O casal filho de imigrantes que está por trás da vacina da Pfizer

São filhos de imigrantes turcos, conheceram-se enquanto trabalhavam, num hospital universitário, criaram uma start-up e têm agora uma empresa farmacêutica.

Mara Tribuna

Esta segunda-feira, a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech mostrou resultados de 90% de eficácia num ensaio de larga escala. Por trás desta notícia está um casal, Uğur e Özlem que dedicaram as suas vidas a estudar o sistema imunitário contra o cancro.

São filhos de imigrantes turcos, conheceram-se enquanto trabalhavam, num hospital universitário, criaram uma start-up e têm agora uma empresa farmacêutica. Ambos foram para a Alemanha nos anos 60, onde a farmacêutica BioNTech, que foi cofundada pelo casal, está sediada.

Uğur Sahin é o chefe executivo da BioNTech, tem 55 anos, e figura agora entre os 100 alemães mais ricos, juntamente com a sua esposa e colega de administração, Özlem Tuereci, com 53 anos.

Seguindo o seu sonho de infância de estudar medicina e tornar-se médico, Uğur trabalhou em hospitais-escola na cidade sudoeste de Homburg, onde conheceu Özlem durante o início de carreira académica.

A investigação médica e a oncologia tornaram-se uma paixão partilhada. Juntos aperfeiçoaram o sistema imunitário como um potencial aliado na luta contra o cancro e tentaram abordar a composição genética única de cada tumor.

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Tuereci, filha de um médico turco que tinha migrado para a Alemanha, disse numa entrevista aos media locais que mesmo no dia do seu casamento arranjaram tempo para trabalhar no laboratório.

O casal reorientou os seus esforços quando soube das primeiras notícias sobre o novo coronavírusUğur Şahin disse à revista alemã Manager Magazin que quando leu sobre o surto de covid-19, em Wuhan, disse a Özlem que, em abril, iam ter de fechar as escolas na Alemanha.

A Pfizer e a BioNTech são as primeiras fabricantes de medicamentos a mostrar dados bem sucedidos de um ensaio clínico em larga escala de uma vacina contra o novo coronavírus. As empresas afirmaram não ter encontrado até agora preocupações sérias em matéria de segurança e esperam obter autorização de utilização de emergência nos Estados Unidos no final do mês.

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