da ASG determine rapidamente Joe Biden e Kamala Harris como Presidente e vice-presidente eleitos”, disse uma porta-voz da equipa de Biden em comunicado, citado pelo The Washington Post.
“A segurança nacional e os interesses económicos dos Estados Unidos dependem da sinalização rápida e clara de que o governo federal respeita a vontade do povo e que está comprometido uma transferência de poder calma e pacífica”, acrescentou.
No entanto, os documentos ainda foram assinados e a vitória de Joe Biden, Presidente, e de Kamala Harris, Vice-Presidente, já foi anunciada este sábado. De acordo com fontes ouvidas pelo The Washington Post, o governo de Trump não tem intenções imediatas de o fazer.
Pamela Pennington, porta-voz da ASG disse que, até agora, “ainda não foi feita qualquer verificação” e que Emily Murphy “vai continuar a cumprir todos os requisitos da lei”.
Desde que a Lei de Transição Presidencial foi assinada, em 1963, nos Estados Unidos, a GSA identifica o vencedor das eleições em poucas horas ou dias depois da votação.













