“Nunca negámos que Portugal não estava preparado para uma epidemia desta escala”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de apresentação do Boletim Epidemiológico da Direção Geral de Saúde, desta segunda-feira.
Considerando desde logo que “foi longo caminho no combate à Covid-19 no nosso país”, António Lacerda Sales ressalvou que “mais de seis meses depois do primeiro caso ainda há muito por descobrir” e que a primeira prioridade foi proteger vidas. “A grande preocupação foi a defesa dos mais vulneráveis, o registo do menor número possível de óbitos e uma menor pressão nos serviços de saúde”, reforçou.
Lacerda Sales referiu também que, neste momento, existem 73.867 profissionais de saúde com acesso à plataforma ‘Trace Covid-19’ que conta já com mais de 700 mil utentes inseridos, estando mais de 16 mil utentes em vigilância clínica.
O secretário de Estado lembrou, no entanto, que a capacidade de resposta “não depende apenas do Estado”, mas também da responsabilidade individual e por isso reiterou a importância da notificação atempada de casos e de uma melhor integração das várias plataformas para monitorizar a situação.
Nesta conferência ficou ainda uma referência ao inquérito serológico a cargo do Instituto Ricardo Jorge, cuja recolha de dados terminou sexta-feira, contando com a participação de 2.100 pessoas de todas idades e todas as regiões de saúde.
O trabalho laboratorial iniciou-se a 27 de junho e deverá ter resultados ainda durante o mês de julho, com os quais se poderão obter respostas cruciais, nomeadamente ao determinar a extensão da infeção e estimar a fração de infeções assintomáticas em Portugal.













