A Nestlé anunciou que irá retirar algumas das suas marcas mais importantes da Rússia, como a KitKat e Nesquik, na sequência do ataque do Kremlin à Ucrânia. No entanto, sublinham, irão continuar a fornecer produtos essenciais ao país.
“Daqui para frente, vamos suspender marcas de renome da Nestlé, como KitKat e Nesquik, entre outras. Já interrompemos as importações e exportações não essenciais para dentro e fora da Rússia, interrompemos toda a publicidade e suspendemos todos os investimentos de capital no país. É claro que estamos a cumprir integralmente todas as sanções internacionais contra a Rússia”, explica a Nestlé em comunicado.
A gigante suíça sublinha ainda que “enquanto a guerra continua na Ucrânia, as nossas atividades na Rússia concentrar-se-ão em fornecer alimentos essenciais – não em obter lucro”.
Esta semana o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apontou o dedo à Nestlé durante um discurso dirigido à população da Suíça, dizendo que esta se recusava a deixar a Rússia mesmo após os ataques à Ucrânia.
Zelensky sublinhou que não se trata apenas de um ataque à Ucrânia, e relembrou que a Rússia ameaçou recentemente outros países europeus. “Mesmo agora quando há ameaças da Rússia a outros países europeus. Não apenas a nós. Quando há até chantagem nuclear da Rússia”, disse o Presidente da Ucrânia.
Antes disso, o Primeiro-Ministro ucraniano, Denys Shmyhal, publicou um tweet onde dizia que CEO da Nestlé, Mark Schneider, “não mostra compreensão”.
Talked to @Nestle CEO Mr. Mark Schneider about the side effect of staying in Russian market. Unfortunately, he shows no understanding. Paying taxes to the budget of a terrorist country means killing defenseless children&mothers. Hope that Nestle will change its mind soon.
— Denys Shmyhal (@Denys_Shmyhal) March 17, 2022
Por seu lado, a empresa suíça do setor da alimentação e bebidas Nestlé defendeu-se dizendo que realizaram mudanças radicais desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.
Com mais de 7.00 trabalhadores na Rússia, muitos deles locais, a Nestlé justifica que o “facto de nós, como outras empresas alimentícias, fornecermos alimentos importantes à população não significa que continuemos como antes”.
As empresas de bens de consumo não têm suspendido totalmente as operações na Rússia, contrariamente ao que temos visto relativamente a empresas financeiras e de petróleo e gás, por exemplo, pois argumentam que o povo russo depende dos seus produtos no quotidiano.









