O Governo falhou no apagão? 41% dos portugueses reprovam gestão da crise

Mais de 41% dos portugueses considera que o Governo falhou na gestão do apagão que afetou Portugal e Espanha no passado dia 28 de abril.

André Manuel Mendes

Mais de 41% dos portugueses considera que o Governo falhou na gestão do apagão que afetou Portugal e Espanha no passado dia 28 de abril.

A conclusão é de um inquérito realizado pelo Portal da Queixa a cerca de 3 mil consumidores, que aponta ainda a falta de comunicações (84%) e a ausência de apoio ou informação (57%) como as principais dificuldades enfrentadas durante a interrupção de serviços.

O inquérito, conduzido entre os dias 29 e 30 de abril, revela a perceção negativa generalizada sobre a forma como as entidades públicas lidaram com a crise. Apenas 19% dos inquiridos aprovou a resposta das autoridades, enquanto 41% considera que o Governo e os organismos públicos falharam.

O colapso energético e comunicacional afetou profundamente o quotidiano dos cidadãos. A maioria encontrava-se em casa (48,2%) ou no local de trabalho (33,2%) quando o apagão ocorreu, e muitos referem que o impacto se fez sentir também ao nível emocional, com dificuldades em contactar familiares, aceder a informação ou tomar decisões com base em dados fiáveis.

Entre as operadoras de telecomunicações, a Digi foi a mais visada: só no dia seguinte ao apagão, foram registadas 504 reclamações na plataforma. A operadora foi ainda a última a retomar os serviços na totalidade, de acordo com o Portal da Queixa.

Continue a ler após a publicidade

Questionados sobre a principal lição a retirar desta crise, 42,1% dos inquiridos defenderam a necessidade de melhorar a comunicação em tempo real. Seguem-se a garantia de condições mínimas de conforto (22,6%) e a prestação de apoio célere à população (21,1%).

O inquérito envolveu 2829 participantes, dos quais 98% são de nacionalidade portuguesa.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.