«Estamos a receber à volta de mil pedidos de ajuda diários. É uma verdadeira loucura. Nunca vi nada assim», admitiu a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares à “TSF”.
Segundo Isabel Jonet, Lisboa, Setúbal e o Porto são as regiões onde os pedidos de ajuda mais cresceram. Nesta altura, o Banco Alimentar estima que esteja a ajudar cerca de 400 mil pessoas no país, sendo que, para evitar uma ruptura de stock de alimentos, foi aberto o canal das doações online. «Fizemos um apelo a muitas empresas e a muitas pessoas para que não deixem de contribuir para os bancos alimentares.»
Dada a situação, o Banco Alimentar cancelou a habitual recolha de alimentos de Maio nos supermercados, que permitia à instituição ter produtos alimentares para os próximos seis meses. «É um grande constrangimento para os bancos Alimentares, uma vez que estas campanhas de recolha representam a grande maioria do abastecimento para os seis meses seguintes», lamentou a responsável.
Mesmo sem campanha de recolha de alimentos presencial no último fim de semana de Maio, Banco Alimentar pode ser ajudado através do portal oficial da instituição.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infectou mais de 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infecção, cerca de 402 mil são considerados curados.
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Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infecção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril.
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