Número de doentes não urgentes que recorrem aos hospitais dispara para 44,5%

O número de doentes que, após triagem, são considerados não urgentes, a dar entrada nos serviços de urgência nos hospitais portugueses, está a aumentar e atingiu em novembro do ano passado o valor mais elevado dos últimos anos.

Revista de Imprensa
Março 24, 2023
10:21

O número de doentes que, após triagem, são considerados não urgentes, a dar entrada nos serviços de urgência nos hospitais portugueses, está a aumentar e atingiu em novembro do ano passado o valor mais elevado dos últimos anos.

De acordo com os dados do Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, e citados pelo Público, quase metade (44,5%) do total de 5,7 milhões de atendimentos nos serviços de urgência, nos primeiros 11 meses do ano passado, viram ser-lhes atribuídas pulseiras verdes, azuis e brancas (casos pouco ou não urgentes).

O problema está assinalado e há algumas soluções já em ação, mas que não têm tido os efeitos desejados.

Fernando Araújo, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (DE SNS), considerou ontem que é “inadiável” resolver a questão da referenciação dos doentes para os serviços de urgência.

A solução pode passar, como já acontece noutros países, pela limitação dos doentes que podem recorrer diretamente às urgências, que só podem ser atendidos se forem encaminhados por um médico ou depois de triagem por via telefónica, através de linhas como o SNS24 ou o 112.

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