Novo líder do Hamas pressiona por acordo de cessar-fogo com Israel: atitude de Netanyahu alvo de críticas

Sistema de segurança israelita, que tem sido um ator fundamental nas negociações, duvida da seriedade de Netanyahu nas negociações. “Ninguém sabe o que Bibi quer”, salientou fonte israelita ao canal televisivo americano

Francisco Laranjeira

O novo líder político do Hamas, Yahya Sinwar, está interessado num acordo de cessar-fogo para Gaza, uma vez que o compromisso israelita com as negociações ainda não está claro: de acordo com negociadores do Qatar e do Egito, citados pela ‘CNN’, Sinwar leva a sério as negociações para encerrar a guerra que dura já há 10 meses e que custou quase 40 mil palestinianos mortos.

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Vai ocorrer, no final de agosto uma conferência sobre o fim da guerra e a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas em Gaza: no entanto, há dúvidas sobre a disposição do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para levar as negociações a sério, apesar da crescente pressão nacional e internacional para acabar com a guerra.

O sistema de segurança israelita, que tem sido um ator fundamental nas negociações, duvida da seriedade de Netanyahu nas negociações. “Ninguém sabe o que Bibi quer”, salientou fonte israelita ao canal televisivo americano.

Ao mesmo tempo, Israel fez uma série de provocações que alguns dizem que parecem ter como objetivo forçar o Hamas a sair da mesa de negociações, incluindo o assassinato do líder político moderado do movimento, Ismail Haniyeh, em Teerão, o assassinato de figuras importantes do Hezbollah e o bombardeamento de uma escola em Gaza no passado sábado, matando pelo menos 93 civis.

Enquanto isso, o Hamas disse que continua comprometido com a conferência de trégua e com o fim da guerra em Gaza. “Por preocupação e responsabilidade para com o nosso povo e os seus interesses, o movimento exige que os mediadores apresentem um plano para implementar o que eles apresentaram ao movimento e concordaram em 2 de julho de 2024, com base na visão de Biden e na resolução do Conselho de Segurança da ONU, e que obriguem a ocupação a fazê-lo, em vez de buscar novas rondas de negociação ou novas propostas”, salientou uma declaração do Hamas.

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Recorde-se que Sinwar assumiu o cargo de chefe político do Hamas na semana passada, após o assassinato de Haniyeh, e parece interessado em mostrar ao mundo que continua comprometido com a política do ex-líder de buscar um acordo de paz com Israel. Não é visto desde 7 de outubro e tornou-se o inimigo número 1 de Israel, diretamente responsabilizado pelo ataque no sul de território israelita, que matou cerca de 1.200 pessoas.

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