O número de insolvências de empresas a nível mundial pode aumentar 33% em 2022. A prorrogação dos estímulos fiscais e das exceções legislativas explicam o ainda baixo nível das insolvências empresariais.
Os dados do mais recente relatório divulgado pela seguradora de crédito Crédito y Caución revelam que se regista um aumento na Europa em 2021, enquanto a América do Norte e a região da Ásia-Pacífico ainda denotam um relativo atraso.
A partir de 2022, prevê-se uma recuperação das insolvências nas três regiões devido ao fim dos estímulos fiscais e ao possível endurecimento das políticas monetárias resultante das crescentes pressões inflacionistas.
“Está claro que, a curto prazo, a eliminação das ajudas poderá constituir um desafio para algumas empresas, na medida em que têm que voltar a operar num quadro de mercado sem apoios públicos significativos. Algumas são especialmente vulneráveis dado que se endividaram mais para sobreviver à pandemia do coronavírus”, explica o relatório.
As previsões da Crédito y Caución apontam que no fecho de 2022 as falências terão aumentado na maioria dos mercados em comparação com os níveis anteriores à pandemia.
Este aumento será especialmente assinalável em Itália (34%), no Reino Unido (33%), Austrália (33%), Finlândia (29%), Singapura (28%), Espanha (26%), Países Baixos (26%) e França (23%). Portugal assistirá a um incremento de 14%.




