A semana passada ficou marcada por uma grande desvalorização dos ativos de risco, à medida que as preocupações sobre o setor bancário foram diminuindo.
David Brito, Diretor-Geral da Ebury, explicou à Executive Digest que, no período em análise, o dólar caiu contra todas as principais moedas, exceto o iene japonês, “à medida que os investidores se iam afastando dos fundos de mercado monetário e realocavam os seus investimentos a ativos de maior risco”.
Neste cenário, os mercados emergentes valorizaram, liderados pelos mercados latino-americanos.
“O foco do mercado está a mudar das notícias sobre o sector bancário para os dados económicos. Esta será uma semana tranquila, à medida que os feriados se aproximam”, explica David Brito.
O Diretor-Geral da Ebury considera ainda que a atenção esta semana estará centrada no relatório de emprego dos EUA, na sexta-feira, onde será interessante ver a reação ao corte maciço da produção petrolífera, anunciado durante o fim-de-semana pela OPEP, para além do enorme pico nos preços do petróleo.
Na Zona Euro, sublinha-se que, apesar de a inflação continuar a cair, a inflação subjacente atingiu mais um recorde em março, tendo subido para os 5.7%, mais de 3% do que a meta definida pelo Banco Central europeu (BCE).
“O facto de os receios bancários na Zona Euro parecerem ter desaparecido, deixará ao banco central muito espaço de manobra para alcançar a Reserva Federal no que toca a subidas da taxa de juro nos próximos meses”, consideram.








