Nunca foi tão seguro andar de avião: passageiros podem voar diariamente durante 220 mil anos antes de ter um acidente fatal, revela estudo

Os resultados seguem um padrão de “melhoria contínua” que começou em 1968, quando a taxa de mortalidade diminuiu em média 7,5% por ano, mesmo com o aumento do número de voos a nível mundial

Francisco Laranjeira
Setembro 3, 2024
18:07

Nunca foi tão seguro andar de avião, revela estudo: há uma hipótese em cada 13,7 milhões de um passageiro, em qualquer parte do mundo, morrer a bordo, de acordo com um novo estudo de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, que analisaram os dados globais sobre passageiros e mortes entre 2018 e 2022, tendo concluído que as mortes diminuíram em média 7% de ano para ano.

Os resultados seguem um padrão de “melhoria contínua” que começou em 1968, quando a taxa de mortalidade diminuiu em média 7,5% por ano, mesmo com o aumento do número de voos a nível mundial.

A taxa de incidentes depende dos países de onde e para onde as pessoas voam, sendo que os investigadores dividiram os países em três níveis de risco: baixo, médio e elevado, com base no historial de segurança aérea.

O grupo de risco mais baixo é o grupo de nível 1, que inclui a União Europeia, a Austrália, o Canadá, a China, Israel, o Japão, Montenegro, a Nova Zelândia, a Noruega, a Suíça, o Reino Unido e os Estados Unidos.

Alguns exemplos de países do grupo de nível 2 incluem o Bahrain, a Bósnia, o Brasil, o Brunei, o Chile, Hong Kong, a Índia, a Jordânia, o Kuwait, a Malásia, o México, as Filipinas, o Qatar, Singapura, a África do Sul, a Coreia do Sul, Taiwan, a Tailândia, a Turquia e os Emirados Árabes Unidos.

Para os dois primeiros níveis, o risco de morte desce para um por cada 80 milhões de embarques de passageiros, apontou o estudo – estes países representam mais de metade dos 8 mil milhões de habitantes do planeta. “A esse ritmo, um passageiro poderia, em média, escolher um voo ao acaso todos os dias durante 220 mil anos antes de sucumbir a um acidente fatal”, prossegue o relatório.

Segundo o estudo, o risco de morte é cerca de 36% mais elevado nos países da categoria 3, mas as mortes continuam a diminuir.

“Embora [estes países] continuem a melhorar ao longo do tempo, o seu risco de morte de passageiros continua a ser muitas vezes superior ao risco noutros países”, afirma o estudo, que não incluiu quaisquer acidentes que tenham sido ataques diretos a passageiros, como um atentado suicida no aeroporto de Cabul em 2021 que matou 170 afegãos e 13 militares norte-americanos.

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