Os mercados financeiros estão a enfrentar dias difíceis, com os investidores a tentarem recuperar das perdas do início da semana. O setor financeiro, cujos ativos estão particularmente expostos às movimentações nas bolsas, é um dos mais preocupantes. A Morningstar DBRS antecipa que as maiores instituições financeiras até possam beneficiar do aumento das transações, no entanto, o impacto das descidas de juros nas margens financeiras coloca em xeque as ações da banca.
Elisabeth Rudman, líder global de instituições financeiras da Morningstar DBRS, afirmou ao ‘Negócios’ que os bancos portugueses se devem manter relativamente isolados da volatilidade atual. Rudman também mostrou confiança com a resiliência dos bancos europeus, apesar do tumulto causado por um relatório de emprego nos EUA mais fraco do que o esperado.
A agência de notação financeira acredita que os bancos nos principais mercados desenvolvidos possuem reservas de capital e liquidez suficientes para enfrentar uma possível recessão, mas alertou que a liquidação do mercado poderia tornar-se uma profecia autocumprida.
A volatilidade do mercado pode beneficiar bancos maiores com intensa atividade de negociação, segundo Rudman. No entanto, a instabilidade também pode causar atrasos em algumas atividades de originação de dados. Analistas da Bloomberg Intelligence alertam que a mudança nas expectativas de cortes nas taxas de juros e o aumento do custo do risco estão a ofuscar os ganhos otimistas dos bancos europeus, revela a mesma fonte.
Analistas do Jefferies observam ainda que mais cortes nas taxas de juros podem ser negativos para os bancos universais, mas neutros para os regionais.














