Novo teste prevê de forma confiável o regresso ou a disseminação do cancro de pele mais mortal, indicam cientistas

Teste AMBlor vai ajudar os médicos a identificar pacientes de baixo risco e reduzir o número de consultas de acompanhamento

Francisco Laranjeira

Os cientistas desenvolveram um novo teste que prevê de forma confiável a propagação, ou regresso, da forma mais mortal de cancro de pele, uma doença diagnosticada a mais de 16 mil pessoas no Reino Unido e 96 mil pessoas nos Estados Unidos com melanoma todos os anos.

O teste, conhecido como AMBlor, é aplicado a uma biópsia padrão do melanoma primário quando é removido e permite identificar pacientes com baixo risco de recorrência ou disseminação do cancro, de acordo com Penny Lovat, que liderou a equipa responsável pelo novo teste, algo que irá trazer maior tranquilidade aos pacientes.

O AMBlor fornece a qualquer pessoa diagnosticada com um melanoma num estágio inicial não ulcerado – o que representa cerca de 75% de todos os novos diagnósticos – informações mais precisas. “O nosso teste oferece um prognóstico personalizado, pois prevê com mais precisão se é improvável que o cancro de pele se espalhe”, disse Penny Lovat, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

“Este teste vai ajudar os médicos a identificar pacientes genuinamente de baixo risco diagnosticados com melanoma num estágio inicial e a reduzir o número de consultas de acompanhamento para aqueles identificados como de baixo risco, economizando tempo e dinheiro do NHS”, precisou o especialista.

A British Skin Foundation apoiou a pesquisa, feita em associação com a empresa universitária Amlo Biosciences. O diretor de operações da fundação, Phil Brady, revelou: “O desenvolvimento do teste AMBlor pode aliviar o stress e a ansiedade dos pacientes causados ​​pelo cancro de pele potencialmente mortal, ao mesmo tempo em que aumenta a eficiência e reduz os custos.”

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Atualmente, os tumores primários são removidos através de cirurgia e os patologistas estudam a biópsia ao microscópio para determinar o estágio em que o cancro de pele está e o risco de disseminação. Mesmo definido como de baixo risco, o paciente é acompanhado em clínica em até cinco anos – e são esses pacientes que o teste consegue identificar.

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