Número de insolvências e de reestruturações não aumentou durante a pandemia, revela Banco de Portugal

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP), o número de insolvências e de reestruturações não aumentou durante a pandemia. Nas semanas de 2020 afetadas pela pandemia, o número manteve-se alinhado com a média histórica, enquanto no primeiro semestre de 2021, o número de pedidos se situou 27% abaixo da média histórica.

O BdP explica ainda que no primeiro estado de emergência que o país viveu, o número de pedidos diminuiu 10%, enquanto o segundo estado de emergência e a suspensão da obrigação de apresentação à insolvência tiveram um impacto reduzido no número de novos pedidos.

Os dados revelam que houve um aumento do número de pedidos nos setores mais expostos à pandemia nas semanas de 2020 afetadas pela pandemia, em comparação com a média histórica pré-pandemia. Por outro lado, a moratória de crédito reduziu a probabilidade de insolvência das empresas de 6,4% para 3,9%.

Analisando o ano de 2022, As insolvências de empresas diminuíram 10% nos primeiros sete meses, em termos homólogos, o valor mais baixo dos últimos três anos, enquanto a constituição de novas empresas subiu 17%, para 28.672, segundo a consultora Iberinform.

As insolvências em julho diminuíram de 326 para 272, menos 54 que no período homólogo de 2021 (-17%). Quanto a constituições em julho, a Iberinform regista uma diminuição de 3.501 em 2021 para 3.186 em 2022, mas em termos acumulados regista um acréscimo face tanto a 2020 como 2021, com um total de 28.672 constituições, mais 17% que no ano transato.

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