Novo ano letivo arranca em Macau com menos três mil estudantes

O ano letivo 2026/2027 arrancou em Macau com cerca de 86 mil alunos, disse o responsável pela tutela da educação, menos três mil do que no ano anterior.

Executive Digest com Lusa

O ano letivo 2026/2027 arrancou em Macau com cerca de 86 mil alunos, disse o responsável pela tutela da educação, menos três mil do que no ano anterior.

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“O número de turmas do ensino secundário continua a aumentar devido ao ‘baby boom’ dos anos anteriores, enquanto o número de turmas do ensino pré-escolar está em tendência decrescente”, afirmou o diretor dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), ao canal chinês da emissora pública TDM, à margem de visitas às escolas no primeiro dia de aulas, na terça-feira.

No ano passado, na mesma ocasião, Kong Chi Meng revelou que o ensino não superior de Macau tinha um total de 89 mil alunos.

Kong confirmou também que, no novo ano letivo, duas escolas foram fundidas. O Jardim de Infância Caritas passou a estar sob a alçada da Escola São João de Brito, um estabelecimento de ensino católico gerido pela Caritas de Macau.

Em junho, a DSEDJ disse à Lusa que existem entre nove a 11 escolas com intenção de fusão ou transformação.

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No ano letivo de 2025/2026, Macau tinha menos 26 turmas de creche do que no ano anterior, enquanto o número de educadores de infância diminuiu em 63, de acordo com dados citados pela deputada Ella Lei Cheng I em abril.

Em março, o único jardim-de-infância português de Macau, o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, reduziu o seu corpo docente de 24 para 18 professores.

Macau registou em 2025 2.871 recém-nascidos, o menor número de nascimentos em quase 50 anos.

No primeiro trimestre de 2026, nasceram no território 690 bebés, menos 8% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, segundo dados oficiais.

De acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para a População, a taxa de fecundidade total em Macau caiu em 2025 para 0,7 filhos por mulher em idade fértil, a mais baixa do mundo, juntamente com a vizinha região de Hong Kong.

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Também a taxa de natalidade em Macau tem vindo a cair desde há 11 anos consecutivos, atingindo em 2025 outro mínimo histórico de 0,47 nascimentos por cada mulher entre 15 e 49 anos, segundo dados oficiais.

Para incentivar a natalidade, o executivo de Macau introduziu nos últimos anos medidas como um subsídio para pais residentes permanentes com filhos nascidos entre 2022 e 2025, no valor de 18 mil patacas (1.932 euros) por ano, durante três anos.

Em maio, as autoridades de Hong Kong anunciaram que quatro escolas primárias iriam fechar, incluindo duas já este verão, por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos.

Em março, o Governo de Hong Kong já tinha dito que não iria subsidiar 15 primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade em 2026/2027.

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