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“Nunca antes na nossa história dependemos tanto do comportamento individual”. Johnson pede a britânicos que travem a morte dos seus

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson dirigiu-se à população, no final deste dia, via transmissão televisiva para explicar o reforço das medidas de combate à pandemia da Covid-19, para os próximos seis meses.

Boris pediu aos britânicos para aceitarem as novas medidas de bloqueio, dizendo que a alternativa era permitir que muito mais famílias “perdessem os seus entes queridos antes do tempo”.

“Devemos confiar na nossa capacidade de cuidar uns dos outros, de nos protegermos uns aos outros. Nunca na nossa história, o nosso destino coletivo e nossa saúde coletiva dependeram tanto do nosso comportamento individual. Se seguirmos essas regras simples juntos, passaremos este inverno juntos. Os meses inquestionavelmente difíceis estão por vir. E a luta contra Covid não acabou. Não tenho dúvidas, porém, de que há grandes dias pela frente”, frisou o governante.

“Mas agora é a hora de todos nós reunirmos a disciplina, a determinação e o espírito de união que nos acompanhará”, rematou.

Ainda assim, apesar da evidente mensagem de esperança e confiança nos cidadãos, o primeiro-ministro ressalvou que “se as pessoas não seguirem as regras que estabelecemos, devemos reservar o direito de ir mais longe. Agir agora permitirá manter as pessoas a trabalhar, manter as lojas e as escolas abertas e podemos manter nosso país a avançar enquanto trabalhamos juntos para superar o vírus. Essa é a nossa estratégia e, se pudermos seguir este pacote de medidas juntos, sei que podemos ter sucesso porque estamos mais bem preparados do que antes”.

“Embora os médicos e os consultores médicos estejam, com razão, preocupados com os dados de agora e com os riscos do inverno, eles são unânimes em afirmar que as coisas estarão muito melhores na primavera, para quando temos não apenas a esperança de uma vacina, mas um dia em breve – e devo enfatizar que ainda não chegamos lá – de termos testes em massa tão eficientes que as pessoas poderão ser testadas em minutos para que possam fazer mais coisas que amam. Essa é a esperança; esse é o sonho. É difícil, mas é possível, e estamos a trabalhar no máximo que podemos para chegar lá”, salientou ainda.

Quanto às novas medidas, passam por disponibilizar o exército para patrulhar as ruas da Inglaterra e assim fazer cumprir as regras de prevenção da propagação do novo coronavírus.

A partir de agora a polícia terá a ‘opção de obter apoio militar quando necessário’, anunciando ainda que as multas por quebrar as regras serão duplicadas para 200 libras (cerca de 220 euros).

Johnson impõe ainda um toque de recolher às 22h00 em todos os restaurantes, bares e pubs do país a partir desta quinta-feira, com o setor do alojamento também restrito ao serviço de mesa.

A exigência de usar máscaras será estendida aos trabalhadores do comércio e a clientes em ambientes fechados de alojamento e restauração, exceto quando estão à mesa para comer ou beber.

Uma das grandes reviravoltas é o teletrabalho. A decisão de hoje é colocar um fim à campanha de regresso ao trabalho, e o Governo pede agora aos trabalhadores de escritórios, que possam, para trabalharem em casa.

As novas medidas contemplam ainda uma redução para 15 pessoas autorizadas a comparecer em casamentos na Inglaterra, e suspensão dos planos para o regresso parcial dos adeptos aos estádios a 1 de outubro próximo. 

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