Nuno Ferreira Pires, Sport TV: XVII Barómetro Executive Digest

Este barómetro permite esclarecer várias das dúvidas que têm subsistido, no que diz respeito à forma como as nossas organizações lidariam colectivamente com o contexto de profunda incerteza do último ano, mas também a que instrumentos recorreriam. Mais do que isso, dissipa qualquer impressão de que estejamos absolutamente pessimistas em relação à data da plena retoma da actividade económica. Devemos começar por observar que a maioria das nossas empresas e organizações dependeram da flexibilidade e adaptabilidade para subsistir e encarar o futuro. Nunca é demais sublinhar o carácter exigente da transformação continua e os méritos de quem a conseguiu fazer – sementes que também darão frutos no pós-pandemia. A inovação ou aperfeiçoamento tecnológicos fazem parte dessa reconfiguração. De um modo geral, poderá ser dito que todos nós, ainda que de diferentes formas, passámos a utilizar ou depender mais de algum tipo de tecnologia, mas percebemos por que é que a analítica avançada se destacou: sendo um sistema de tratamento automático ou semiautomático de dados que permite auxiliar a tomada de decisão das organizações, é algo crucial em tempos de séria imprevisibilidade, mas acima de tudo garante que se ruma na direcção certa e focada… a única forma de, juntos, novamente ostentarmos rácios de crescimento do país e da nossa economia que façam jus à excepcionalidade do povo português e, acima de tudo, que sejam indicadores de mais valor gerado, permitindo restabelecer os postos de trabalho perdidos e o equilíbrio económico das famílias portuguesas.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 181) da Executive Digest, no âmbito da XVII edição do seu Barómetro.



Artigos relacionados
Comentários
Loading...