O escritório regional europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reúne 53 países, concluiu que a percentagem de jovens infectados com o novo coronavírus no mundo triplicou desde o inicio da pandemia, de acordo com o ‘El Mundo’.
O organismo realizou na quinta-feira uma revisão dos desafios enfrentados nesta altura do ano, focando-se sobretudo no regresso às aulas, que segundo os especialistas, pode ser adiado nas áreas mais afectadas devido a esta mais recente conclusão.
«Globalmente, entre os 15 e os 24 anos, os casos da Covid-19 aumentaram de uma taxa de 4,5% no final de Fevereiro para 15% em meados de Julho», disse Hans Kluge, director do Escritório europeu da OMS. O especialista sublinhou que o aumento de casos entre a população mais jovem não só coloca em risco os seus «pais e avós», como também os próprios embora com menos risco. «Baixo risco não significa risco nenhum», acrescenta.
Kluge refere ainda: «Embora os jovens tenham menos probabilidade de morrer do que os mais velhos, ainda podem ser gravemente afectados. O vírus afecta todos os órgãos, mas sobretudo os pulmões e o coração, com algumas pessoas jovens e saudáveis, a sofrer consideravelmente», recordou.
O responsável afirmou que durante o verão, o número de infecções detectadas disparou na Europa, «foram 40 mil casos a mais na primeira semana de Agosto, relativamente à primeira de Julho», disse. Contudo, por outro lado também tonou possível uma maior aprendizagem sobre o vírus.
«A boa notícia é que agora sabemos mais sobre a transmissão deste vírus», disse Kluge, referindo-se ao elevado risco de contágio em ambientes de lazer, que são especialmente associados aos jovens. Por isso, o especialista apela a esse sector da população que evite «multidões e grandes grupos» e fique «longe de bares cheios de gente e de grandes festas».
Kluge quis transmitir uma mensagem consciente mas simultâneamente optimista sobre a responsabilidade da sociedade em conter o coronavírus: «Nem sequer a vacina será o fim da pandemia», argumentou. «O fim da pandemia será o dia em que cada um de nós assumir a responsabilidade e aprender comportar-se perante o vírus. E isso só depende de nós. Esse dia pode até ser amanhã».













