O futuro precisa que universidades, empresas e governo unam forças

O surgimento de tecnologias como o blockchain, a Inteligência Artificial e a cloud significa que muitas competências digitais foram incorporadas em diferentes empregos ao longo dos anos. A pandemia de Covid-19 não mudou apenas de forma drástica a forma como vivemos e trabalhamos, aumentando a nossa dependência das tecnologias digitais, mas exacerbou também a procura por talentos atuais e potenciais com experiência digital. No entanto, nenhuma empresa, governo ou instituição tem a capacidade para resolver sozinho um desafio desta escala – trata-se de algo que irá exigir uma verdadeira parceria. Causar impacto é o papel de todas as partes interessadas – governo, empresas e educação.

O nosso novo mundo digital gira em torno de todas as pessoas que tenham as competências para participarem nele. O investimento imediato e sustentado em competências digitais é, portanto, fundamental para a recuperação económica global da pandemia e para um crescimento resiliente. Um estudo recente da Accenture estima que, até 2028, os países do G20 poderiam perder 11,5 biliões (trillion) de dólares de crescimento cumulativo do PIB se a crescente lacuna de competências digitais não for abordada.

A pandemia apresentou-nos uma oportunidade única para se repensar a educação digital e entregar numa entusiasmante evolução das empresas e da sociedade, que garantam o crescimento, inovação e felicidade na mesma medida. Para que isso aconteça, as instituições de ensino e as empresas têm um papel importante a desempenhar em conjunto, para que se fomente uma cultura de aprendizagem contínua e se proporcionem oportunidades digitais para todos.

Aprender a partir de qualquer lugar

Mesmo antes da pandemia, o impacto da transformação digital no espaço cívico e no mundo do trabalho resultou numa grande desconexão entre os sistemas de educação e as necessidades das economias e sociedades globais. Em muitas regiões, a disparidade entre os cursos que as instituições oferecem e a necessidade em termos de força de trabalho futura está a crescer em vez de diminuir. No Reino Unido, por exemplo, um número menor de licenciados em cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação está a aumentar ainda mais a tensão no pipeline de competências digitais.

Com razão, as instituições e os programas de ensino têm incentivado a construção de carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidos pela sigla STEM. Cada vez mais, o acesso a tecnologias relevantes e o desenvolvimento de competências digitais serão essenciais para oferecer educação e formação de elevada qualidade, tanto na vida como para o local de trabalho.

A pandemia pode não ter criado novos motivos para as instituições de ensino mudarem a forma como fazem negócios, mas acelerou rapidamente o processo. Após a pandemia, podemos esperar ver mais instituições a tornarem-se digitalmente mais flexíveis, a oferecerem aos alunos mais serviços online e desenvolverem uma maior preparação para a carreira. Particularmente em lugares onde um grande número de alunos trabalha enquanto aprende, é importante oferecer cursos de formação híbridos para garantir a conveniência.

Preparar os colaboradores para os empregos do futuro

Tal como as instituições de ensino, o local de trabalho não voltará a ser como era antes da pandemia. O nosso novo mundo digital apresenta uma grande oportunidade para as empresas repensarem como são as equipas ágeis. Ao construírem programas de formação à medida com base não no que eles consideram que os trabalhadores deveriam saber, mas no que os trabalhadores realmente desejam e precisam de saber, as empresas podem criar uma cultura de trabalho flexível que capacita todos a se conectarem, a aprenderem e a progredirem a partir de qualquer lugar.

Abordar a lacuna de competências digitais é vital para aumentar a competitividade dos negócios, o desempenho e a satisfação dos colaboradores e a experiência do cliente. Ao promover carreiras em tecnologia como uma plataforma para um progresso justo, executando programas de longo alcance que quebram as barreiras para a requalificação e redefinindo o recrutamento para se concentrar menos na educação tradicional e mais nas competências, as empresas podem dar início a funções digitais para um grupo de talentos mais amplo e diverso, e gerar um impacto socioeconómico mais positivo.

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