Ana Catarina Mendes, deputada do PS e David Justino, vice-presidente do PSD, juntaram-se nesta quarta feira na TSF, para debater a questão do novo aeroporto do Montijo, acabando por rejeitar as mudanças na lei, em pleno processo de decisão.
O ministro das infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já tinha mostrado vontade de alterar o quadro legal que possibilita que a oposição de municípios como a Moita e o Seixal, possa inviabilizar a obra: «O quadro legal tem de ser revisto», referiu.
David Justino reagiu, dizendo à TSF que a localização escolhida para o novo aeroporto, no Montijo, é partilhada pelo PS, PSD e CDS e recordou que o PSD não costuma «rasgar contratos».
O social democrata não deixou de estranhar «o facto de ter sido feito um acordo ainda antes do estudo do impacto (ambiental). Sei que deixaram lá algumas almofadas, mas não é normal perante o investimento que era preciso fazer», disse citado pela TSF.
Não foi do agrado de Justino a afirmação do primeiro-ministro que dizia não haver um plano B para o aeroporto, sublinhando que «é de um extremismo perfeitamente dispensável». No que diz respeito à mudança da lei, o social democrata referiu «a lei é estúpida? É, mas é a lei. Alterar a lei em cima do acontecimento é um pontapé no Estado de direito», disse citado pela TSF.
Já Ana Catarina Mendes, do lado socialista, referiu-se à declaração do ministro sobre a necessidade de mudar a lei, mostrando a sua discordância: «As leis não se mudam a meio do processo”, disse, frisando que a posição da autarquia da Moita se resolve «com bom senso», sublinhando ainda que «o ministro disse que era preciso mudar a lei, mas não disse que era preciso mudar a lei agora», assume citada pela TSF.
A socialista acrescentou que lhe parece «irrazoável que um município sozinho possa travar uma obra estrutural como esta… por teimosia», disse lembrando que se fazem estudos «há 50 anos», tendo sido postas a consideração, «17 localizações».



