Número de utente já chegou a 86% dos refugiados. Há dezenas de pedidos de apoio pediátrico na Estefânia

Há algumas crianças que não têm esse número, por estarem à espera da conclusão do processo, de acordo com o diretor do serviço de pediatria do Hospital Dona Estefânia, que revela que isso tem sido uma dificuldade no apoio prestado. 

Revista de Imprensa
Março 24, 2022
10:31

Cerca de 86% dos refugiados ucranianos que chegaram a Portugal já têm número de utente do Serviço Nacional de Saúde (SNS) numa altura em que o Hospital da Estefânia tem recebido dezenas de pedidos de ajuda para crianças, avança o ‘Público’.

Segundo a mesma publicação, até terça-feira, entre adultos e crianças, Portugal já tinha registo de mais de 17 mil pedidos de proteção temporária e 86% já tinham número nacional de utente atribuído.



Contudo, há algumas crianças que não têm esse número, por estarem à espera da conclusão do processo ou por desconhecimento, de acordo com o diretor do serviço de pediatria do Hospital Dona Estefânia, que revela que isso tem sido uma dificuldade no apoio prestado.

“As crianças precisam do número de utente para entrarem no sistema. Algumas já estão referenciadas e estão à espera [da conclusão do processo], mas noutras situações as pessoas nem sabiam que era preciso tratar do processo junto do SEF. Deixo aqui o apelo para que tratem do número de utente”, sublinha.

Gonçalo Cordeiro Ferreira adianta ainda ao jornal que o serviço de apoio a crianças e jovens refugiados, que funciona no hospital, já recebeu mais de duas dezenas de chamadas desde segunda-feira, tendo encaminhado duas crianças para consultas especializadas.

“Estamos a receber uma média de dez a 15 contactos telefónicos por dia. Neste momento já vimos e encaminhamos duas crianças com doença crónica para consultas da especialidade cardíaca e renal e há uma outra criança com doença crónica que já tem acompanhamento programado para fazer tratamento”, refere.

O objetivo do serviço é fazer uma primeira avaliação e o encaminhamento para consulta das crianças que precisarem. “Na génese desta ideia esteve a preocupação de todos com o que está a acontecer e com a ideia de podermos ajudar. Não podendo estar lá, ajudamos cá”, sublinha.

“Há muitas crianças a precisar de cuidados. Bebés que precisam de consultas de seguimento, incluindo a questão da vacinação, crianças com doença aguda que precisam de apoio e preocupa-nos muito as crianças com doenças crónicas que deixaram de ter acompanhamento e acesso aos medicamentos”, refere, citado pelo ‘Público’.

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