O Novo Banco contratou detetives iprivados para investigar a fortuna de um cliente incumpridor: Nuno Vasconcelos, patrão da Ongoing, cuja dívida da empresa ascendia a 493,5 milhões de euros, segundo informação recolhida pelo CM.
De acordo com o jornal, o Novo Banco tem informação alargada sobre os ativos de Nuno Vasconcellos, tendo destacado equipas especializadas – em que se incluíram investigadores privados – para o levantamento de todos os bens que pudessem ser associados ao ex-gestor que rumou ao Brasil.
A recuperabilidade dos créditos da Ongoing é muito reduzida, em todo o caso a informação recolhida pelo Novo Banco poderá servir de base a ações judiciais de cobrança de créditos.
Em Portugal, a Ongoing fez saber apenas ter disponíveis 7500 euros para fazer face ao pagamento das dívidas reclamadas pelos credores, cujo montante rondava os 1,3 mil milhões de euros.
Os 7500 euros foram a verba arrecadada pelo administrador de insolvência no âmbito do processo de liquidação da empresa, em 2018, com a venda dos bens apreendidos na sede da Ongoing em 2016.
No Novo Banco, segundo o relatório do administrador de insolvência, a empresa de Nuno Vasconcellos só tinha cerca de 45 mil euros depositados que estavam penhorados pelo banco.
Depois de declarar a insolvência em Portugal e de deixar largas dezenas de trabalhadores sem salários e credores sem bens para recuperar, Nuno Vasconcellos rumou ao Brasil, onde manteve sempre uma vida de luxo. O empresário continua no negócio da comunicação e controla o ‘Portal iG’ e outros títulos digitais.













