A Casa Branca foi palco de uma festa ao final do dia das eleições presidenciais, a qual está na origem de um surto já considerado como um «outro símbolo da atitude arrogante do presidente Donald Trump em relação a um vírus que se está a espalhar por todo o país», noticia a Associated Press’.
Segundo a agência de notícias a festa foi realizada para que o clã Trump, os conselheiros do presidente e outros membros da Casa Branca pudessem acompanhar os desenvolvimentos do processo, tendo acontecido «com poucas máscaras e nenhum distanciamento social».
O evento é agora alvo de um escrutínio adicional na sequência de o chefe de gabinete do presidente, Mark Meadows, ter sido identificado como o mais recente alto funcionário da Casa Branca a contrair o vírus, que já matou mais de 237 mil pessoas nos Estados Unidos.
A Casa Branca recusou-se por diversas vezes a especificar que outras pessoas testaram positivo na sequência do mesmo evento, mesmo numa altura em que o vírus continua espalhar-se. O último ajuntamento da Casa Branca, que ocorreu apenas um mês após o próprio diagnóstico e hospitalização de Trump, inclui um alto funcionário da campanha de Trump, bem como vários funcionários não identificados, segundo as autoridades.
A residência oficial do presidente norte-americano tem se mostrado cada vez mais sigilosa sobre surtos. Muitos funcionários da Casa Branca e da campanha de Trump, bem como aqueles que compareceram na festa em questão, não tiveram qualquer conhecimento sobre o seu diagnóstico até este ser divulgado pela imprensa, segundo a agência de notícias.
O fato de o vírus continuar espalhar-se na Casa Branca – mesmo que funcionários seniores e aqueles que entram em contato próximo com o presidente e o vice-presidente sejam testados com frequência – não foi uma surpresa para as autoridades de saúde pública que se recusaram a admitir qualquer negligência.
Meadows, em particular, há muito tempo que tenta minimizar a gravidade do vírus. O responsável raramente usava máscara em público, exceto durante o período imediatamente após a infeção de Trump, recusando-se até a falar com jornalistas depois de estes lhe terem pedido que usasse máscara.




