O novo coronavírus parece ser eliminado mais rapidamente quando é exposto à luz solar, calor e humidade, segundo conclusões de um estudo realizado pelo Governo dos Estados Unidos e divulgado esta quinta-feira, um potencial sinal de que a pandemia pode ser menos contagiosa durante a época do verão, de acordo com a agência ‘Bloobmerg’.
Investigadores do governo dos EUA determinaram que o vírus sobrevive mais facilmente dentro de casa e em condições secas e perde a sua força quando a temperatura e a humidade aumentam, sobretudo quando é exposto à luz solar, disse William Bryan, chefe interino do Departamento de Ciência e Segurança Interna dos EUA. «O vírus morre mais rapidamente na presença de luz solar directa», disse numa entrevista à Casa Branca.
Estas conclusões podem reforçar a esperança de que o novo coronavírus segue o comportamento de outras doenças respiratórias tais como a gripe, que normalmente são menos contagiosas em épocas com temperaturas elevadas, como é o caso do verão. Ainda que a Covid-19 também se tenha mostrado letal em zonas com o clima quente como é o caso de Singapura, o que levanta questões mais profundas sobre o impacto dos factores ambientais.
Bryan disse ainda que em superfícies não porosas como o aço inoxidável, o vírus demora 18 horas para perder metade da sua força, num ambiente escuro e com baixa humidade. Num ambiente com altos níveis de humidade, a força do vírus diminuiu para seis horas e, quando o mesmo foi exposto à altos níveis de humidade e luz solar, diminuiu para dois minutos, segundo o responsável.
Os investigadores descobriram um efeito semelhante com o coronavírus suspenso no ar – simulando a tosse ou espirro que geralmente espalha a doença. Num quarto escuro, o vírus manteve metade de sua força durante uma hora. Mas, quando exposto à luz solar, perdeu metade de sua força em 90 segundos, disse Bryan.
O presidente norte-americano, Donald Trump indica que os resultados devem ser interpretados com cautela. «Espero que as pessoas aproveitem o sol e se isso tiver um impacto positivo, é óptimo», afirmou.














