Número de empresas afetadas pela covid-19 estabiliza nos 80%. Lay-off continua a aumentar e atinge 51%

Como fatores com muito impacto para a redução no volume de negócios, foram referidos mais frequentemente pelas empresas a ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência.

Sónia Bexiga

A percentagem de empresas que referiram que a pandemia implicou uma diminuição no volume de negócios manteve-se elevada (80%, proporção igual à apurada na semana anterior), segundo os dados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19, do Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal, revelados esta terça-feira.

Essa redução foi superior a 50% numa grande parte das empresas respondentes (39%).

Estes resultados da segunda semana de inquirição (semana de 13 a 17 de abril de 2020) confirmam os desenvolvimentos devido à pandemia identificados na semana anterior, reforça o INE.

Como fatores com muito impacto para a redução no volume de negócios, foram referidos mais frequentemente pelas empresas a ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência.

O INE apurou ainda que 60% das empresas reportaram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, sendo que um quarto referiu uma redução superior a 50%.

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Face à semana anterior, verifica-se uma estabilização da percentagem de empresas que referiu uma redução do pessoal ao serviço, mas uma maior proporção de empresas a recorrer ao layoff simplificado (51% face a 48% na semana anterior).

As micro empresas e as empresas do setor do Alojamento e restauração referiram mais frequentemente reduções superiores a 75% quer do volume de negócios quer do pessoal ao serviço.

Uma nova questão do inquérito revela em que medida as empresas adaptaram a sua atividade em resultado da pandemia, sendo que quase 30% das empresas respondentes referiram a diversificação ou modificação da produção e 21% referiram a alteração ou reforço dos canais de distribuição.

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Assim, de entre os números recolhidos na segunda semana deste inquérito (de 13 a 17 de abril de 2020) destaca-se que:

Cerca de 82% das empresas respondentes mantinham-se em produção ou em funcionamento. Por setor, esta
percentagem é significativamente mais baixa no Alojamento e restauração (38%);

80% das empresas respondentes referiram que a pandemia implicou uma diminuição no volume de negócios
(proporção igual à apurada na semana anterior), sendo que numa grande parte das empresas (39%) a
redução foi superior a 50% do volume de negócios, refletindo sobretudo a ausência de encomendas/clientes e
as restrições no contexto do estado de emergência;

60% das empresas reportaram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, sendo que um quarto
referiu uma redução superior a 50%. Face à semana anterior, verifica-se uma maior proporção de empresas a
recorrer ao layoff simplificado (51% face a 48%).

Uma proporção significativa das empresas respondentes referiu ter adaptado a sua atividade através da
diversificação ou modificação da produção (29% das empresas) ou através da alteração ou reforço dos canais
de distribuição (21%);

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Uma percentagem significativa de empresas já recorreu ao layoff simplificado. Relativamente a outras medidas
de apoio público recentemente implementadas, apenas uma percentagem muito pequena das empresas já
beneficiou destas medidas mas existe uma percentagem mais elevada que pretende beneficiar. No entanto,
excluindo o layoff simplificado, uma parcela significativa das empresas (entre 46% e 58%, consoante a
medida) continua a não prever o recurso a medidas de apoio;

48% das empresas afirma não ter condições para se manter em atividade por mais de dois meses sem
medidas adicionais de apoio à liquidez, verificando-se percentagens mais expressivas no grupo das empresas
de micro e pequena dimensão e principalmente no setor do Alojamento e restauração;

Cerca de 12% das empresas recorreram a crédito adicional na semana anterior, sendo esta percentagem
superior nas empresas de micro dimensão e inferior nas grandes (20% e 5%, respetivamente). A maioria dos
novos créditos foi contraída em condições semelhantes às anteriormente praticadas;

A intenção de manter os preços nesta semana foi referida por 90% das empresas, enquanto 8% reportaram
que estes deverão diminuir, percentagem que atinge mais do dobro no Alojamento e restauração.

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