Novo aeroporto de Lisboa poderá ir para Alverca e não para o Montijo

O projeto foi apresentado hoje, na Fundação Cidade de Lisboa, no Campo Grande.

Executive Digest

Alverca pode ser uma alternativa ao Montijo para a expansão do aeroporto de Lisboa. É uma solução que está, segundo os promotores, mais desenvolvida do que a do Montijo. O projeto foi apresentado hoje, na Fundação Cidade de Lisboa, no Campo Grande.

O aproveitamento da Base Aérea de Alverca era uma hipótese considerada inviável porque a pista da Portela não é paralela à existente em Alverca, não permitindo movimentos simultâneos de descolagem e aterragem. Mas esta proposta avança com a construção de uma nova pista, paralela à de Lisboa.

A área disponível também vai muito além da atual base aérea: “em Alverca temos 1800 hectares, no Montijo o que é aproveitado são 190 hectares”, afirma José Furtado, autor da proposta, à RTP.

O responsável acrescenta ainda que o aeroporto de Alverca “pode gerir até 75 milhões de passageiros, o mesmo que Amesterdão, Frankfurt ou outro grande aeroporto internacional. Quanto ao aeroporto do Montijo, estamos a falar de um aeroporto que é mais pequeno que o de Faro”, sublinha.

Os defensores de Alverca querem que esta infraestrutura passe a receber os voos de longo curso e o aeroporto Humberto Delgado apenas os de médio curso.

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Luis Coimbra, especialista em gestão aeroportuária, estudou durante anos as alternativas a Lisboa: “Temos outros problemas igualmente complicados, a Embraer, hoje em dia, é dona de 65% dos terrenos. E para além de questões ambientais, as questões técnicas lançam sérias dúvidas da viabilidade de tal solução [no Montijo]”.

O especialista salienta que no Montijo “uma segunda pista, mesmo com  operações simultâneas, envolve a entrada para dentro do estuário do Tejo, o que é obviamente condenável”.

Já em Alverca, “a pista assenta sobre o mouchão e não sobre o estuário. E para aceder à pista são montados taxiways ambientais ou viadutos”, explica José furtado.

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Os promotores do estudo sobre Alverca agora lançado afirmam que ainda há tempo para debater esta questão, que dizem ter consequências de longo prazo para o país.

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