“O atual contexto económico continuará garantidamente a ter influência no setor”, diz CEO da RE/MAX

A RE/MAX divulgou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2023, onde reportou um volume de preços de cerca de 1,4 mil milhões de euros, relativos a 15.428 transações, sendo 3.752 de arrendamento e 11.679 de compra e venda de imóveis. No entanto, Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, alerta que o contexto económico se faz sentir no setor.

André Manuel Mendes

A RE/MAX divulgou os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2023, onde reportou um volume de preços de cerca de 1,4 mil milhões de euros, relativos a 15.428 transações, sendo 3.752 de arrendamento e 11.679 de compra e venda de imóveis. No entanto, Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, alerta que o contexto económico se faz sentir no setor.

Nos primeiros três meses do ano, a imobiliária registou uma descida dos indicadores, resultado do atual contexto económico e numa quebra da procura motivada pela elevada subida da inflação e aumento das taxas de juro.

Os dados divulgados pela imobiliária mostram que foram os portugueses quem mais adquiriu ou arrendou casa, 74%, enquanto no que respeita a investidores estrangeiros, são os brasileiros, angolanos e norte-americanos, quem mais negoceiam em imobiliário.

“Os resultados do primeiro trimestre do ano, embora continuem a manter um sinal positivo, revelam um abrandamento do mercado. É certo que nos últimos anos os indicadores económicos da atividade têm ficado acima das expetativas, contudo atendendo à atual conjuntura económica, ao aumento da inflação e taxas de juro que faz, por um lado, reduzir os índices de procura e, por outro lado, aumentar os preços a que novos imóveis entram no mercado, têm desestimulado ainda mais a procura.”, refere Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal.

A executiva sublinhou ainda que o facto de o rendimento disponível das famílias ter diminuído e o custo do crédito à habitação ser mais elevado, fez com que muitas famílias estejam a alargar o espectro da sua procura, incluindo zonas que inicialmente não eram as preferenciais, mas também diminuindo as áreas e tipologias que desejam.

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“O atual contexto económico continuará garantidamente a ter influência no setor, mas a dimensão desse impacto muito dependerá do comportamento da oferta, em concreto na construção de novas habitações, assim como na dinamização do mercado de arrendamento”, acrescenta.

A capital portuguesa continua a ser onde se registam mais transações, com um total de 5.638 transações, a que corresponde 36,5%. Seguem-se os distritos do Porto (13,1%), Setúbal (10,3%), Braga (6,7%), Faro e Santarém (4,2% cada), Leiria (4%), Coimbra (3,9%), Aveiro (3,8%) e Viseu (2,3%) – no total, os 10 distritos portugueses que representam 89% dos imóveis transacionados pela rede neste período.

Os apartamentos e as moradias continuam os dois tipos de propriedade que a rede imobiliária mais comercializa, representando 56,9% e 23,2% do total, respetivamente. As tipologias mais procuradas nos apartamentos vendidos são os T2 (26,6%), seguindo-se os T3 (18,8%), os T1 (10,2%) e, finalmente, os T4 (2,8%).

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