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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Jun 2026 09:43:23 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Portugueses procuram cada vez mais casas abaixo dos 308 mil euros e mudam foco para novos concelhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:43:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A procura por habitação em Portugal continua a crescer de forma expressiva, mas os compradores estão cada vez mais atentos à acessibilidade dos preços e a direcionar as pesquisas para concelhos onde os valores procurados permanecem abaixo da média nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procura por habitação em Portugal continua a crescer de forma expressiva, mas os compradores estão cada vez mais atentos à acessibilidade dos preços e a direcionar as pesquisas para concelhos onde os valores procurados permanecem abaixo da média nacional. A conclusão resulta de uma análise divulgada pelo Imovirtual, que revela uma mudança gradual no comportamento dos utilizadores, com maior interesse por mercados situados fora dos principais centros urbanos.</p>
<p>De acordo com os dados do portal imobiliário, a procura nacional por apartamentos e moradias para compra aumentou 147% nos últimos três meses em comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de pesquisas passou de cerca de 170 mil para 422 mil. Em simultâneo, o preço médio procurado pelos utilizadores subiu 14,2%, passando de 270.198 euros para 308.488 euros.</p>
<p>Segundo o comunicado do Imovirtual, é precisamente nos concelhos onde o preço médio procurado se mantém abaixo dos 308.488 euros que se observam alguns dos maiores aumentos de procura. Entre os mercados que mais cresceram destaca-se Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, que registou uma subida de 438% nas pesquisas. Neste concelho, o preço médio procurado situa-se nos 164.824 euros, valor cerca de 46,6% inferior à média nacional.</p>
<p>Também os Açores surgem entre os territórios com maior crescimento, apresentando uma subida de 432% nas pesquisas e um preço médio procurado de 290.714 euros, cerca de 5,8% abaixo da média nacional. Seguem-se Valença, com um crescimento de 356% e um preço médio procurado de 203.716 euros, e Paços de Ferreira, onde as pesquisas aumentaram 292%, para um valor médio procurado de 281.417 euros. Castelo de Paiva integra igualmente este grupo, com uma subida de 284% e um preço médio de 252.602 euros, aproximadamente 18% abaixo da média nacional.</p>
<p>Citada no comunicado, Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, considera que o mercado está a revelar uma procura mais estratégica. Segundo a responsável, “a procura por casa continua muito ativa, mas também mais orientada por critérios de acessibilidade”. Acrescenta ainda que, numa altura em que o preço médio procurado a nível nacional já ultrapassa os 308 mil euros, os concelhos onde os compradores pesquisam imóveis abaixo desse valor estão a ganhar importância, demonstrando que muitas famílias procuram “maior equilíbrio entre preço, espaço e localização”.</p>
<p>A análise identifica igualmente vários concelhos que combinam crescimento elevado com um volume significativo de pesquisas. Guimarães destaca-se com 6.405 pesquisas, um aumento de 248% e um preço médio procurado de 255.856 euros, cerca de 17% abaixo da média nacional. Já Viana do Castelo registou 3.339 pesquisas, um crescimento de 236% e um valor médio procurado de 267.976 euros, aproximadamente 13% abaixo da referência nacional.</p>
<p>Na Área Metropolitana do Porto e zonas envolventes, Matosinhos mantém um forte dinamismo, contabilizando 12.618 pesquisas e uma subida de 222%. Apesar da elevada procura, o preço médio procurado situa-se nos 299.696 euros, permanecendo 2,9% abaixo da média nacional. Penafiel e Santo Tirso também registaram crescimentos superiores a 220%, com preços médios procurados de 285.244 euros e 281.349 euros, respetivamente.</p>
<p>Os dados revelam ainda que a procura abaixo da média nacional está fortemente associada a habitações familiares de maior dimensão. Em 15 dos 20 concelhos analisados pelo Imovirtual, a tipologia mais procurada é a moradia T4, um indicador de que muitos compradores estão a procurar mais espaço sem ultrapassar determinados limites orçamentais.</p>
<p>O interior do país continua igualmente a captar interesse de quem procura preços mais competitivos. Concelhos como Fornos de Algodres, Gavião e Figueiró dos Vinhos apresentam preços médios procurados entre cerca de 104 mil e 156 mil euros, valores que ficam entre 50% e 66% abaixo da média nacional registada no período analisado.</p>
<p>No conjunto, os dados do Imovirtual apontam para um mercado imobiliário em forte crescimento, mas também para uma mudança clara nas prioridades dos compradores. A procura continua intensa, porém cada vez mais orientada para concelhos onde seja possível encontrar um melhor equilíbrio entre orçamento disponível, espaço habitacional e localização, numa altura em que o acesso à habitação permanece um dos maiores desafios para muitas famílias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781464]]></sapo:autor>
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		<title>CTT levam inovação portuguesa ao palco internacional e são distinguidos com quatro galardões em Atenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:37:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[CTT]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
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					<description><![CDATA[Os CTT – Correios de Portugal foram distinguidos com quatro prémios nos World Post &#038; Parcel Awards, uma das mais relevantes competições internacionais do setor, reforçando a posição da empresa no processo de transformação e adaptação a um mercado logístico em rápida evolução.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os CTT – Correios de Portugal foram distinguidos com quatro prémios nos World Post &amp; Parcel Awards, uma das mais relevantes competições internacionais do setor, reforçando a posição da empresa no processo de transformação e adaptação a um mercado logístico em rápida evolução.</p>
<p>“Estes quatro prémios reconhecem uma transformação profunda dos CTT, que vai para além da reinvenção do modelo de negócio e assenta, também, na nossa capacidade de inovar e de integrar tecnologia para nos diferenciarmos na última milha e tornarmos a rede física e digital mais integrada e acessível. É o talento das nossas equipas que sustenta esta evolução e que afirma os CTT, em Portugal e internacionalmente, como um operador logístico de referência”, destacou o CEO dos CTT, Guy Pacheco, na respetiva cerimónia que decorreu em Atenas, na Grécia.</p>
<p>Entre os projetos premiados está a Rede de Entrega de Dupla Velocidade (DSD), vencedora na categoria de Melhor Solução Alternativa de Entrega. O modelo introduz uma lógica de níveis de serviço diferenciados, ajustados à urgência das encomendas, permitindo maior eficiência operacional através da otimização de rotas e da gestão mais flexível da capacidade de distribuição.</p>
<p>Na categoria de Melhor Estratégia de Inovação, foi distinguido o projeto Galaxy, que visa transformar a rede de retalho dos CTT num ecossistema digital integrado, mais fluido e centrado numa experiência omnicanal. Já o prémio de Melhor Solução Tecnológica foi atribuído ao Ecossistema Self-Service, uma plataforma disponível 24 horas por dia que evoluiu de um sistema de cacifos para uma rede urbana multifuncional, com serviços que vão da recolha e devolução de encomendas ao armazenamento refrigerado e serviços digitais.</p>
<p>A empresa recebeu ainda o galardão de Evolução Postal, que reconhece a sua capacidade de reinvenção ao longo do tempo, conciliando a sua história com uma estratégia contínua de inovação e modernização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781472]]></sapo:autor>
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		<title>Europa deve estar preparada para mais casos importados de ébola mesmo que risco seja &#8220;baixíssimo&#8221;, alerta especialista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:31:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A confirmação do primeiro caso de ébola em território europeu está a levar as autoridades de saúde a reforçar a vigilância, embora os especialistas sublinhem que o risco de propagação na Europa permanece extremamente reduzido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A confirmação do primeiro caso de ébola em território europeu está a levar as autoridades de saúde a reforçar a vigilância, embora os especialistas sublinhem que o risco de propagação na Europa permanece extremamente reduzido. O caso foi identificado em França e envolve um médico humanitário que regressou da República Democrática do Congo, onde decorre desde maio um surto da variante Bundibugyo do vírus do ébola. O profissional de saúde foi colocado em isolamento numa unidade especializada e encontra-se estável.</p>
<p>Em declarações à <a href="https://www.sabado.pt/ciencia---saude/detalhe/caso-de-ebola-em-franca-paises-europeus-devem-estar-preparados-mas-risco-baixissimo" target="_blank" rel="noopener">revista Sábado</a>, a infecciologista Margarida Tavares considerou que o risco para a Europa é “baixíssimo”, recordando que esta não é a primeira vez que profissionais envolvidos em missões humanitárias são transferidos do Congo para países como Estados Unidos, Espanha ou Alemanha após infeção. Segundo a especialista, a transmissão nestes contextos é rara e a mortalidade entre profissionais evacuados é significativamente inferior à observada nas regiões afetadas pelo surto. As autoridades francesas iniciaram igualmente uma investigação para identificar eventuais contactos de risco, embora tenham assegurado que não existe motivo para alarme entre a população.</p>
<p>A especialista explicou que a variante Bundibugyo apresenta um período de incubação que pode variar entre dois e 21 dias e destacou que, de acordo com a evidência científica disponível, não existe transmissão da doença antes do aparecimento dos sintomas. Margarida Tavares atribui a rápida disseminação observada no Congo a fatores específicos daquela região, incluindo a demora na identificação inicial do surto, a escassez de equipamentos de proteção individual e determinados rituais fúnebres que envolvem contacto direto com pessoas falecidas, numa fase de elevada capacidade de transmissão do vírus. Para a médica, os países europeus devem manter sistemas de vigilância preparados, identificar profissionais que regressam de zonas afetadas e garantir que hospitais e equipas de saúde dispõem dos meios necessários para responder a eventuais casos importados.</p>
<p>Nos casos confirmados, os doentes devem permanecer isolados durante 21 dias sob acompanhamento especializado e com recurso a equipamentos de proteção adequados. Embora não existam vacinas ou medicamentos específicos dirigidos à variante em causa, a infecciologista sublinha que há tratamentos de suporte capazes de melhorar significativamente o prognóstico dos pacientes. O acompanhamento médico centra-se no controlo dos sintomas e na proteção de funções vitais, numa doença que pode evoluir de sintomas iniciais, como dores musculares e de cabeça, para vómitos, diarreia, desidratação grave e, nos casos mais severos, hemorragias internas e externas. A identificação e monitorização dos contactos de risco é igualmente considerada essencial para evitar novas cadeias de transmissão.</p>
<p>Entretanto, a situação epidemiológica continua a agravar-se na República Democrática do Congo. Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde, a variante Bundibugyo já provocou 1.048 infeções e 267 mortes, tendo sido registadas 112 recuperações. A província de Ituri concentra a maioria dos casos. A OMS associa a rápida propagação ao contexto humanitário e de conflito vivido na região, marcado por dificuldades de acesso a cuidados de saúde, água potável, alimentação e proteção básica. Também o Uganda registou infeções associadas ao surto, contabilizando até agora 20 casos e duas mortes. O ébola é uma febre hemorrágica grave, com uma taxa de mortalidade que pode variar entre 25% e 90%, sendo transmitido através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, bem como por superfícies e objetos contaminados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781434]]></sapo:autor>
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		<title>Chega acelera &#8216;Lei da Burca&#8217; e quer aprovação final antes das férias parlamentares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:04:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Chega pretende acelerar a tramitação parlamentar da proposta que visa proibir a ocultação do rosto em espaços públicos, frequentemente designada como “Lei da Burca”, com o objetivo de garantir a sua aprovação final antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para as férias de verão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Chega pretende acelerar a tramitação parlamentar da proposta que visa proibir a ocultação do rosto em espaços públicos, frequentemente designada como “Lei da Burca”, com o objetivo de garantir a sua aprovação final antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para as férias de verão. A iniciativa, aprovada na generalidade em outubro passado, esteve vários meses sem avanços na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, mas o partido solicitou agora o agendamento da discussão e votação na especialidade.</p>
<p>Segundo informações avançadas <a href="https://expresso.pt/parlamento/2026-06-24-lei-da-burca-chega-pede-agendamento-e-quer-aprovacao-final-antes-das-ferias-parlamentares-4a1ad495" target="_blank" rel="noopener">pelo Expresso</a>, o pedido foi apresentado na reunião de mesa e coordenadores da comissão parlamentar competente, procurando viabilizar a conclusão do processo legislativo ainda durante a atual sessão. A presidente da comissão, Paula Cardoso, deputada do PSD, admitiu que o tema possa ser discutido já na próxima semana, embora o calendário dependa da eventual realização de audições, da apresentação de propostas de alteração ou de pedidos de adiamento por parte dos grupos parlamentares.</p>
<p>A responsável explicou que, caso não sejam requeridas audições nem introduzidas alterações ao texto, a proposta poderá mesmo seguir diretamente para votação. Já fonte do grupo parlamentar do Chega não esclareceu se o partido pretende ouvir entidades externas durante esta fase do processo. A proximidade do encerramento dos trabalhos parlamentares, previsto para daqui a cerca de duas semanas, sugere, contudo, uma tentativa de encurtar os prazos e acelerar a aprovação de uma das iniciativas mais controversas da legislatura.</p>
<p>A proposta foi aprovada na generalidade a 17 de outubro com os votos favoráveis de PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS. PAN e JPP optaram pela abstenção, enquanto PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda votaram contra. Além da oposição dos partidos à esquerda, a iniciativa recebeu pareceres negativos de várias entidades, incluindo o Ministério Público, o Conselho Superior do Ministério Público, a Ordem dos Advogados e a Associação de Mulheres Juristas. Estas instituições alertaram para potenciais conflitos com direitos e garantias constitucionalmente protegidos, nomeadamente a liberdade religiosa, a liberdade de culto, o direito à identidade pessoal e a proibição da discriminação, além de levantarem dúvidas sobre a proporcionalidade e eventual arbitrariedade das coimas previstas na proposta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781439]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: O que está por trás do regresso da inflação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:55:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[explicador]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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		<category><![CDATA[Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Os mercados financeiros atravessam um período marcado por forças contraditórias, com o entusiasmo em torno da inteligência artificial (IA) a impulsionar os ativos de risco, enquanto as tensões geopolíticas e energéticas continuam a alimentar pressões inflacionistas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os mercados financeiros atravessam um período marcado por forças contraditórias, com o entusiasmo em torno da inteligência artificial (IA) a impulsionar os ativos de risco, enquanto as tensões geopolíticas e energéticas continuam a alimentar pressões inflacionistas.</p>
<p>A análise é de Mauro Ratto, cofundador e co-diretor de investimentos da Plenisfer Investments, que alerta para o risco de os mercados estarem a subavaliar um cenário de estagflação mais persistente.</p>
<p>No início de 2026, o consenso dos investidores apontava para uma desaceleração da inflação, cortes nas taxas de juro e um contexto favorável para o mercado obrigacionista. No entanto, a evolução dos últimos meses contrariou essas expectativas. Por um lado, o investimento em inteligência artificial continua a sustentar a valorização dos mercados e a reforçar a narrativa de excecionalismo da economia norte-americana. Por outro, as tensões geopolíticas e os novos desafios energéticos mantêm os riscos inflacionistas elevados e aumentam a probabilidade de as taxas de juro permanecerem altas durante mais tempo.</p>
<p>A Plenisfer Investments destaca ainda sinais de enfraquecimento nos motores tradicionais do crescimento global. Apesar da resiliência demonstrada pelos Estados Unidos, esta continua dependente da capacidade do país para atrair capital internacional, sustentando simultaneamente o estatuto privilegiado do dólar e as elevadas valorizações dos ativos financeiros. Contudo, segundo Mauro Ratto, os investidores começam a questionar se esta posição poderá ser mantida indefinidamente, abrindo espaço para um sistema monetário mais multipolar.</p>
<p>Neste contexto, o especialista considera que os investidores em rendimento fixo devem adotar uma abordagem mais flexível, tanto em termos de duração das carteiras como de exposição geográfica e cambial. Em vez de seguirem alocações tradicionais de referência, desenhadas para um regime económico diferente, os investidores deverão procurar novas fontes de diversificação.</p>
<p>Embora o dólar deva continuar a desempenhar um papel central no sistema financeiro global nos próximos anos, a sua função como ativo-refúgio tende a tornar-se mais seletiva. Paralelamente, os mercados emergentes mostram-se menos dependentes do financiamento em dólares do que em ciclos anteriores. Para a Plenisfer Investments, oportunidades em dívida em moeda local, segmentos menos explorados do universo soberano e ativos reais capazes de preservar o poder de compra poderão contribuir para a construção de carteiras mais resilientes num cenário de maior incerteza.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781435]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Agente da PSP acusado de integrar grupo neonazi tinha bomba para drone e explosivos militares</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/agente-da-psp-acusado-de-integrar-grupo-neonazi-tinha-bomba-para-drone-e-explosivos-militares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O engenho, produzido com recurso a impressão 3D, incluía um fulminante ativo, carga explosiva e metralha esférica incorporada num polímero destinado a aumentar o potencial destrutivo da explosão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agente da PSP acusado de desempenhar um papel central no Movimento Armilar Lusitano (MAL), organização descrita pelas autoridades como neonazi, fascista e racista, possuía uma munição artesanal concebida para ser lançada manualmente ou através de um drone, segundo a acusação do Ministério Público. O engenho, produzido com recurso a impressão 3D, incluía um fulminante ativo, carga explosiva e metralha esférica incorporada num polímero destinado a aumentar o potencial destrutivo da explosão. De acordo com a investigação, o dispositivo poderia projetar fragmentos até cerca de 25 metros, produzindo efeitos particularmente devastadores num raio mais próximo do ponto de impacto.</p>
<p>Segundo informações avançadas pelo <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/policia-de-grupo-nazi-tinha-bomba-para-drone-com-metralha" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, nas buscas realizadas à residência de Bruno Gonçalves foram ainda encontrados diversos explosivos de origem militar, cuja proveniência não é esclarecida na acusação, bem como armas produzidas em impressoras 3D. Entre os objetos apreendidos estavam soqueiras, facas e pistolas alegadamente fabricadas pelo arguido e distribuídas a outros elementos do grupo. A investigação refere também um interesse significativo no desenvolvimento de drones com capacidade para transportar e largar granadas, uma tática amplamente utilizada em cenários de guerra modernos.</p>
<p>A relevância deste arsenal ganhou maior dimensão após as autoridades terem identificado alegadas conversas internas do MAL sobre potenciais alvos. Entre os nomes mencionados encontravam-se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. A acusação refere igualmente mensagens em que membros do grupo discutiam hipotéticos ataques com drones, granadas e outros meios violentos contra figuras públicas, jornalistas, partidos políticos e instituições. As autoridades identificaram ainda referências a agressões contra comunidades ciganas, ao envio de cocktails molotov e a cenários de violência urbana.</p>
<p>A investigação revela também que o grupo terá ponderado esconder drones e outros equipamentos em zonas florestais, nomeadamente na mata de Monsanto, em Lisboa, e na Serra da Arrábida, locais onde alegadamente pretendiam armazenar mantimentos e realizar atividades de preparação e treino. Entre os planos analisados pelo Ministério Público consta ainda a intenção de gerar alarme durante as comemorações do 25 de Abril de 2024, incluindo a hipótese de enviar uma mensagem ameaçadora a um órgão de comunicação social sugerindo a possibilidade de um atentado durante uma das manifestações previstas para essa data. Apesar dessas discussões, os elementos do MAL acabariam por participar numa manifestação contra os 50 anos do 25 de Abril organizada pelo ex-juiz Rui Fonseca e Castro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781427]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tarifas: Conselho da UE dá aval final ao acordo com os Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:38:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho da União Europeia (UE) deu hoje 'luz verde' ao acordo entre o bloco e os Estados Unidos (EUA) sobre tarifas alfandegárias, que entra em vigor após assinatura e publicação no Jornal Oficial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho da União Europeia (UE) deu hoje &#8216;luz verde&#8217; ao acordo entre o bloco e os Estados Unidos (EUA) sobre tarifas alfandegárias, que entra em vigor após assinatura e publicação no Jornal Oficial.</p>
<p>A adoção, pelos Estados-membros, dos dois regulamentos relativos aos compromissos em matéria de direitos aduaneiros estabelecidos na Declaração Conjunta UE-EUA de 21 de agosto de 2025 concluiu o processo legislativo, tendo o Parlamento Europeu já dado o seu aval.</p>
<p>Os dois textos eliminam os direitos aduaneiros da UE ainda em vigor sobre produtos industriais dos EUA, introduzem acesso preferencial para determinados produtos do mar e produtos agrícolas não sensíveis dos EUA através de contingentes pautais e tarifas reduzidas e prorrogam a suspensão dos direitos aduaneiros sobre as importações de lagosta.</p>
<p>Segundo um comunicado, os regulamentos contêm também mecanismos reforçados de salvaguarda e suspensão, prevendo um mecanismo de salvaguarda específico que permite à Comissão Europeia &#8220;agir rapidamente em casos de aumentos significativos das importações que causem ou ameacem causar prejuízos graves aos operadores da UE, e reforçam a capacidade da UE para suspender as preferências pautais sempre que os EUA não respeitem os seus compromissos, comprometam os objetivos da Declaração Conjunta ou perturbem de qualquer outra forma as relações comerciais equilibradas, nomeadamente através de medidas discriminatórias&#8221;.</p>
<p>O regulamento principal deixará de ser aplicável no final de 2029 e, até 30 de junho de 2029, a Comissão apresentará uma avaliação do seu impacto nos fluxos comerciais entre a UE e os EUA, nas receitas aduaneiras e nos efeitos económicos e acompanhará essa avaliação com uma proposta legislativa para prorrogar a aplicação dos regulamentos, se for caso disso.</p>
<p>O regulamento relativo às importações de lagosta será aplicável retroativamente a partir de 01 de agosto de 2025 e caducará em 31 de julho de 2030, salvo se forem tomadas novas medidas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781425]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias em alta ligeira atentas à Ásia e à queda do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:33:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em alta ligeira, com os olhos postos nos fortes avanços dos mercados asiáticos e dos futuros de Wall Street pelos bons resultados da tecnológica Micron e na queda do preço do petróleo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje em alta ligeira, com os olhos postos nos fortes avanços dos mercados asiáticos e dos futuros de Wall Street pelos bons resultados da tecnológica Micron e na queda do preço do petróleo.</p>
<p>Às 09:00 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,60% para 666,72 pontos.</p>
<p>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 0,12%, 0,13% e 0,34%, bem como as de Madrid e Milão, que se valorizavam 0,16% e 0,44%, respetivamente.</p>
<p>A bolsa de Lisboa invertia a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,54% para 9.104,49 pontos.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, estava a recuar 1,26% para 72,81 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em agosto, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), baixava 0,94%, para 69,68 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 0,12% para 40,925 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>As bolsas europeias estão atentas à evolução das tecnológicas e às negociações entre os EUA e o Irão para pôr fim à guerra que começou no passado dia 28 de fevereiro. As conversações técnicas devem ser retomadas na próxima semana.</p>
<p>A disputa sobre as inspeções da agência nuclear da ONU nas instalações atómicas iranianas ameaça tornar-se num dos principais obstáculos das negociações.</p>
<p>A Guarda Revolucionária iraniana advertiu hoje contra a utilização de &#8220;novas rotas&#8221; para cruzar o estreito de Ormuz sem coordenação com a República Islâmica, e ameaçou com medidas contra os navios que não seguirem as suas instruções.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam avanços de 0,12% e 2,25%, respetivamente, depois de na quarta-feira o primeiro ter fechado a subir 0,35% e o segundo a recuar 0,43% devido às quedas das empresas de tecnologia.</p>
<p>Na quarta-feira no final da sessão de Nova Iorque, a tecnológica Micron informou que no terceiro trimestre fiscal de 2026 teve um lucro líquido de 28.243 milhões de dólares, contra 1.885 milhões do mesmo período do ano anterior. As ações da companhia subiram 10% nas operações posteriores ao encerramento do mercado.</p>
<p>As bolsas asiáticas sobem hoje impulsionadas pelas tecnológicas depois dos resultados da Micron: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, conseguiu um novo recorde histórico com uma subida de 4,61%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, avançou 5,42%, a bolsa de Xangai 0,23%, a de Shenzhen 1,82% e o Hang Seng de Hong Kong descia 1,63% pouco antes do final da sessão.</p>
<p>Na Europa, destacam-se hoje os resultados da cadeia de moda sueca Hennes and Mauritz (H&amp;M), que obteve um lucro líquido de 4.667 milhões de coroas (421 milhões de euros) no primeiro semestre do seu ano fiscal (dezembro-maio), mais 3% do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos sobe para 2,871%, depois de ter fechado em 2,864% na sessão anterior.</p>
<p>O euro estava estabilizado em 1,1358 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
<p>Os metais preciosos estavam em baixa, com uma descida de 0,50% no caso do ouro, para 3.979,22 dólares a onça (um mínimo desde novembro de 2025), e um recuo de 0,99% no caso da prata, para 56,8498 dólares.</p>
<p>A bitcoin subia 1,35% para 61.699 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781424]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Preço do barril de Brent cai para os 72 dólares e toca níveis pré-guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:30:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O preço do barril de petróleo Brent para entrega em agosto caiu hoje 1,52%, para 72,62 dólares, embora durante a madrugada tenha tocado os 72,29 dólares, valores registados antes do início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do barril de petróleo Brent para entrega em agosto caiu hoje 1,52%, para 72,62 dólares, embora durante a madrugada tenha tocado os 72,29 dólares, valores registados antes do início da guerra no Irão, em 28 de fevereiro.</p>
<p>Às 07:00 de hoje, o Brent &#8212; referência na Europa &#8212; registava uma queda de 1,52% no mercado futuro de Londres, cotado nos 72,62 dólares, caminhando para a quarta sessão consecutiva de perdas, à medida que o mercado reagia positivamente à reabertura do estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo dados de mercado compilados pela agência Efe, a queda foi mais acentuada na madrugada, atingindo o mínimo de 72,29 dólares às 04:00.</p>
<p>Na sexta-feira, 27 de fevereiro, véspera do início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão, o Brent fechou nos 72,48 dólares.</p>
<p>Após o início do conflito, o preço do petróleo disparou 7,26% naquela segunda-feira (02 de março), fechando nos 77,74 dólares.</p>
<p>Nas últimas sessões, o petróleo manteve uma tendência de baixa impulsionada pelo otimismo do mercado quanto a um aumento da oferta global, após a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão temporária das sanções dos EUA ao petróleo iraniano.</p>
<p>O bloqueio do estreito teve impacto direto nos preços do petróleo, que chegaram perto de 120 dólares por barril.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781422]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Há 27 concelhos em Portugal onde os estrangeiros já representam mais de 20% da população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:28:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal conta atualmente com 27 concelhos onde os cidadãos estrangeiros representam mais de um quinto da população residente, segundo os mais recentes dados demográficos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal conta atualmente com 27 concelhos onde os cidadãos estrangeiros representam mais de um quinto da população residente, segundo os mais recentes dados demográficos. A maior concentração destes municípios encontra-se na Grande Lisboa, no Alentejo e no Algarve, regiões onde o peso da imigração se tornou particularmente expressivo nos últimos anos. Entre os casos mais destacados está Odemira, onde os estrangeiros representam 52,06% dos residentes, seguindo-se Vila do Bispo, com 41,73%, e vários concelhos algarvios e da Área Metropolitana de Lisboa que ultrapassam igualmente a fasquia dos 20%.</p>
<p>De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e citados pelo <a href="https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/27-concelhos-tem-mais-de-20-de-residentes-estrangeiros" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, no final de 2025 residiam em Portugal 11.424.031 pessoas, das quais 1.597.539 tinham nacionalidade estrangeira. Na Grande Lisboa, destacam-se concelhos como Amadora, com 56.826 residentes estrangeiros (27,65% da população), e Odivelas, com 50.389 (27,13%). No Alentejo, além de Odemira, sobressai Ferreira do Alentejo, onde os estrangeiros representam 30,2% dos residentes. No Algarve, além de Vila do Bispo, registam-se percentagens superiores a 30% em Aljezur, Albufeira, Lagos, Loulé e Tavira. Também alguns concelhos da região Centro apresentam níveis elevados de imigração, como Entroncamento (24,96%), Pedrógão Grande (20,83%) e Rio Maior (20,52%).</p>
<p>Os números mostram ainda que a imigração continua a desempenhar um papel determinante na evolução demográfica do país, embora o saldo migratório tenha vindo a desacelerar. Depois de ter atingido 307.288 pessoas, o saldo migratório desceu para 216.629 em 2024 e para 70.862 em 2025. Ainda assim, a entrada de cidadãos estrangeiros tem permitido compensar o saldo natural negativo, marcado por um número de óbitos superior ao de nascimentos. O INE assinala igualmente que, em 198 concelhos, a população até aos 14 anos aumentou nos últimos cinco anos, com Vila Velha de Ródão, Entroncamento e Vila de Rei entre os municípios que registaram os maiores crescimentos.</p>
<p>Quanto às nacionalidades, o Brasil mantém-se destacadamente como a principal comunidade estrangeira residente em Portugal, com 574.195 cidadãos, seguido por Angola, Índia e Cabo Verde. A lista do INE inclui residentes oriundos de 115 países diferentes, entre os quais Síria, Sudão e Eritreia. Os dados revelam ainda fortes diferenças no envelhecimento da população: apenas Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, apresentam mais jovens até aos 14 anos do que pessoas com 65 ou mais anos, enquanto concelhos do interior continuam a registar alguns dos índices de envelhecimento mais elevados do país. Entretanto, o INE anunciou que irá rever diversos indicadores calculados por habitante, incluindo os relacionados com economia, emprego, saúde, educação e justiça, na sequência da atualização das estimativas da população residente entre 2021 e 2024.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781414]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Agendas Mobilizadoras preveem gerar 8 mil milhões de euros em negócios e acrescentar até 3% ao PIB português</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/agendas-mobilizadoras-preveem-gerar-8-mil-milhoes-de-euros-em-negocios-e-acrescentar-ate-3-ao-pib-portugues/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:23:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[PRR]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde o seu lançamento, foram contratadas 51 Agendas Mobilizadoras, envolvendo 1.098 copromotores, entre os quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e da administração pública.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já permitiram a conclusão de 1.087 novos Produtos, Processos ou Serviços (PPS), cerca de 90% dos 1.270 projetos contratualizados, consolidando-se como um dos principais instrumentos de transformação económica e industrial do país.</p>
<p>Os resultados serão apresentados no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras, que decorre sob o lema “A Inovação move o País”, e que pretende demonstrar o impacto dos consórcios na transferência de conhecimento para o mercado e no reforço da competitividade da economia portuguesa.</p>
<p>Desde o seu lançamento, foram contratadas 51 Agendas Mobilizadoras, envolvendo 1.098 copromotores, entre os quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e da administração pública. O investimento elegível ascende a 5,4 mil milhões de euros, dos quais 3,2 mil milhões correspondem a incentivos contratados. Até ao momento, já foram pagos mais de 2 mil milhões de euros, com uma execução financeira média de 53% da despesa apresentada.</p>
<p>Os impactos esperados destas iniciativas são significativos. As estimativas apontam para um acréscimo superior a 8 mil milhões de euros no volume de negócios das entidades envolvidas até ao final de 2026, bem como para a criação de mais de 11 mil postos de trabalho qualificados. O contributo para a economia nacional poderá representar entre 2,5% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB), refletindo o papel das Agendas na modernização e reindustrialização do tecido empresarial português, assim como na aceleração das transições digital e climática.</p>
<p>Entre os resultados mais visíveis destacam-se projetos ligados a áreas como mobilidade sustentável, espaço, saúde, biotecnologia, energia, economia do mar, semicondutores, jogos digitais e materiais avançados. Os consórcios desenvolveram soluções que incluem satélites portugueses, sistemas de inteligência artificial para gestão do tráfego espacial, medicamentos injetáveis complexos, tecnologias de baterias de nova geração, soluções de mobilidade elétrica, plataformas de telemedicina e iniciativas de valorização de recursos naturais através da bioeconomia.</p>
<p>Segundo os promotores, estes resultados demonstram a capacidade das Agendas Mobilizadoras para transformar conhecimento em inovação, inovação em capacidade industrial e capacidade industrial em crescimento económico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781417]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sondagem: Maioria das famílias já corta em restaurantes, roupa e viagens para suportar crédito à habitação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sondagem-maioria-das-familias-ja-corta-em-restaurantes-roupa-e-viagens-para-suportar-credito-a-habitacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:05:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A subida dos custos associados ao crédito à habitação está a levar muitas famílias portuguesas a reduzir despesas do dia a dia, mas a grande maioria continua sem procurar os bancos para renegociar os seus empréstimos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A subida dos custos associados ao crédito à habitação está a levar muitas famílias portuguesas a reduzir despesas do dia a dia, mas a grande maioria continua sem procurar os bancos para renegociar os seus empréstimos. Segundo uma sondagem da Intercampus para o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/sondagem-grande-maioria-esta-a-cortar-em-restaurantes-mas-nao-renegoceia-credito-da-casa" target="_blank" rel="noopener">Negócios, Correio da Manhã, CMTV e NOW</a>, 56,8% dos inquiridos com crédito à habitação afirmam que já cortaram ou pretendem cortar noutras despesas para acomodar o aumento dos encargos com a casa, enquanto 28% dizem não tencionar fazê-lo e 15,3% não sabem ou preferem não responder.</p>
<p>Entre os agregados familiares que admitem reduzir gastos, os restaurantes surgem destacadamente como a principal despesa sacrificada, apontada por 82,1% dos inquiridos. Seguem-se a compra de roupa e acessórios (73,9%), as viagens e deslocações consideradas não essenciais (67,9%) e os produtos culturais (61,9%). Os cortes estendem-se ainda às férias, referidas por 45,5% dos participantes, à utilização do automóvel (33,6%) e, em menor escala, à alimentação, mencionada por 21,6%.</p>
<p>A pressão sobre os orçamentos familiares surge num contexto de subida das taxas de juro na Zona Euro e de agravamento da inflação. Em março, a taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou pela primeira vez desde janeiro de 2024, atingindo os 3,088%, o que se traduziu numa prestação média de 402 euros, o valor mais elevado desde dezembro de 2024. Embora a taxa tenha recuado ligeiramente nos meses seguintes, fixando-se em 3,065% em maio, a inflação acelerou para 3,3% em termos homólogos, impulsionada sobretudo pelo aumento dos custos da energia e das matérias-primas energéticas.</p>
<p>Apesar deste cenário, a renegociação dos empréstimos continua a ser uma opção pouco procurada. De acordo com o mesmo estudo, apenas 23% dos inquiridos que têm crédito à habitação afirmam já ter tentado renegociar taxas ou alterar as condições do financiamento junto do banco. Quando analisado o universo total dos portugueses, essa percentagem representa apenas 9%, revelando que, perante o aumento dos encargos, a maioria das famílias prefere cortar noutras despesas em vez de procurar rever os contratos de crédito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781402]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSP nunca foi informada de alegado plano terrorista contra Montenegro e Marcelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:52:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou que nunca recebeu qualquer informação sobre as alegadas ameaças terroristas dirigidas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuídas ao Movimento Armilar Lusitano (MAL).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou que nunca recebeu qualquer informação sobre as alegadas ameaças terroristas dirigidas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuídas ao Movimento Armilar Lusitano (MAL). A ausência desse alerta impediu a força policial de ajustar os dispositivos de segurança assegurados pelo Corpo de Segurança Pessoal, responsável pela protecção das mais altas figuras do Estado.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/06/25/sociedade/noticia/movimento-mal-psp-nao-avisada-ameaca-nao-adequou-seguranca-montenegro-marcelo-2179378" target="_blank" rel="noopener">jornal Público</a>, que revelou novos detalhes sobre o caso, a PSP respondeu que “nunca recebeu (até ao momento) qualquer informação dos órgãos competentes” que lhe permitisse gerir e reforçar o dispositivo de segurança dos dois governantes perante esta eventual ameaça.</p>
<p>As alegadas intenções do grupo só vieram a ser conhecidas após a análise de vários terabytes de dados apreendidos durante buscas realizadas em Junho de 2025. Entre os planos identificados pelas autoridades estava a possibilidade de um ataque com uma granada ao apartamento da família de Luís Montenegro, em Lisboa. O primeiro-ministro afirmou recentemente que apenas soube da existência dessa ameaça através da comunicação social, situação que levou o actual ministro da Administração Interna, Luís Neves, a reconhecer a existência de uma falha na comunicação da informação.</p>
<p>Apesar disso, Luís Neves rejeitou que tenha existido uma falha de coordenação entre as entidades responsáveis pela prevenção e combate ao terrorismo, defendendo que o problema se limitou à falta de comunicação aos visados. O governante argumentou ainda que as ameaças só foram identificadas numa fase avançada da investigação, quando os principais suspeitos já se encontravam sujeitos a medidas de coacção e a eventual ameaça estaria neutralizada. A acusação do processo, deduzida este mês, abrange nove arguidos.</p>
<p>O caso levantou também questões sobre a partilha de informações entre as diferentes entidades do Estado. Além da PSP, o Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP) confirmou que não recebeu qualquer informação sobre os alegados planos de ataque e que nada foi partilhado nas reuniões da Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT). Já o Ministério Público indicou apenas que os elementos relativos às ameaças foram conhecidos numa fase avançada do inquérito, sem especificar uma data concreta para essa descoberta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781393]]></sapo:autor>
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		<title>Sismo/Venezuela: Secretário de Estado diz que para já não tem informação de portugueses entre vítimas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não há indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não há indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo está a acompanhar a situação.</p>
<p>&#8220;Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas&#8221;, disse à agência Lusa Emídio Sousa.</p>
<p>O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.</p>
<p>&#8220;É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas&#8221;, salientou.</p>
<p>Dois sismos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter foram registados na Venezuela, pelas 18:00 de quarta-feira (23:00 em Lisboa), causando até ao momento, segundo a Presidente interina do país, Delcy Rodríguez, pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</p>
<p>A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse numa declaração transmitida pela emissora estatal de televisão que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</p>
<p>Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781395]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Consulados portugueses disponibilizam números telefónicos para emergências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência, disponibilizaram números telefónicos para que os portugueses informem sobre situações de emergência, na sequência dos dois sismos que afetaram quarta-feira a Venezuela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência, disponibilizaram números telefónicos para que os portugueses informem sobre situações de emergência, na sequência dos dois sismos que afetaram quarta-feira a Venezuela.</p>
<p>&#8220;O consulado-geral de Portugal em Caracas está a acompanhar a situação e atento a qualquer emergência&#8221;, explica um aviso divulgado nas redes sociais das reapresentações portuguesas.</p>
<p>Os contactos para comunicar situações urgentes são o número +58 414-466.53.50 e o e-mail cgcaracas@mnet.pt para a região de Caracas e o número +58 412-040.55.65 e o correio eletrónico valencia@mne.pt para a área de Valência.</p>
<p>Na quarta-feira, a Venezuela registou dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas sofreram falhas, e a operadora de telefónica celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.</p>
<p>Numa declaração ao país, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.</p>
<p>&#8220;Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados&#8221;, declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora de televisão estatal</p>
<p>A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma &#8220;zona de desastre&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781391]]></sapo:autor>
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		<title>Autoridades francesas emitem avisos para tempestades severas e estendem alerta de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades francesas emitiram hoje avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas emitiram hoje avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.</p>
<p>O novo alerta vermelho, que entrará em vigor pelas 12:00, estende-se a mais 14 departamentos no leste e nordeste do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, 11 departamentos no oeste e sudoeste do país reduzirão o nível de alerta meteorológico de vermelho para laranja, a partir das 22:00.</p>
<p>Há outros três departamentos (Var, Bouches-du-Rhône e Vaucluse) que passaram para alerta amarelo às 06:00, após uma ligeira melhoria nas condições meteorológicas ao longo da costa mediterrânea.</p>
<p>A Météo-France alertou que as temperaturas permanecerão excecionalmente altas, tanto de dia quanto de noite, nas áreas sob alerta vermelho.</p>
<p>Em muitas zonas do país, os termómetros já registavam ao início da manhã temperaturas entre 20 e 27 graus celsius, com 27°C em Paris-Montsouris e 27,5°C em Bordeaux-Mérignac, pelas 05:00.</p>
<p>O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, afirmou hoje que a situação na capital francesa é &#8220;bastante crítica&#8221; e que houve um &#8220;aumento na mortalidade&#8221; devido à onda de calor, mas recusou fornecer números.</p>
<p>&#8220;É extremamente difícil. A situação é, em alguns aspetos, bastante crítica&#8221;, reconheceu o prefeito socialista, em declarações à TF1, ao mesmo tempo que pediu cautela às pessoas mais vulneráveis.</p>
<p>Grégoire reconheceu a necessidade de mais medidas de emergência, destacando que quase 400 aparelhos de ar condicionado já foram entregues a escolas em Paris e que outros tantos serão entregues nas salas de aula.</p>
<p>&#8220;Precisamos de uma mudança completa de paradigma&#8221;, declarou, ressalvando que não será necessário climatizar todas as salas de aula de todas as escolas.</p>
<p>A agência meteorológica francesa revelou que quarta-feira foi o dia mais quente já registado na França desde o início das medições nacionais, em 1947, com uma temperatura média nacional de 30°C.</p>
<p>Ao longo do dia, vários recordes de temperatura foram quebrados no oeste da França: 43,7°C em Fontenay (Vendée), 42,2°C em Nantes, 42°C em Vannes, 41,8°C em Le Mans e 41,4°C em Tours.</p>
<p>Além do calor extremo, as autoridades emitiram um alerta laranja para tempestades em vários departamentos do oeste e sudoeste. A previsão é de chuva forte, rajadas de vento intensas e risco de granizo a partir da tarde e noite de hoje.</p>
<p>Os departamentos atualmente sob alerta laranja para tempestades são Pyrénées-Atlantiques, Landes, Gironde, Lot-et-Garonne, Dordogne, Hautes-Pyrénées e Gers, bem como Côtes-d&#8217;Armor, Ille-et-Vilaine e Manche.</p>
<p>A Météo-France não descarta estender o alerta a áreas vizinhas, dependendo da evolução da previsão do tempo.</p>
<p>Segundo as previsões, uma massa de ar mais fria vinda do Atlântico começará a entrar pela região oeste do país na noite de hoje, provocando tempestades localmente severas e uma queda gradual das temperaturas ao longo da costa atlântica a partir de sexta-feira.</p>
<p>No entanto, o calor intenso persistirá em grandes áreas do leste do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781390]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Serviço Geólogico dos EUA estima milhares de vítimas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-servico-geologico-dos-eua-estima-milhares-de-vitimas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.</p>
<p>Os dois sismos que atingiram quarta-feira a Venezuela registaram magnitudes de 7,2 e de 7,5, respetivamente.</p>
<p>O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes.</p>
<p>A contagem oficial de vítimas é até ao momento de 32 mortos e mais de 700 feridos, segundo a presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez.</p>
<p>Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios.</p>
<p>&#8220;Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe&#8221;, destacou a agência.</p>
<p>O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando &#8212; com base nos dados atuais &#8212; que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.</p>
<p>Segundo Delcy Rodríguez, a zona costeira de La Guaira, localizada no norte do país, vizinho de Caracas, foi a mais atingida, com dezenas de edifícios afetados.</p>
<p>&#8220;Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe&#8221;, enfatizou a Presidente em exercício da Venezuela.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781389]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crédito a 100% com juros a subir: o novo mapa de risco do crédito jovem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitação]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A garantia pública e a viragem dos juros mudaram o perfil de risco do crédito à habitação. O que isso significa para quem compra e para quem empresta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas forças cruzaram-se no mercado de crédito habitação português em 2026, e o ponto onde se encontram chama-se risco. De um lado, a garantia pública que permite aos jovens comprar casa sem entrada, financiando a totalidade do imóvel. Do outro, o Banco Central Europeu a subir os juros pela primeira vez desde 2023. Juntas, redesenham o mapa de risco de quem assina um crédito a três décadas.</p>
<p>A garantia pública democratizou o acesso à casa própria. Ao garantir até 15% do valor financiado, viabiliza um crédito a 100%, sem capital próprio, e cerca de metade dos jovens que contraiu crédito no primeiro trimestre de 2026 recorreu a ela. Para quem estava de fora do mercado, é uma porta que se abre. O apoio foi, aliás, reforçado em 750 milhões de euros em abril.</p>
<p>O reverso está nos números do regulador. O Banco de Portugal assinalou que a parcela de novo crédito habitação concedido a mutuários de maior risco subiu de 3% em 2024 para 21% em 2025. Financiar 100% de um imóvel significa um rácio entre empréstimo e valor mais elevado e, portanto, menos margem de segurança. Com a EURIBOR a voltar a subir, a prestação de quem tem taxa variável ou mista tende a acompanhar. Não por acaso, o regulador prepara-se para travar parte deste crédito.</p>
<p><strong>A matemática do risco</strong></p>
<p>O ponto sensível é a combinação de três fatores: financiamento elevado, prestação que pode subir e pouca folga no orçamento. Os dados do ComparaJá mostram que os clientes com menos de 35 anos entram com uma entrada média de apenas 32.574 euros e uma prestação de 817 euros. Se a EURIBOR subir e a taxa de esforço já estava no limite, a margem para absorver o choque é estreita.</p>
<p>Rita Sogalho, especialista em Crédito Habitação do ComparaJá, indica que «o acesso ao crédito alargou-se, e isso é positivo. Mas, num contexto de juros a subir, comprar a 100% exige uma gestão de risco mais cuidada, não menos. Medir a taxa de esforço e comparar condições é a melhor proteção que uma família pode ter».</p>
<p> A especialista recomenda manter a taxa de esforço numa zona confortável, mesmo que o banco aprove mais, constituir um fundo de emergência antes de assumir o crédito, ponderar a previsibilidade de uma taxa fixa ou mista e não financiar o montante máximo só porque a garantia o permite. Convém ainda esclarecer um equívoco comum: “a garantia do Estado protege o banco, não o mutuário. Se a prestação se tornar insustentável, é o jovem que continua a responder pela dívida”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780392]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Defesa, energia e Mediterrâneo no centro da primeira cimeira bilateral hoje entre Macron e Meloni</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/defesa-energia-e-mediterraneo-no-centro-da-primeira-cimeira-bilateral-hoje-entre-macron-e-meloni/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:15:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reúnem-se esta quinta-feira, em Antibes Juan-les-Pins, no sul de França.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reúnem-se esta quinta-feira, em Antibes Juan-les-Pins, no sul de França, para aquela que será a primeira cimeira bilateral formal entre os dois líderes desde que a dirigente italiana assumiu funções, em outubro de 2022.</p>
<p>O encontro é encarado como um momento importante para relançar e consolidar as relações entre Paris e Roma, depois de vários anos marcados por divergências políticas e tensões diplomáticas ocasionais entre os dois governos. A reunião assume ainda um significado particular por ser a primeira realizada no âmbito do Tratado do Quirinal, assinado em 2021 com o objetivo de aprofundar a cooperação entre França e Itália em múltiplos domínios estratégicos.</p>
<p>A cimeira decorre numa altura em que ambos os países procuram reforçar a coordenação em matérias relacionadas com defesa, segurança, energia, indústria, infraestruturas e competitividade europeia, ao mesmo tempo que enfrentam desafios comuns no Mediterrâneo e no contexto geopolítico internacional.</p>
<p><strong>Reaproximação após anos de tensão política</strong><br />
Apesar da proximidade histórica entre as duas maiores economias do sul da Europa, as relações entre Emmanuel Macron e Giorgia Meloni atravessaram períodos de fricção desde a chegada da líder italiana ao poder.</p>
<p>Questões relacionadas com migração, política europeia, gestão das fronteiras externas da União Europeia e algumas divergências sobre dossiers internacionais contribuíram para momentos de tensão entre Paris e Roma.</p>
<p>Perante este contexto, o Palácio do Eliseu tem procurado apresentar a reunião de Antibes como um regresso aos fundamentos da parceria franco-italiana. Segundo a presidência francesa, o objetivo passa por reforçar a cooperação entre dois países considerados essenciais para a estabilidade política, económica e estratégica da Europa.</p>
<p><strong>Defesa será um dos temas centrais</strong><br />
Embora a cimeira tenha uma agenda muito abrangente, a área da defesa deverá assumir especial relevância durante as conversações.</p>
<p>Está prevista a assinatura de um novo roteiro de cooperação bilateral para o período entre 2026 e 2031, documento que deverá ser formalizado pelos responsáveis governamentais dos dois países e que estabelecerá prioridades comuns para os próximos anos.</p>
<p>A iniciativa pretende consolidar projetos já existentes e aprofundar a coordenação entre as indústrias de defesa francesa e italiana, privilegiando uma lógica de continuidade em vez do lançamento de grandes programas totalmente novos.</p>
<p>Fontes francesas indicam que a prioridade passará por fortalecer mecanismos de cooperação considerados fundamentais para a autonomia estratégica europeia.</p>
<p><strong>Nova visão conjunta para a segurança no Mediterrâneo</strong><br />
Um dos documentos mais relevantes que deverá resultar da cimeira será uma visão conjunta franco-italiana para a segurança no Mediterrâneo.</p>
<p>O texto deverá abordar desafios estratégicos e ameaças comuns numa região considerada prioritária para ambos os países, abrangendo questões relacionadas com estabilidade regional, defesa, segurança marítima e gestão de crises.</p>
<p>O objetivo passa por criar uma estrutura de cooperação de longo prazo que permita desenvolver capacidades conjuntas e melhorar a preparação operacional perante os desafios que se colocam na fronteira sul da Europa.</p>
<p>As autoridades francesas e italianas consideram que o Mediterrâneo continuará a desempenhar um papel central na arquitetura de segurança europeia nas próximas décadas.</p>
<p><strong>Defesa aérea europeia em destaque</strong><br />
Entre os programas que deverão ser destacados durante a reunião encontra-se o sistema SAMP/T NG, desenvolvido em conjunto por França e Itália.</p>
<p>O projeto é frequentemente apresentado como uma alternativa europeia ao sistema norte-americano Patriot e representa uma das principais apostas de ambos os países na construção de uma capacidade europeia autónoma de defesa aérea e antimíssil.</p>
<p>A cooperação industrial entre empresas como a Thales e a MBDA deverá igualmente ser sublinhada durante os trabalhos da cimeira.</p>
<p>A modernização dos sistemas de defesa aérea surge como uma prioridade crescente para os países europeus num contexto de deterioração da segurança internacional e de aumento das ameaças associadas a mísseis e drones.</p>
<p><strong>Cooperação espacial também na agenda</strong><br />
O setor espacial será outro dos temas em destaque no encontro.</p>
<p>Segundo informações divulgadas antes da reunião, deverá ser assinada uma declaração de intenções relacionada com o projeto Bromo, uma iniciativa conjunta que reúne três dos principais grupos industriais europeus do setor: a Leonardo, a Airbus e a Thales.</p>
<p>A cooperação espacial é vista pelos dois governos como uma área estratégica para a soberania tecnológica europeia e para o desenvolvimento de capacidades críticas nas áreas da observação da Terra, telecomunicações, navegação e segurança.</p>
<p><strong>Nove ministros de cada país participam na reunião</strong><br />
A dimensão política da cimeira é demonstrada pela forte representação governamental dos dois lados.</p>
<p>Participam nos trabalhos nove ministros franceses e nove ministros italianos, abrangendo áreas como Negócios Estrangeiros, Defesa, Economia, Energia, Administração Interna, Transportes, Agricultura, Cultura, Educação e Investigação.</p>
<p>Esta ampla participação ministerial reflete a ambição de transformar o encontro numa plataforma abrangente de coordenação bilateral, muito para além das questões estritamente políticas.</p>
<p><strong>Mobilidade militar europeia será debatida</strong><br />
Outro tema relevante previsto para as discussões é o pacote europeu de mobilidade militar.</p>
<p>A iniciativa pretende facilitar a deslocação rápida de tropas e equipamentos militares através dos países da União Europeia, eliminando obstáculos administrativos e reforçando infraestruturas consideradas essenciais para operações de defesa.</p>
<p>A questão ganha particular importância numa altura em que a Europa procura aumentar a sua capacidade de resposta a crises e reforçar a cooperação militar entre Estados-membros.</p>
<p>O tema deverá voltar a estar em destaque nas instituições europeias nas próximas semanas, com novas votações previstas no Parlamento Europeu.</p>
<p><strong>Economia e empresas também no centro das atenções</strong><br />
Paralelamente à cimeira política, decorre na cidade vizinha de Le Cannet um fórum empresarial franco-italiano que reunirá representantes do setor privado dos dois países.</p>
<p>A iniciativa pretende reforçar os laços económicos e identificar novas oportunidades de investimento e cooperação industrial em áreas consideradas estratégicas.</p>
<p>França e Itália mantêm uma das relações económicas mais importantes da União Europeia, com fortes interligações industriais, comerciais e financeiras.</p>
<p><strong>Juventude, cultura e educação completam agenda</strong><br />
Além das questões ligadas à defesa, segurança e economia, Emmanuel Macron e Giorgia Meloni deverão abordar formas de aprofundar os contactos entre as sociedades civis dos dois países.</p>
<p>Entre os temas previstos encontram-se programas de intercâmbio para jovens, reforço da cooperação cultural, parcerias educativas e iniciativas destinadas a aproximar cidadãos franceses e italianos.</p>
<p>O Tratado do Quirinal prevê precisamente uma cooperação alargada nestas áreas, inspirando-se parcialmente no modelo de integração bilateral já existente entre França e Alemanha.</p>
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		<title>Será António Costa o rosto europeu certo para falar com Putin? Especialista analisa os riscos de uma &#8216;missão explosiva&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para o especialista em geopolítica Mário Vaz, a iniciativa de António Costa não deve ser lida como uma cedência ao Kremlin, mas como uma adaptação tardia da Europa a um mundo que mudou]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>António Costa pode vir a ter nas mãos uma das missões mais difíceis da política europeia: ajudar a abrir uma linha de diálogo com Moscovo sem dar a Vladimir Putin uma vitória diplomática, sem fragilizar Kiev e sem dividir ainda mais os 27.</p>
<p>A questão tornou-se sensível depois de terem sido conhecidos contactos exploratórios entre o gabinete do presidente do Conselho Europeu e o Kremlin. Para uns, é um sinal de realismo &#8211; a Europa não pode ficar fora de uma eventual negociação sobre o fim da guerra. Para outros, um risco político &#8211; falar com Moscovo demasiado cedo pode confundir a posição da União Europeia.</p>
<p>Para o especialista em geopolítica Mário Vaz, a iniciativa de António Costa não deve ser lida como uma cedência ao Kremlin, mas como uma adaptação tardia da Europa a um mundo que mudou. O ponto de partida é simples: a ordem internacional que saiu do pós-Guerra Fria já não existe e os Estados Unidos deixaram de ser garantia automática dos interesses europeus.</p>
<p>“Se alguma coisa ficou claramente demonstrada no encontro de Anchorage do verão passado é que os Estados Unidos da América já não defendem os interesses europeus”, defende o especialista em geopolítica e Teaching Assistant no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em declarações à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p>A partir daqui, a pergunta deixa de ser apenas se António Costa deve falar com Moscovo. Passa a ser outra: se a Europa não preparar um canal próprio, quem falará por ela quando a guerra chegar à mesa das negociações?</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>A polémica não está apenas nos contactos com o Kremlin. Está no papel que a União Europeia quer desempenhar numa futura negociação entre Kiev e Moscovo.</p>
<p>A UE é hoje um dos pilares do apoio à Ucrânia. Financia, sanciona, arma, acolhe refugiados, prepara a reconstrução e discute o futuro alargamento. Mas esse peso económico e político nem sempre se traduz numa voz diplomática única.</p>
<p>Mário Vaz considera que seria difícil a União Europeia assumir-se como mediadora principal, precisamente porque não é neutra. A Europa apoia a Ucrânia, é parte interessada no conflito e tem um interesse direto no desenho da segurança europeia depois da guerra.</p>
<p>“É por demais evidente que a Europa é parte interessada no conflito e não tem posições equidistantes face aos dois beligerantes”, afirma.</p>
<p>Ainda assim, isso não significa que Bruxelas deva ficar calada. Para o especialista, a União Europeia não deve apresentar-se como árbitro imparcial, mas como “interlocutor interessado” no fim da guerra e, sobretudo, na arquitetura de segurança europeia pós-conflito.</p>
<p><strong>Falar com Moscovo é ceder?</strong></p>
<p>Este é o ponto central da discussão. Para Mário Vaz, a resposta é não.</p>
<p>A Europa pode falar com Moscovo sem deixar de apoiar Kiev, desde que não confunda diplomacia com alívio da pressão militar e económica sobre a Rússia.</p>
<p>“A Europa não pode confundir necessidade de diálogo diplomático com o aliviar da pressão militar e económica que aplica à Federação Russa”, sublinha.</p>
<p>A frase é importante porque desmonta a crítica mais imediata: a de que qualquer contacto com o Kremlin representaria uma normalização da agressão russa. Para Mário Vaz, a diplomacia não é um prémio de bom comportamento. É precisamente com adversários e agressores que os canais diplomáticos se tornam necessários.</p>
<p>“Assumir um papel interlocutor não significa branquear a violação do direito internacional por parte de Moscovo”, defende. Significa reconhecer que o fim de um conflito de alta intensidade exige uma via de comunicação credível entre as partes.</p>
<p>A condição, porém, é clara: a Ucrânia não pode ser ultrapassada. A Europa só pode falar com Moscovo se esse canal servir para reforçar a posição de Kiev, e não para testar concessões à margem dos ucranianos.</p>
<p><strong>Porque pode ser Costa?</strong></p>
<p>A pergunta é inevitável: António Costa é a melhor figura europeia para desempenhar este papel?</p>
<p>Mário Vaz não responde com um sim absoluto, mas aponta vantagens claras. Costa tem “mandato fresco” e preside ao Conselho Europeu, a instituição que reúne os chefes de Estado e de Governo dos 27. Ou seja, não fala como líder de um Estado isolado, mas a partir do centro político onde se constroem os consensos europeus.</p>
<p>Esse lugar dá-lhe legitimidade institucional. E o seu perfil também pesa: Costa é reconhecido pela capacidade negocial, pela discrição e pela gestão de equilíbrios difíceis.</p>
<p>“O seu grande trunfo é o seu método: Costa é um mestre da negociação de bastidores”, considera Mário Vaz.</p>
<p>Mas há uma diferença entre ser bom negociador e ser mandatado para falar em nome da Europa numa guerra que divide sensibilidades históricas, prioridades de segurança e interesses económicos. A margem de Costa existe, mas é estreita.</p>
<p>Se avançar sem coordenação suficiente, pode ser acusado de tentar transformar a presidência do Conselho Europeu num cargo mais executivo e diplomático do que os Estados-membros estão dispostos a aceitar.</p>
<p><strong>O fantasma de Durão Barroso</strong></p>
<p>Quando questionado sobre que outro português teria hoje peso, experiência e reconhecimento internacional para desempenhar uma função deste tipo, Mário Vaz aponta apenas um nome: Durão Barroso.</p>
<p>O antigo presidente da Comissão Europeia, recorda, foi uma das figuras europeias que mais lidou com Vladimir Putin, tal como Angela Merkel, por força dos anos em que liderou o executivo comunitário e das crises que enfrentou.</p>
<p>Mas essa experiência tem um problema: pertence a outro tempo.</p>
<p>“Tanto Durão Barroso como Merkel representam uma Europa que já não existe”, afirma o especialista.</p>
<p>É aqui que Costa ganha vantagem. Não por ter mais experiência direta com Putin, mas por representar a Europa institucional de agora. A Europa que vive a guerra na Ucrânia, a tensão com Washington, o debate sobre autonomia estratégica, o aumento da despesa em defesa e a necessidade de se preparar para uma paz que pode não ser desenhada pelos europeus se estes não tiverem lugar no processo.</p>
<p><strong>A fratura entre os 27</strong></p>
<p>O problema é que a União Europeia não olha para Moscovo da mesma forma em todas as capitais.</p>
<p>Para os países bálticos e para a Polónia, a Rússia é uma ameaça existencial, lida à luz da história, da geografia e da experiência direta de dominação soviética. Para estes países, qualquer sinal de diálogo prematuro pode parecer fraqueza.</p>
<p>Noutras capitais, a leitura é diferente. Há países com maior dependência energética ou com tradições diplomáticas mais abertas ao contacto com Moscovo. Mário Vaz inclui neste mapa sensibilidades diferentes, que vão da dureza dos bálticos e da Polónia até perspetivas mais tolerantes em Lisboa, Madrid ou Roma.</p>
<p>“Durante toda a guerra, sob o manto da unanimidade nas sanções a aplicar à máquina de guerra russa, a União Europeia conseguiu esconder divisões que estão agora à vista de todos”, observa.</p>
<p>A tarefa de Costa será, por isso, dupla. Terá de mostrar a Moscovo que a Europa quer ter voz, mas terá também de convencer os europeus mais expostos à ameaça russa de que essa voz não será usada para pressionar Kiev a aceitar uma paz desfavorável.</p>
<p><strong>O apoio perigoso dos “amigos” de Putin</strong></p>
<p>Há ainda um risco adicional: quem apoia a iniciativa.</p>
<p>O facto de líderes como Robert Fico defenderem canais de diálogo com Moscovo pode ajudar Costa a mostrar que há Estados-membros interessados em discutir o tema. Mas também pode contaminá-lo politicamente.</p>
<p>Mário Vaz descreve esse apoio como “uma faca de dois gumes”. Por um lado, valida a existência de uma corrente europeia favorável ao diálogo. Por outro, pode associar a iniciativa a capitais como Bratislava ou Budapeste, frequentemente vistas por vários parceiros europeus como demasiado próximas dos interesses russos.</p>
<p>Para Costa, o desafio é claro: separar a ideia de um canal diplomático europeu da suspeita de complacência com Putin.</p>
<p>“Fica o desafio de descolar esta iniciativa diplomática de atores políticos conotados como ‘amigos’ de Putin”, resume o especialista.</p>
<p><strong>O risco para António Costa</strong></p>
<p>O risco político não é pequeno. Se António Costa for visto como alguém que tenta dar à presidência do Conselho Europeu um papel autónomo de política externa, pode enfrentar resistência das grandes capitais.</p>
<p>Historicamente, muitos Estados-membros veem o presidente do Conselho Europeu como um facilitador de consensos, não como um ator diplomático independente. A função exige discrição, coordenação e capacidade de ouvir. Exige menos palco e mais bastidores.</p>
<p>Se Costa parecer estar a repetir um estilo hiperativo, semelhante ao que Charles Michel tentou imprimir ao cargo, poderá perder apoio político. E, em Bruxelas, esse apoio é essencial para qualquer negociação futura.</p>
<p>“O risco só se materializa se a discrição da sua diplomacia for ultrapassada pelo ruído mediático das divisões que ela própria gera”, alerta Mário Vaz.</p>
<p>Por outras palavras, Costa pode falar. Mas não pode parecer que fala sozinho.</p>
<p><strong>O teste do orçamento europeu</strong></p>
<p>A polémica pode ter consequências além da guerra. O próximo Quadro Financeiro Plurianual será um dos grandes testes à autoridade política de António Costa em Bruxelas.</p>
<p>Mário Vaz lembra que, na capital europeia, “nada é estritamente passageiro e tudo é transacional”. Os países bálticos e a Polónia, que têm grande peso na narrativa de segurança da União, poderão não esquecer facilmente qualquer movimento que interpretem como excessiva abertura ao Kremlin.</p>
<p>“As negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual são o derradeiro teste de stress a António Costa”, afirma.</p>
<p>Se conseguir reconstruir confiança, provar que o diálogo com Moscovo não enfraquece a Ucrânia e enquadrar a iniciativa numa estratégia de autonomia europeia, Costa pode sair reforçado. Se falhar, a polémica pode comprometer a sua margem no topo da União.</p>
<p><strong>O que se espera da Europa?</strong></p>
<p>No fundo, o debate sobre António Costa é apenas a face visível de uma pergunta maior: que Europa quer emergir da guerra na Ucrânia?</p>
<p>Uma Europa que paga, sanciona e reconstrói, mas deixa a negociação política para Washington e Moscovo? Ou uma Europa que assume que a segurança do continente não pode ser decidida sem os europeus?</p>
<p>Mário Vaz defende a segunda hipótese. Para o especialista, a questão decisiva não é apenas quem fala com Putin, mas que interesses europeus serão protegidos quando chegar o momento de negociar.</p>
<p>“Focar demasiado na figura que nos representará é um erro”, avisa. “Principalmente porque nos vai impedir de responder à questão que importa: quais são os nossos interesses a salvaguardar nesta negociação?”</p>
<p>Essa talvez seja a frase mais importante da entrevista. António Costa pode ser o rosto certo para abrir uma linha com Moscovo. Pode ter o perfil, a legitimidade institucional e a experiência de bastidores. Mas nada disso bastará se a União Europeia não souber o que quer defender.</p>
<p>O dilema é este: falar com Putin pode ser perigoso. Mas deixar que outros falem pela Europa pode ser ainda mais.</p>
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