A 59.ª edição do Rali de Portugal arranca esta quarta-feira com o shakedown em Paredes-Baltar, antes de quatro dias de competição entre o Centro e o Norte do país. A prova, sexta ronda do Campeonato do Mundo de Ralis, disputa-se oficialmente de 7 a 10 de maio, com 23 classificativas, 345,14 quilómetros cronometrados e cerca de 1.862 quilómetros no total, tendo base operacional na Exponor, em Matosinhos, e cerimónia de partida em Coimbra, segundo o guia oficial do Automóvel Club de Portugal.
Este ano, a etapa portuguesa do Campeonato de Portugal de Ralis contará com apenas 14 pilotos nacionais. Integrada na prova mundialista, a competição do CPR fica limitada aos dois primeiros dias de corrida, quinta e sexta-feira, mas será, ainda assim, a etapa mais dura e extensa do calendário nacional.
O pelotão português terá pela frente 10 classificativas e 134,3 quilómetros disputados sobretudo em terra. A exceção será a superespecial da Figueira da Foz, em asfalto, que encerra o primeiro dia competitivo, na quinta-feira.
Rúben Rodrigues lidera, Armindo Araújo parte como favorito
A luta nacional arranca com Rúben Rodrigues, em Toyota Yaris, na liderança do campeonato, depois da vitória na prova de abertura, em Amarante. O piloto soma 25 pontos e chega ao Rali de Portugal no comando das contas do CPR.
Logo atrás surge Armindo Araújo, em Skoda Fabia, a apenas dois pontos. Pela experiência acumulada na prova, parte como um dos grandes favoritos: já foi o melhor português no Rali de Portugal por 14 vezes e conta mesmo com uma vitória à geral.
Entre os restantes candidatos estão Pedro Almeida, em Toyota Yaris, José Pedro Fontes, em Lancia Ypsilon, Pedro Meireles, em Skoda Fabia, Ricardo Teodósio, em Citroën C3, Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, ambos em Hyundai i20.
A competição nacional termina na sexta-feira com Mortágua 2, que funcionará como power stage para as contas do CPR. A partir de sábado, a permanência em prova das equipas portuguesas passa a ser opcional, contando apenas para o título honorífico de melhor piloto luso à geral.
Shakedown antecipado e novidades no calendário
A edição deste ano estende-se por mais um dia do que o habitual. O shakedown, usado pelas equipas para os últimos acertos antes da competição, foi antecipado para esta quarta-feira, às 15h01, em Paredes-Baltar. O troço tem 5,72 quilómetros e decorrerá até às 19h30, segundo o guia do ACP.
Na quinta-feira, a competição começa com duas especiais na região de Aveiro: Águeda/Sever, às 15h05, e Sever/Albergaria, às 16h05. A superespecial da Figueira da Foz encerra o dia, às 18h05. A inclusão de duas classificativas na quinta-feira responde às novas orientações da Federação Internacional do Automóvel sobre a quilometragem total de um dia de prova.
Na sexta-feira, o rali permanece no Centro, com passagem por Mortágua, Arganil, Lousã e Góis. O dia começa às 07h35 com Mortágua 1 e termina às 15h45 com Mortágua 2, power stage do CPR.
O sábado marca o regresso ao Norte, com duplas passagens por Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes, antes da superespecial de Lousada, marcada para as 19h05. No domingo, a decisão fica entregue a Vieira do Minho e Fafe, com a segunda passagem por Fafe a servir de Power Stage do WRC, às 13h15. O programa oficial confirma o pódio final em Fafe, com hora aproximada às 14h15.
Fafe volta a ser a ‘Catedral’ dos ralis
O domingo volta a colocar Fafe no centro das atenções. O troço, conhecido pelo Salto da Pedra Sentada e pelas multidões que acompanham a passagem dos carros, será novamente decisivo na classificação final.
A organização descreve Fafe como uma classificativa curta, mas exigente, marcada por piso de terra frequentemente degradado, zonas rápidas e secções técnicas, obrigando a um compromisso rigoroso na afinação dos carros.
Antes disso, o rali passará por Vieira do Minho, com duas passagens no domingo, às 08h05 e às 10h35, num percurso pela Serra da Cabreira e com o Gerês como pano de fundo. A última passagem por Fafe, às 13h15, fechará a prova ao cronómetro.
GNR monta operação especial de segurança
A GNR prepara a operação “WRC Vodafone Rally de Portugal 2026”, com o objetivo de garantir a ordem pública, encaminhar e conter espectadores nas zonas destinadas ao público, interditar a circulação nas especiais e assegurar a fluidez nos acessos, itinerários de emergência e percursos de ligação.
A prova passa pelas regiões Centro e Norte, abrangendo os distritos de Aveiro, Coimbra, Viseu, Porto, Braga, Vila Real e Viana do Castelo.
A operação da Guarda será desenvolvida em duas fases. A primeira começa no dia anterior à prova e destina-se à interdição da circulação automóvel nos troços, controlo de acessos e preparação do dispositivo. A segunda decorre durante a prova, acompanhando os horários das classificativas, com interdição de veículos não autorizados, contenção do público nas zonas preparadas e bloqueio das áreas interditas.
Zonas Espetáculo só nas áreas autorizadas
O ACP preparou várias Zonas Espetáculo para o público acompanhar a prova em segurança. As áreas destinadas aos espectadores estão assinaladas a verde e todas as restantes zonas são consideradas interditas.
Na generalidade, o acesso às Zonas Espetáculo será permitido cerca de cinco horas antes da passagem do primeiro concorrente, permitindo uma deslocação mais tranquila do público. A organização recomenda que os espectadores respeitem as indicações da GNR e dos marshals.
Algumas Zonas Espetáculo terão acesso facilitado para cidadãos com mobilidade reduzida, desde que os veículos estejam devidamente identificados com o respetivo dístico.
Além dos mapas e guias de espectador, a prova disponibiliza informação oficial em tempo real através da aplicação Sportity, com o código WRCPOR26, onde podem ser consultados horários, classificações, listas de inscritos, mapas, penalizações e comunicados oficiais.
Calendário resumido da prova
Esta quarta-feira fica reservada ao shakedown em Paredes-Baltar. Na quinta-feira, o rali passa por Águeda/Sever, Sever/Albergaria e Figueira da Foz. Na sexta-feira, o centro da prova está em Mortágua, Arganil, Lousã e Góis.
No sábado, a caravana segue para Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante, Paredes e Lousada. No domingo, a decisão passa por Vieira do Minho e Fafe, com a Power Stage final a encerrar a 59.ª edição do Rali de Portugal.
Entre o regresso de troços emblemáticos, a luta nacional com 14 pilotos e a habitual romaria dos adeptos, o Rali de Portugal volta a ligar o Centro e o Norte do país numa das maiores provas desportivas realizadas em Portugal.




