A Guiana é um pequeno país que, em poucos anos, viu seu PIB per capita em paridade de poder de compra saltar de um nível inferior ao da Venezuela para quase igualar o dos EUA, uma das nações mais ricas do mundo. Apesar dos números impressionantes, essa riqueza não se traduziu diretamente em bem-estar para a população guianense.
Localizada ao norte do Brasil e a leste da Venezuela, a Guiana ganhou destaque internacional após a descoberta de 11 mil milhões de barris de petróleo pela Exxon Mobil em 2015. A extração massiva desse petróleo começou em 2019, transformando a economia do país, explica o ‘elEconomista’.
Em 2022, o PIB da Guiana cresceu 62,3%, o maior do mundo, e continuou a subir em 2023 e 2024. O valor da economia saltou de 5,4 mil milhões de dólares em 2019 para 21,18 mil milhões de dólares hoje.
Embora o PIB per capita da Guiana tenha atingido níveis comparáveis aos dos EUA, a realidade para muitos guianenses ainda é de pobreza. A maior parte dos lucros do petróleo é direcionada para os acionistas da Exxon Mobil e para um fundo soberano, inspirado no modelo norueguês, que visa garantir a sustentabilidade económica futura. Apenas uma fração desses recursos chega diretamente à população, melhorando o padrão de vida de alguns, mas não de todos.
A Guiana tem feito progressos significativos, como a construção de estradas, hospitais e escolas, e a implementação de programas de habitação e saúde. No entanto, a distribuição desigual da riqueza gerada pelo petróleo significa que muitos cidadãos ainda não sentem os benefícios desse boom económico.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a gestão dos recursos naturais pela Guiana, destacando a importância das reformas econômicas para evitar o superaquecimento da economia.
Embora os desafios sejam muitos, a Guiana está no caminho certo para transformar a sua economia. O fundo soberano, se bem gerido, pode assegurar que os recursos do petróleo beneficiem gerações futuras.














