Novo confinamento agrava em mais de 30% as quebras de faturação já registadas em Portugal

O atual confinamento, imposto para travar a evolução da pandemia em Portugal, contribuiu para agravar em mais de 30% as quebras de faturação que já tinham sido registadas em Portugal. A conclusão é do REDUNIQ Insights, responsável por analisar a evolução transacional do sistema de retalho português.

Num comunicado enviado às redações, a empresa revela que «o novo confinamento geral volta a impactar o comportamento transacional dos negócios portugueses, que no final de janeiro registaram uma quebra de faturação de 30% face à semana anterior ao novo encerramento da economia (de 3 a 9 de janeiro), descida que representa um agravamento das quebras resultantes dos confinamentos parciais ocorridos em 2020 e início de 2021».

No entanto, apesar destas más notícias, «o REDUNIQ Insights demonstra que o impacto na atividade económica está a ser menor agora que no primeiro confinamento, em que as perdas ascenderam a 44% ao fim de três semanas do primeiro Estado de Emergência».

Para além disso, na análise realizada foi possível observar que comparando os dois confinamentos gerais, os setores da saúde e as gasolineiras «obtiveram uma menor quebra de consumo três semanas após o novo lockdown, tendo estas reduzido em 7% e 27% a sua faturação, respetivamente, em comparação com o período das três primeiras semanas do confinamento iniciado em março, altura em que diminuíram o total faturado em 81% e 51%, respetivamente».

«Estes resultados justificam-se, em primeiro lugar, pelo não encerramento de algumas áreas do setor da saúde que foram obrigadas a fechar no primeiro confinamento, e, em segundo lugar, pela maior mobilidade dos portugueses neste novo confinamento, menos restritivo que o anterior», explica.

Por sua vez, no caso do setor da restauração e cafetaria, estes «demonstraram também uma resposta mais estruturada face ao novo confinamento, nomeadamente através de soluções de delivery e take-away, que permitiram uma quebra de faturação menos acentuada (60%, dados de janeiro de 2021), face ao primeiro confinamento (83% de queda em março de 2020)», revela a análise.

«Em contrapartida, as categorias de moda (- 92%), perfumarias (- 86%) e cabeleireiros (- 79%) voltaram a ter quebras bastante elevadas, devido ao total encerramento dos seus pontos de venda físicos», segundo o REDUNIQ Insights.

No que diz respeito ao setor dos eletrodomésticos e tecnologias e do retalho alimentar (hiper e supermercados), «não alcançaram neste novo confinamento um pico de faturação como tinha acontecido em março, quando as famílias procuraram equipar os seus lares para o trabalho e ensino remoto e abastecer as suas dispensas. Desta vez, a categoria eletrónica registou uma quebra de 23% e o retalho alimentar menos 6% três semanas após o período de 3 a 9 de janeiro», adianta.

O relatório analisou ainda «a variação homóloga da faturação obtida em 2020 que, no total, reduziu 16% em comparação com o ano de 2019, tendo existido um maior impacto na faturação feita com cartões estrangeiros, que desceu 55%, enquanto que a faturação originada por cartões de pagamento nacionais baixou 6%».

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