Novo estado de emergência: Conselho de ministros de hoje não vai mudar regras (fica tudo igual nas próximas duas semanas)

O Governo reúne-se esta quinta-feira em Conselho de Ministros para discutir mais uma vez a estratégia de combate à Covid-19, contudo, uma ideia é certa: o desconfinamento vai manter-se, pelos menos nos próximos 15 dias.

Na quarta-feira o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou à Assembleia da República o decreto que regulamenta este regime, e que será debatido e votado também hoje no Parlamento, no qual defende que «o futuro desconfinamento deve ser planeado por fases, com base nas recomendações dos peritos e em dados objetivos, como a matriz de risco, com mais testes e mais rastreio, para ser bem-sucedido».

Para já, não serão anunciadas medidas nesse sentido, uma vez que «não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, de imediato, as medidas de restrição dos contactos, sem que os números desçam abaixo de patamares mais geríveis pelo SNS, que sejam aumentadas as taxas de testagem e a vigilância de novas variantes, que a vacinação possa cobrir uma parte significativa da população mais vulnerável para a Covid-19, contribuindo para uma crescente imunidade de grupo», ressalva o Chefe de Estado.

Nos últimos dias esta ideia já tinha sido dada a entender, quer pelos partidos, que foram ouvidos na terça e quarta-feira por Marcelo Rebelo de Sousa, quer pelo próprio Governo, que por diversas vezes referiu que ainda era cedo para pensar num desconfinamento.

Por exemplo, a ministra da saúde, Marta Temido, disse no final da reunião do Infarmed, na segunda-feira, que o Governo estava a estudar «os momentos em que se deve começar a equacionar» a abertura gradual, mas não adiantou datas. «Este não é o momento de falar de tempos ou de modos, lá chegaremos. Todas as hipóteses neste contexto são hipóteses de cenários que são possíveis», ressalvou.

Para já, o que se sabe é que nestes dias 15 dias Portugal, ao abrigo do estado de emergência, continua sob dever geral de recolhimento domiciliário, mantendo-se também a suspensão de um conjunto de atividades.

A 22 de janeiro, os estabelecimentos de ensino foram encerrados, primeiro com uma interrupção letiva por duas semanas, e depois com aulas em regime à distância, uma situação que, para já, também se mantém.

 

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